Greve de ônibus em São Paulo: Mesa técnica no TCM para tentar descartar risco de paralisação tem primeiro encontro nesta terça-feira, 11 de junho de 2024
Publicado em: 10 de junho de 2024
Vão participar sindicatos das empresas de ônibus e trabalhadores, SPTrans, TRT e MPT. Paralisação que poderia ocorrer na semana passada foi suspensa para a retomada destas negociações
ADAMO BAZANI
Colaborou Guilherme Strabelli
Vai ser realizada nesta terça-feira, 11 de junho de 2024, a primeira reunião numa mesa técnica do TCM (Tribunal de Contas do Município) para tentar descartar definitivamente um risco de greve de motoristas e cobradores de ônibus na cidade de São Paulo.
Como havia mostrado o Diário do Transporte, a paralisação que tinha sido anunciada pelo sindicato que representa os trabalhadores para ocorrer na sexta-feira passada (07) foi suspensa diante da formação desta mesa para negociação.
A decisão da retomada da tentativa de acordo e da criação desta mesa técnica surgiu em reunião de conciliação na quarta-feira (05) no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e foi confirmada em assembleia dos rodoviários na quinta-feira (06).
Pouco antes da audiência, o presidente do sindicato dos motoristas e cobradores, Edivaldo Santiago, se encontrou com o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite, que na reunião já sinalizou para a possibilidade de suspender a greve.
Relembre:
Vão participar da reunião nesta terça-feira (11), as seguintes partes:
– São Paulo Transporte – SPTRANS;
– Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana da Secretaria Municipal de Transportes;
– Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo – SPUrbanuss;
– Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo – Sindimotoristas;
– União Geral dos Trabalhadores;
– Câmara Municipal de São Paulo;
– Ministério Público do Trabalho; e
– Tribunal Regional do Trabalho
O sindicato trabalhista diz que pede reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46% segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
As empresas ofereceram reajuste de 2,77% e composição pelo “salariômetro” em setembro.
Estas prospostas foram rejeitadas assembleia.
Sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e outros pedidos, o sindicato dos trabalhadores dizem que ainda não houve propostas pelas viações.
Outras reivindicações são convênio médico, redução da jornada de trabalho, fim da 1 hora de refeição não remunerada, além de questões específicas dos setores de manutenção.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transporte


Sou motorista há 7 anos na viação campo belo e sou prova viva de como foi difícil trabalhar na pandemia! 😷 A empresa começou a descontar uma hora de janta e, pior, eles fazem esse desconto em cima da hora extra! 😡 Podia ser na hora normal! É muito difícil trabalhar no transporte público em São Paulo e não temos o valor que merecemos! 😢 Temos que trabalhar 2 feriados para folgar um e só temos 4 folgas por mês! 🗓️ A empresa só tira nossos direitos e, na minha opinião, o salário dos agentes da SPTrans é bem superior ao nosso! 👮♂️ E nós trabalhamos transportando vidas e eles ganham mais para nos punir, muitas vezes injustamente! ⚖️ #transportepúblico #trabalhadores #valorização