Nova Raposo não terá espaço para ônibus como faixas e corredores e secretário de Tarcísio atribui acidentes a paradas de transporte público – OUÇA
Publicado em: 15 de junho de 2024
Pontos vão ser deslocados para avenida lateral que vai ligar Cotia a São Paulo. Serão seis praças de pedágios a mais, com cobrança a partir do nono ano de concessão, disse o secretário de parcerias em investimentos, Rafael Benini, que ainda citou a linha 22-Marrom de metrô
ADAMO BAZANI
Colaborou Guilherme Strabelli
OUÇA:
O secretário de Parcerias em Investimentos do Governo de São Paulo, Rafael Benini, descartou a implantação de faixas ou corredores de ônibus no projeto denominado “Nova Raposo”, que prevê a ampliação da capacidade do eixo da rodovia Raposo Tavares.
Segundo Benini, o tráfego de transporte coletivo não é compatível com o fluxo de longa distância pela diferença de velocidades.
O secretário, em declaração nesta sexta-feira, 14 de junho de 2024, chegou a atribuir parte dos acidentes hoje no trecho urbano da Raposo Tavares às paradas de ônibus entre os municípios da Grande São Paulo e a capital.
Benini diz que os ônibus urbanos e metropolitanos serão descolocados para uma via que vai ser construída ao lado da rodovia, entre Cotia e a capital paulista.
“Na rodovia, eu não posso por um corredor de ônibus porque não é um lugar para por ônibus. Aliás, uma das causas de acidentes na Raposo hoje em dia é justamente ter paradas de ônibus na Rodovia. É uma Rodovia que anda a 100 km/h e tem parada de ônibus. O ônibus para entrar e para sair, como também não tem espaço para ter faixa de aceleração e desaceleração acontece acidentes e batidas. Geralmente, acidente entre carro e ônibus são acidentes graves. Então a gente tira esses pontos de ônibus, joga para essa avenida lateral que ligará Cotia a São Paulo e, ali também cria-se também um corredor de ônibus para esse ônibus” – disse.
LINHA 22-MARROM DE METRÔ:
Benini disse que a criação da via lateral que vai receber os ônibus ocorre de forma paralela ao projeto da linha 22-Marrom de Metrô, entre Cotia, na Grande São Paulo, e a região de Sumaré, na zona oeste de São Paulo.
A linha 22 deve ter as seguintes estações, num total de 19 em 29 km: Cotia, Santo Antônio, Sabiá, Parque Alexandra, Estrado do Embu, Mesopotâmia, Grana Viana, Santa Maria, Victor Civita, Jardim Boa Vista, Monte Belo, Jardim Esmeralda, Rio Pequeno, Universidade de São Paulo, Vital Brasil, Hebraica-Rebouças (conexão com linha 9-Esmeralda), Faria Lima (conexão com a linha 4-Amarela), Teodoro Sampaio (conexão com a futura linha 20-Rosa do metrô do ABC), Sumaré (conexão com a linha 2-Verde).
Não há prazo para a o início e conclusão da linha 22-Marrom.
Em maio de 2023, foi assinado com o Consórcio SYSTRA Prime L22, um contrato para elaboração do anteprojeto de engenharia, que deve ser concluído até maio de 2026.
Em 26 de junho de 2023, como mostrou o Diário do Transporte, a Companhia de Metrô de São Paulo publicou assinatura do contrato no valor de quase R$ 6 milhões (R$ 5.888.784,22), com a empresa Dsoares Empreendimentos e Construções, para executar investigações geotécnicas e sondagens, mapeamento e cadastramento de redes de utilidades públicas, dados necessários para subsidiar o anteprojeto da obra.
Relembre:
Benini destacou que como metrô demora muito para sair do papel, não dá para ficar esperando o projeto sobre trilhos sem dar nenhum tratamento em curto prazo para o transporte coletivo.
