Reforma do Terminal Bandeira, no centro de São Paulo, é concluída dentro de concessão à inciativa privada
Publicado em: 2 de outubro de 2024
Espaço recebeu itens de acessibilidade, novas sinalizações e iluminação, sanitários renovados e AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros)
ADAMO BAZANI
Foi concluída a reforma de mais um terminal de ônibus da cidade de São Paulo concedido à iniciativa privada.
Desta vez, foi o Terminal Bandeira, na região central.
O espaço faz parte do chamado Bloco Sul, que compreende 11 terminais e é administrado pela concessionária SPS VIVACIDADE.
O espaço recebeu itens de acessibilidade, novas sinalizações, com comunicação visual, e iluminação, sanitários renovados e AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), até então inexistente. Foi instalado também um novo sistema de combate a incêndio.
Foi construído também um novo bicicletário com controle de acesso e capacidade para mais de 50 bicicletas. O local recebeu também três novos elevadores para atendimento preferencial.
Além disso, foram instaladas cerca de 90 câmeras inteligentes e implantado um novo Centro de Controle Operacional pelo qual é possível acompanhar toda a movimentação dos passageiros e dos ônibus, por meio de câmeras e telões.
Todas as plataformas receberam novo piso alteado e novas coberturas.
O espaço ganhou bancos e lixeiras de modelos mais modernos e novo posto de atendimento para venda de bilhetes e informações
Foram instalados sanitários familiares, para, por exemplo, trocas de fralda. Os banheiros possuem ainda equipamentos antivandalismo e são considerados sustentáveis, com água de reuso e mictórios que não utilizam água e minimizam o odor.
O padrão segue dos demais terminais já entregues dentro da concessão.
No Bloco Sul, foram já foram entregues reformados os terminais, Bandeira, Santo Amaro, Grajaú, Varginha, Guarapiranga, Capelinha, Parelheiros e o João Dias.
Devem ser concluídas as reformas nos terminais Jardim Ângela e Água Espraiada. O prazo final para as reformas de acordo com os contratos é 31 de outubro de 2024.
Dois dos três conjuntos de terminais de ônibus da cidade de São Paulo foram concedidos no segundo semestre do ano passado por R$ 3,8 bilhões.
Já a concessão do Bloco Leste, que entre os terminais inclui o Parque Dom Pedro II, no centro, teve o edital suspenso em junho de 2024 após o TCM (Tribunal de Contas do Município) ter apontado 41 falhas no edital.
Relembre:
Veja mais imagens da reforma do Terminal Bandeira

HISTÓRICO DAS CONCESSÕES:
Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura iniciou o processo de repassar ao setor privado a manutenção e exploração comercial dos terminais de ônibus do sistema de transporte coletivo em 2021.
Na modalidade Parceria Público-Privada (PPP), a concessão transferiu para o setor privado a administração, manutenção, conservação e exploração comercial, além da requalificação, dos Terminais de Ônibus vinculados ao sistema de transporte coletivo urbano de passageiros na cidade.
Divididos em três grupos por região da capital, os equipamentos foram distribuídos nos Blocos Sul, Noroeste e Leste, este último o único que não teve empresa ou consórcio vencedor.
A concessionária SPE SP Terminais Noroeste S/A, liderada pela Socicam, assumiu os terminais que compõem o Bloco Noroeste, com contrato no valor de R$ 1,8 bilhão (R$ 1.789.200.000,00).
Já a SPE São Paulo Sul S.A (SPS VIVACIDADE), liderada pela Egypt Engenharia, assumiu os terminais vinculados ao Bloco Sul, com investimentos no valor de R$ 2,2 bilhões (R$ 2.210.440.320,00).
Falta ainda a concessão por PPP do Bloco Leste.
Veja a composição dos Blocos:
BLOCO LESTE: Terminais Antônio Estevão de Carvalho, Aricanduva, Cidade Tiradentes, Itaquera II, Mercado, Parque Dom Pedro II, Penha, Sacomã, São Miguel, Sapopemba, Vila Carrão e Vila Prudente, bem como as Estações do Expresso Tiradentes.
BLOCO NOROESTE: correspondente aos terminais Amaral Gurgel, Campo Limpo, Casa Verde, Jardim Britânia, Lapa, Pinheiros, Pirituba, Princesa Isabel e Vila Nova Cachoeirinha, bem como os pontos de parada;
BLOCO SUL: correspondente aos terminais Água Espraiada, Bandeira, Capelinha, Grajaú, Guarapiranga, Jardim Ângela, João Dias, Parelheiros, Santo Amaro e Varginha.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Não adianta só ser no terminal, precisa ao entorno limpar as pichações e melhorar a região, que parece um cenário de TWD a noite.
Faltou dizer que estão instalando catracas no terminal, este que também serve de passagem segura para a população que mora entre o metro Anhagabau e a região próxima à câmara municipal. Com catracas a população terá que utilizar o trajeto das passarelas durante a noite, que é um local ótimo e propício a práticas de furtos e roubos. Parabéns, iniciativa privada sempre pensando na população
Boa noite, perdão, isso de que a população vai ter que passar pela passarela pra acessar ao terminal não procede de forma nenhuma, as catracas estam abertas e liberadas 24h.
Desculpe não fale coisas por impulso sem ter plena certeza do que está falando.
Bom dia
Utilizo todos os dias terminal e vejo que todo Projeto ficou Ótimo não excelente porque Ótimo está abaixo. Digo porque de não ter ficado excelente, ali na passarela que liga Metro Anhangabaú logo no início da escada vocês colocaram uma loja de sorvete e uma placa informativa atrapalhando todo fluxo das pessoas, outro item é que vocês estão colocando outra loja na própria passarela já quase no final da escada e mais uma vez atrapalhando fluxo.
Faltou no projeto olhar melhor para mobilidade e fluxo das pessoas e não ficar com layout bonito, muitas das vezes bonito não é funcional l.
Allan Mantovani.