Paralisação de ônibus em Manaus (AM) deixa passageiros sem transporte nesta quarta-feira (8)
Publicado em: 8 de janeiro de 2025
Medida é um protesto contra os constantes atrasos no pagamento dos salários, que, segundo os trabalhadores, têm sido recorrentes nos últimos meses
YURI SENA
Nesta quarta-feira, 8 de janeiro de 2025, motoristas e cobradores do transporte coletivo de Manaus iniciaram uma greve paralisando a frota de ônibus e deixando milhares de usuários sem transporte.
A greve é um protesto contra os constantes atrasos no pagamento dos salários, que, segundo os trabalhadores, têm sido recorrentes nos últimos meses.
Este é o segundo mês consecutivo em que a categoria enfrenta esse problema, apesar de os operadores de transporte receberem, mensalmente, cerca de R$ 40 milhões em subsídios da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado.
A paralisação ocorre em um contexto tenso, pouco tempo após o prefeito David Almeida (Avante) anunciar um aumento na tarifa de ônibus, que passará de R$ 4,50 para R$ 5,10 ou mais a partir de fevereiro de 2025.
Como havia noticiado o Diário do Transporte, o aumento, que ainda precisa de estudos técnicos para sua justificativa, tem gerado desconforto entre os usuários, especialmente pela falta de transparência sobre os cálculos e a necessidade do reajuste.
Relembre:
Ministério Público fiscaliza reajuste da tarifa de ônibus em Manaus (AM)
Em resposta ao anúncio, o Ministério Público do Estado (MP-AM) abriu uma investigação para apurar as bases do aumento tarifário e questionar tanto o Instituto de Mobilidade Urbana (IMMU) quanto o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Passageiros (Sinetran-AM). A investigação buscará esclarecer os motivos e a legalidade do possível reajuste.
O clima em Manaus tem ficado cada vez mais tenso. O aumento da tarifa, que ocorre junto à greve, tem exposto a insatisfação da população com a gestão do transporte público na cidade, enquanto a falta de explicações detalhadas por parte da administração municipal e a falta de pagamento regular aos trabalhadores geram incertezas e frustração entre os usuários e profissionais do setor.
A paralisação continua, e a expectativa é de que mais informações sobre os próximos passos da mobilização e as ações do poder público sejam divulgadas.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte

