Transporte Intermunicipal em São Paulo tem queda no número de passageiros em 2024

Números aferidos pela Artesp mostram redução de 3,6% em relação ao mesmo período de 2023

ALEXANDRE PELEGI

O sistema de transporte coletivo intermunicipal regular no estado de São Paulo registrou uma queda no número de passageiros em 2024.

Os dados são da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que apontam o total de 1.911.774 de viagens realizadas entre janeiro e agosto de 2024, o que representa uma redução de 3,6% em relação ao mesmo período de 2023.

De acordo com a Artesp, a queda no número de viagens pode ser atribuída a alguns fatores, como o aumento do transporte intermunicipal operado de forma não autorizada pelas prefeituras, o compartilhamento de caronas, o crescimento do transporte individual, e a adoção do teletrabalho.

Apesar da tendência de queda, os meses de fevereiro e abril de 2024 apresentaram um pequeno aumento no número de viagens (0,50% e 0,82%, respectivamente) em comparação com os mesmos meses de 2023.

A ARTESP, responsável pela regulamentação do serviço que conta com 85 empresas operadoras, alerta para os riscos do transporte clandestino, destacando a falta de vistorias técnicas e seguros para os passageiros.

Em 2023, a agência fiscalizou 17.481 veículos, resultando em milhares de autuações, veículos retidos e removidos. As operações continuaram em 2024, com foco em garantir a qualidade e segurança do transporte intermunicipal.

A ARTESP incentiva os usuários a denunciarem problemas como má conservação dos ônibus, descumprimento de horários e falta de itens obrigatórios. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 727 83 77 ou pelo email ouvidoria@artesp.sp.gov.br.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. laurindojunqueira disse:

    A ARTESP não tem nada que ALERTAR para a existência do transporte clandestino! O papel dela é fiscalizar e punir os infratores. Já começou bem! Tirando da reta e arrumando um culpado: o passageiro!

  2. Eduardo disse:

    É simples..o serviço das empresas é PÉSSIMO….funcis mal educados.atrasos e os ônibus são verdadeiras carroças…com raríssimas exceções os motoristas parecem que estão transportando gado… não me admira ter caído a qtde…mas como o Brasil é o paraíso do lobby e dos esquemas, não vai demorar para ferrarem os aplicativos de carona…afinal no Brasil o problema nunca é o doente…e sim o termômetro!!!!!!

  3. Luis Nunez disse:

    Alguns fatores na minha opinião explicam este quadro.
    1) A passagem é muito cara. Viajar de onibus intermunicipal no Estado de São Paulo compensa apenas se for sozinho. Mais de uma pessoa, vale a pena até alugar um carro.
    2) Horários incompatíveis: A grande maioria dos horários não atende a demanda, são ruins feitos para atender as necessidades da empresa, não do passageiro.
    3) Linhas obsoletas: Linhas que não atendem mais os deslocamentos da população. As cidades mudaram, as demandas foram alteradas. O sistema da ARTESP é engessado, não permite que as empresas se adequem as novas necessidades.
    4) Linhas com excesso de paradas e demoradas: Aquelas linhas pinga – pinga que param em todos os locais. Se uma vaca pastando balança o rabo o onibus já para. Isso inviabiliza os deslocamentos fazendo com que se busque outras alternativas.

  4. Jeferson disse:

    A ARTESP é péssima. A ARTESP é omissa e até mesmo age de má fé, para preservar os interesses das empresas de ônibus. O que explica, por exemplo, Jacareí, com 250 mil habitantes, ser isolada de sua própria região (Vale do Paraíba e Litoral Norte)?

    Tinha que passar um pente fino na ARTESP, antes de expandir suas operações.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading