Nunes transfere mais de R$ 80 milhões do BRT Aricanduva para outras ações da prefeitura

CCO da SPTrans, que será totalmente modernizado. Crédito: Edson Lopes Jr. / SECOM

Maior parte desse valor estava destinada para o novo CCO da SPTrans; prefeitura esclarece que utilizará recursos do Banco Mundial para custear início das obras

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito Ricardo Nunes remanejou mais de R$ 80 milhões do orçamento deste ano que estavam destinados para o projeto Corredor BRT Aricanduva.

A maior parte desse valor se refere ao COP, novo Centro de Controle Operacional da SPTrans.

O projeto BRT Aricanduva será financiado pelo Banco Mundial, e a implantação do COP absorverá parte dos recursos que serão repassados ao Município.

Os remanejamentos das verbas do projeto BRT Aricanduva estão em dois decretos de liberação de crédito adicional assinados pelo prefeito Ricard Nunes nessa terça-feira (28) e hoje, 29 de maio de 2024.  Estes recursos, que somam mais de R$ 80 milhões (R$ 81.239.571,04) serão utilizados para cobrir o crédito autorizado pelo prefeito, direcionado a outras áreas do orçamento municipal.

O Diário do Transporte solicitou esclarecimentos à Prefeitura de São Paulo sobre esse remanejamento, em especial para o caso do novo centro operacional (COP), que funcionará em uma área de 3.183 m² dentro do complexo Santa Rita.

O novo COP contará com o Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional do Transporte Coletivo Público da cidade de São Paulo (SMGO), que vai monitorar a frota por meio de tecnologias mais modernas embarcadas nos ônibus como câmeras, contador de passageiros, wi-fi, controle de tráfego e medição de serviços.

Em resposta ao questionamento do Diário do Transporte, a preefeitura esclareceu que o dinheiro previsto no orçamento deste ano não será necessário porque a prefeitura utilizará recursos do Banco Mundial para custear o início das obras.

A prefeitura explica que o contrato de financiamento assinado com o BIRD, no caso específico da construção do COP, destina recursos que somam 18 milhões de dólares, cerca de R$ 93 milhões.

O financiamento total para todo o Projeto BRT é de US$ 97 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão).

Do total separado para o COP, 85,83% (US$ 10,3 milhões) serão financiados pelo banco e 14,17% (US$ 1,7 milhões) como contrapartida municipal.

Ou seja, para a implantação do COP estão previstos US$ 12 milhões (R$ 62 milhões), recursos para itens como aquisição de hardwares, softwares e todos os equipamentos necessários à implantação da Central, além da realização das obras, acompanhamento e supervisão técnica das obras e acompanhamento ambiental e social.

Os processos licitatórios para a realização das obras do Novo COP estão sendo finalizados, garante a SPTrans, que estima para o segundo semestre deste ano a assinatura dos contratos e o início das intervenções e ações.

De acordo com o edital, a empresa selecionada no certame fará a elaboração do projeto executivo, além das obras no local, com a aquisição e instalação de equipamentos, mobiliário, e instalação de rede de dutos para transmissão de dados.

NOTA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Executiva de Transportes e Mobilidade Urbana (SETRAM) e da SPTrans, informa que os processos licitatórios para a realização das obras do Novo COP estão sendo finalizados. A estimativa é de que a assinatura dos contratos e início das intervenções e ações ocorram no segundo semestre deste ano. 
De acordo com o contrato de financiamento assinado com o BIRD, os recursos para a construção do COP estão distribuídos da seguinte maneira: 85,83% (US$ 10,3 milhões) financiados pelo banco e 14,17% (US$ 1,7 milhões) como contrapartida municipal. O contrato prevê US$ 12 milhões para a implantação do COP e abrange itens como aquisição de hardwares, softwares e todos os equipamentos necessários à implantação da Central, realização das obras, acompanhamento e supervisão técnica das obras e acompanhamento ambiental e social. O início das obras vai ser custeado com recursos do empréstimo do Banco Mundial, órgão financiador do empreendimento, por isso o orçamento de R$ 20,7 milhões será realocado.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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