Greve de ônibus em São Paulo: Justiça determina audiência nesta quarta (05) para evitar paralisação na sexta (07)
Publicado em: 4 de junho de 2024
TRT vai julgar ao fim da audiência pedido da prefeitura para 100% da frota nos horários de pico e R$ 1 milhão de multa ao sindicato caso a greve mesmo ocorra
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
O desembargador-relator do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, Davi Furtado Meirelles, determinou em decisão na noite desta terça-feira (04), audiência de conciliação a ser realizada na quarta-feira, 05 de junho de 2024, às 16h, para evitar a já anunciada greve de ônibus na cidade de São aulo para sexta-feira (07).
Ao fim da audiência será julgado o pedido da prefeitura de São Paulo de, caso ocorra a greve, 100% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 80% nos demais horários.
Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura também pediu multa diária de R$ 1 milhão ao sindicato dos trabalhadores caso haja descumprimento.
Relembre:
A audiência deve ser entre o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo – SPUrbanuss, com participação de representantes da prefeitura.
A entidade que representa os trabalhadores diz que a greve pode ser evitada caso ocorra uma nova proposta pelas empresas de ônibus que seja satisfatória.
O sindicato trabalhista diz que pede reajuste de 3,69% pelo IPCA-IBGE, mais 5% de aumento real e reposição das perdas salariais na pandemia na ordem de 2,46% segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
As empresas ofereceram reajuste de 2,77% e composição pelo “salariômetro” em setembro.
Estas propostas foram rejeitadas assembleia.
Sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e outros pedidos, o sindicato dos trabalhadores dizem que ainda não houve propostas pelas viações.
Outras reivindicações são convênio médico, redução da jornada de trabalho, fim da 1 hora de refeição não remunerada, além de questões específicas dos setores de manutenção.



Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

