Eletromobilidade

Alexandre Padilha visita Caio, em Botucatu (SP), e diz que fabricante vai fornecer grande parte de ônibus elétricos e ônibus escolares comprados com verbas governamentais

Segundo ministro, somente para o “Caminho da Escola”, empresa está apta a fornecer 1,6 mil unidades

ADAMO BAZANI

O Ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, cumpriu agenda na cidade de Botucatu, no interior paulista, nesta sexta-feira, 16 de agosto de 2024, e uma das paradas foi na fabricante de carrocerias de ônibus Caio.

Padilha conferiu de perto a linha de montagem de ônibus urbanos a diesel convencionais, ônibus escolares e ônibus elétricos.

ELÉTRICOS:

Sobre os ônibus movidos a eletricidade, Padilha disse acreditar que a Caio deve ser uma das principais fornecedoras das encomendas que serão realizadas por prefeituras e governos estaduais no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

PAC, números e modelos de compra:

O Diário do Transporte noticiou que, em 08 de maio de 2024, o Governo Federal anunciou que, em todo o País, a primeira etapa da modalidade Renovação de Frota do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) liberou recursos de R$ 10,6 bilhões, para 61 cidades de sete Estados para a compra de 5.331 ônibus novos, dos quais 2.549 elétricos e 2.782 a diesel com o padrão Euro 6, que polui 75% menos. Haverá ainda recursos para 39 veículos sobre trilhos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/05/08/exclusivo-confira-quantos-onibus-eletricos-e-a-diesel-vai-comprar-cada-cidade-pelo-pac-selecoes/

As prefeituras precisam aprovar nas respectivas câmaras municipais os projetos de lei que autorizam a captação dos financiamentos pelo PAC.

Apesar de a operação dos ônibus, em sua maioria ser por empresas privadas detentoras de concessões ou autorizações municipais, como o dinheiro do PAC vai para as prefeituras e não para as viações, os municípios devem fazer as aquisições de elétricos por meio de licitações se a compra for direta pelo ente púbico.

Em grande parte dos casos, os ônibus serão repassados às empresas como bens reversíveis, ou seja, ao fim do contrato, devem ser devolvidos ao respectivo município ou estado.

Elétricos da Caio:

Para o segmento de elétricos, a Caio possui o modelo e-Millennium, que pode encaroçar chassis padrons de 12 m a 13,5 m com dois eixos, padrons de 15 metros de três eixos e articulados entre 18 metros e 23 metros.

A empresa produz carrocerias para chassis elétricos da BYD, da Mercedes-Benz “puros”, da Mercedes-Benz com tecnologia Eletra, da Scania com tecnologia Eletra, da Volkswagen, da Scania e da Volvo.

ESCOLARES:

O ministro disse que a Caio está habilitada a fornecer em torno de 1,6 mil veículos do Programa Caminho da Escola referentes à licitação do ciclo em curso.

Como havia mostrado o Diário do Transporte, o Programa Caminho da Escola teve uma licitação concluída em outubro de 2023 que envolveu 16,3 mil ônibus escolares de diversas características.

Não houve ofertas para todas as categorias e a concorrência acabou com 15.120 ônibus aptos a serem adquiridos pelas prefeituras e governos estaduais pelo Caminho da Escola.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/08/02/emplacamentos-de-onibus-acumulam-queda-de-584-mas-em-julho-registram-alta-de-6601-diz-fenabrave-caminho-da-escola-mostra-sua-forca/

CAMINHO DA ESCOLA:

No Brasil, o Programa Caminho da Escola existe desde 2007 e inicialmente foi voltado para áreas de trafegabilidade difícil, como regiões rurais. Seguindo os critérios impostos pelo Governo Federal, as montadoras e encarroçadoras desenvolvem modelos especiais para estas operações mais severas, com características como chassis e suspensão reforçados e distâncias entre os para-choques e eixos mais adaptadas a inclinações de pista maiores.

Há também modelos para o tráfego urbano, incluindo de piso baixo.

A rodada mais recente do Caminho da Escola brasileiro envolveu em 2023, 16,3 mil ônibus escolares, mas não houve propostas para todas categorias. Esta licitação foi concluída em outubro de 2024. Haverá o fornecimento de veículos encarroçados sobre chassis, comercializados já montados, como os micro-ônibus Volare, da Marcopolo, e os fora de estrada Agrale-Marruá. Os veículos ainda estão sendo solicitados pelos estados e municípios.

Não houve ofertas para todas as categorias e a concorrência acabou com 15.120 ônibus aptos a serem adquiridos pelas prefeituras e governos estaduais pelo Caminho da Escola.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2023/10/17/exclusivo-caminho-da-escola-veja-as-fabricantes-e-os-lances-na-licitacao-para-163-mil-onibus-escolares-do-governo-federal/

Nenhum deles é elétrico, mas o Brasil já testa ônibus escolares elétricos.

A Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), apresentou duas unidades que estão sendo testadas.

Os veículos contam com chassis Mercedes-Benz e carroceria Caio.

Há uma estimativa de que, para a categoria urbana, a próxima rodada do Caminho da Escola Brasileiro já disponibilize ônibus escolares elétricos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes 

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Comentários

Comentários

  1. Gui disse:

    THERE IS A MISTAKE nessa matéria, a CAIO não encarroça mais chassi Mercedes pq a Mercedes não mais permiti encarroçamento com a CAIO Induscar, simples assim. A briga tá feia.

    1. laurindojunqueira disse:

      Em 1992, quando a MBB era a principal empresa de Campinas, o presidente dessa empresa me disse, pessoalmente, montado num carro de visita da enorme fábrica, q eles – alemães de escol – não conseguiam competir com os fabricantes nacionais de carroçarias (assim mesmo, com “a”!). A tentativa germânica de fabricar os monoblocos dera com os burros n’água, depois de anos de insistência.
      Quanto a Padilha, ele ainda não explicou para seus colegas médicos da UNICAMP, o que fez com a grana da comissão de formatura, q ele presidia quando se formou …
      Abçs, a todos!

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