A gente está pensando no transporte de massa. Não é esse projeto ou o metrô. É esse projeto e o Metrô. A Linha 22 está sendo estudada pelo Metrô. Infelizmente, como a gente acompanha, o metrô é um projeto de instalação de longo prazo. A gente não pode ficar sentado esperando o metrô chegar. A gente tem que atuar hoje para melhorar a situação atual até o metrô chegar. Porque a região precisa do Metrô, está crescendo muito, com muito desenvolvimento imobiliário e que vai precisar de o metrô no futuro. Esse paliativo é um projeto que está em discussão há 10 anos. Desde 2013 o pessoal já está discutindo. Isso de Cotia a São Paulo. – disse Benini
Outra promessa do secretário é melhorar o acesso à Politécnica.
Ali na Politécnica praticamente não tem aumento de capacidade da Raposo. Da Politécnica para o Rodoanel já tem mais uma faixa. Vamos melhorar o acesso da Politécnica. Hoje, 30% dos veículos já saem pela Politécnica, queremos fazer uma ligação no fim da Politécnica com a marginal que vai aumentar a utilização da Politécnica. Estamos tirando mais gente entre a Politécnica e o Butantã. Isso é outra coisa que traz benefício. Lá para Cotia tem ampliação de faixa e de Marginal.
PEDÁGIOS:
O secretário de Parcerias e Investimentos confirmou ainda que a pista expressa da Nova Raposo terá mais seis praças de pedágio, três em cada sentido.
De acordo com Benini, no entanto, o valor será o mesmo aplicado em todo o estado de São Paulo (hoje, em média, de 20 centavos por quilômetro) e a cobrança vai começar a partir do nono ano de concessão.
“Pista expressa vai ter cobrança de tarifa? Vai ter cobrança de tarifa. São seis pedágios, três para ir e três para voltar? São. Mas é a tarifa do Estado. São 20 centavos por quilômetro, como todo mundo no Estado paga. Não tem ninguém especial que não paga essa tarifa. São só 20 centavos por quilômetro. Hoje em dia […] as pessoas dizem ‘são três pórticos de cada lado, são seis totais’, mas ninguém fala a tarifa. A tarifa é de 20 centavos por quilômetro. Essa cobrança só vai iniciar no 9º ano de concessão. Não vai [ser] fez a concessão, assinou o contrato e começou a cobrar. Só vai ter direito a cobrar depois que as obras estiverem finalizadas. O benefício para a população vai vir antes da cobrança do pedágio. Quando a população tiver o benefício e a melhora de fluidez, a gente vai ter a cobrança de tarifa. – disse.
NOVA RAPOSO:
O projeto da Nova Raposo faz parte dos 1.800 km de rodovias qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), segundo o Governo de São Paulo. A proposta é fazer a concessão de trechos de vias operadas atualmente pela ViaOeste e incluir estradas sob gestão do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo).
O projeto prevê investimentos para duplicação de 36,16 km, implantação de 36,65 km de faixas adicionais, 48,26 km de vias marginais; 24 novos dispositivos, adequação de 59 novas obras de artes especiais; 38 novas passarelas e 73 pontos de ônibus.
A concessão inclui quatro rodovias: SP 270, SP 280, SP 029 e SPA 053/280 e também o trecho municipal entre os municípios de Cotia e Embu das Artes, paralelo ao Rodoanel Oeste.
O Governo do Estado promete beneficiar 14 municípios.
Os estudos foram contratados com a International Finance Corporation (IFC).
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Ou seja; se você depende de transporte público e morar ao longo da Raposo Tavares, você ficará isolado. Será necessário adquirir um carro para poder ir e vir…
É São Paulo insistindo no erro. Esses mesmos argumentos que agora são utilizados para defender a Nova Raposo já foram usado para a Nova Marginal Tietê. O resultado foi que a cidade gastou bilhões a época para uma obra que em menos de 03 depois de concluída tornou-se absolutamente ineficaz. A solução da região da Raposo é o metrô, simples.
Não é de interesse do poder público que os usuários possam ir e vir livremente e pagando pouco. A ideia de ter um metrou ou até mesmo trem seria muito bom mesmo, mas aí as pessoas deixariam seus carros em casa para irem de transporte publico para o trabalho, lazer… E não é isso que os politicos querem
Mas é claro !!! Os políticos iam perder a “caixinha” das montadoras, instaladas aqui no Estado de São Paulo !!!