Eletromobilidade

Chinesa Higer diz que vai comercializar no Brasil micro-ônibus elétrico a partir de dezembro de 2024 (Azure 7)

Modelo de sete metros de comprimento é voltado para o segmento urbano e foi também apresentado no IAA Transportation, em Hannover

ADAMO BAZANI

A fabricante chinesa Higer anunciou nesta sexta-feira, 20 de setembro de 2024, que a partir de dezembro vai comercializar no Brasil um modelo de micro-ônibus 100% elétrico com baterias de sete metros de comprimento. A empresa já tem no Brasil, trazidos da China, ônibus do modelo Azure nas versões de 12, 13 e 18 metros de comprimento.

Denominado de Azure 7, o micro-ônibus tem capacidade para 40 passageiros, piso baixo total sem degraus internos para livre acesso e rápido embarque e desembarque. A empresa promete que o layout dos assentos pode ser personalizado para atender às diferentes necessidades das diversas rotas.

Em nota, o CEO da TEVX Higer, Cadu Souza, diz que o modelo atende ao segmento urbano.

“Urbano, compacto e robusto ele representa a praticidade para deslocamentos em todos os tipos de vias de um município. Com seu design moderno e com alto padrão de qualidade vem ampliar a gama da marca, inclusive no Brasil”.

O modelo é produzido na China e será exportado de lá para o Brasil.

O Azure 7 é equipado com baterias CATL e sistema de acionamento elétrico integrado, além de apresentar suspensão dianteira independente equipada com o sistema ECAS II, eixo de acionamento elétrico coaxial integrado traseiro e design de plataforma de porta simples ou dupla.

O objetivo da configuração é trazer vantagens de dirigibilidade e estabilidade.

Uma das apostas da Higer é em relação ao design do micro-ônibus, ainda de acordo com a nota.

“O modelo conta um design moderno, valorizando linhas arredondadas e a sustentabilidade. Destaca-se uma grande janela lateral que proporciona, além de ampla visibilidade aos passageiros, uma iluminação natural no interior do ônibus” – diz o comunicado.

O veículo foi apresentado no IAA Transportation, evento que acontece em Hannover, na Alemanha.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    A ideia é interessante, porém esse modelo em periferia não dá certo, muito pequeno e seria vandalizado com facilidade, talvez em linhas se estação daria certo.

    1. Bruno Marques disse:

      Mas as são nas periferias, que os micro-ônibus são mais usados. Embora as lotações pequenas (os micro-ônibus) aqui em São Paulo SP, já não mais dão conta das demandas !!!! E as novas (os micrões), também não dão conta e tem plataforma elevada, dificultando o acesso a idosos; gestantes; deficientes físicos e obesos. Pegamos as peruas nas estações dos metrôs até
      os bairros periféricos e elas vão supercheias !!!!

      1. Rodrigo Zika disse:

        Provavelmente ficará refém da carroceria da Caio e Marcopolo, mas ela sendo própria monobloco, o que acho bem difícil, são muito baixos pra tanto morro em SP.

  2. Olinto disse:

    Pela rádio corredor, os ônibus elétricos da HIGER BUS são os melhores disparados quando comparados com os concorrentes. Muita força, autonomia mais ampla do que qq outro do mercado, piso baixo total sem degraus pro conforto dos passageiros, super máquina. A questão é que boicotam a HIGER justamente por isso, o carro dá de 10 nos outros, e especialmente em São Paulo TRAVAM pq há um ( inexplicável) privilégio em favor da encarroçadora CAIO Induscar que domina praticamente todo o mercado de ônibus paulista, o povo fica refém de ônibus ultrapassados, defasados, sob todas as nuances, e especialmente quando elétricos, não possuem tecnologia suficientemente competitiva com modelos como o AZURE BR da Higer, por exemplo.

  3. LEANDRO BASSOTTO DORNELES disse:

    Na verdade é mais um monte de lixo chino vindo pra cá,igual os lindos carros elétricos,poluem mais durante o processo de fabricação,consomem energia no carregamento e o pior, manutenção cara e logo vai pra sucata poluindo ainda mais ,baterias altamente contaminantes , até os próprios chineses estão deixando de usar no país deles,mas alguém tem de absorver o lixo,porque não os latinos

    1. Melvia disse:

      Meu amigo qual vc acha que seu celular foi produzido em qual país 🙄? Os chineses estão anos luz na frente quando se trata de tecnologia de propulsão elétrica.

  4. Santiago disse:

    Tenho certeza que funcione bem em trajetos curtos de linhas locais, ou ainda em conexões entre estações do Metrô/CPTM e os seus arredores.
    Aliás os ônibus elétricos a bateria, em geral, só tem mesmo algum sentido e aplicabilidade em trajetos curtos e de conexão local.
    É uma tecnologia cara de se produzir, com excessivo peso-vazio e portanto dispendiosa no consumo de eletricidade.
    E sempre lembrando que não mais existe eletricidade limpa extra pra esse tipo de demanda. Existia nos anos 60-70 quando essa tecnologia foi desenvolvida, porém engavetada por imposição das então “sete irmãs” do petroleo.

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