EXCLUSIVO: SPTrans detalha linha de ônibus entre o Aquático e o Terminal Santo Amaro (627M)

Novo serviço de transporte começa a funcionar nesta segunda-feira (13), das 10h às 16h

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), informou em resposta ao Diário do Transporte detalhes da operação da linha de ônibus que vai ligar o Terminal Mar Paulista, um dos extremos do Aquático-SP, ao Terminal Santo Amaro.

O novo serviço de transporte com embarcações na represa Billings, que percorre em 5,6 km o trecho entre os parques Mar Paulista e Cantinho do Céu, no extremo Sul de São Paulo, começa a funcionar nesta segunda-feira, 13 de maio de 2024, das 10h às 16h, sem cobrança de tarifa. A linha de ônibus vai permitir o acesso dos passageiros do Aquático ao terminal Santo Amaro e depois para ônibus e trens ou metrô para o centro, outras regiões de São Paulo e cidades vizinhas.

Nomenclatura da Linha: 627M-10 Mar Paulista – Terminal Santo Amaro

Paradas: Para que a ligação seja mais rápida, serão apenas três pontos de parada, além dos terminais:

  • Miguel Yunes, 485
  • das Nações Unidas, 20.201
  • das Nações Unidas, 22.013

Tarifa: A mesma de todo sistema de ônibus municipais: R$ 4,40, aceitando Bilhete Único e integrando com os trilhos.

A nova linha de ônibus 627M-10 Mar Paulista – Terminal Santo Amaro terá viagens com paradas em apenas três pontos estratégicos para que o deslocamento dos passageiros seja ainda mais rápido. São elas: Av. Miguel Yunes, 485, e Av. das Nações Unidas nos numerais 20.201 e 22.013. – diz a nota da prefeitura.

Aquático de SP começa a funcionar na segunda (13) das 10h às 16h sem cobrança de tarifa, diz Nunes – OUÇA A ENTREVISTA

Também haverá uma linha de ônibus expressa entre terminal hidroviário e o termina Santo Amaro

ADAMO BAZANI

Colaborou Alexandre Pelegi

OUÇA:

Vídeo: Robson Santos Ferreira/Grajaú Tem

O Aquático-SP, sistema de embarcações de transporte coletivo urbano hidroviário na Represa Billings, na zona Sul da capital paulista, começa a operar experimentalmente, na segunda-feira, 13 de maio de 2024, das 10h às 16h, sem cobrança de tarifa e com capacidade reduzida de passageiros. A partir do dia 20 de maio de 2024, o horário passa das 10h às 17h.

A operação assistida será todos os dias na semana.

A informação foi confirmada na manhã deste sábado, 11 de maio de 2024, pelo prefeito Ricardo Nunes.

Além disso, segundo Nunes, será criado um serviço de ônibus expresso entre o terminal hidroviário próximo da Avenida Nossa Senhora do Sabará e o Terminal Santo Amaro de Ônibus, que também permite a conexão com trens e metrô.

A operação será pela Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora dos transportes da capital, uma vez que a Transwolff, empresa de ônibus que seria concessionária do Aquático, é alvo de investigações do Ministério Público de São Paulo que apura supostas ligações de diretores da companhia com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Dede 09 de abril de 2024, juntamente com a empresa de ônibus UpBus, também alvo da Operação, a Transwolff está sob intervenção da prefeitura.

O Aquático-SP liga, em 5,6 km os parques Cantinho do Céu e Mar Paulista, na represa Billings, extremo sul da capital paulista. A promessa é de redução do tempo de viagem de 1h17 minutos (de carro ou ônibus) para 30 minutos nas embarcações (contando com o tempo de embarque e trajeto).

A inauguração do serviço foi adiada várias vezes.

Era para janeiro, depois fevereiro e, por último, 27 de março de 2024, mas em primeira instância, a Justiça no dia 25 de março de 2024 atendeu a promotora Maria Gabriela Auhalli Steinberg, que alegou falta de estudo de impacto ambiental e suspendeu a inauguração.
Somente em 14 de abril de 2024 é que a prefeitura conseguiu em segunda instância reverter a decisão.

Ocorre que no dia 09 de abril de 2024, foi deflagrada a operação Fim da Linha, do Ministério Público de São Paulo.

De acordo com Nunes, a demora para iniciar as operações ocorreu justamente por causa da atualização da documentação de transferência dos barcos que eram patrimônio da Transwolff para a prefeitura.

Nunes, explicou neste sábado (11), que ajustes devem ser feitos durante a operação assistida.

“Segunda-feira (13 de maio de 2024) a gente inicia aquela operação assistida das 10 às 16 horas … A gente vai começar com um barco com a quantidade ainda menor de passageiros… nessa semana toda funcionando, portanto, das 10 às 16 horas. Aí na semana seguinte a gente vai das 10 às 17 horas..  Como é uma operação assistida, sem cobrança da tarifa e terá toda a equipe monitorando e acompanhando como é que vai ser a evolução desse transporte novo na cidade de São Paulo a gente vai informando vocês se a gente põe mais um barco, se espera mais um pouco, se aumenta horário de atendimento.” – disse

O prefeito não informou quando serão as operações plenas do Aquaviário, em todo horário, com capacidade máxima e com cobrança de tarifa. Segundo Nunes, isso vai depender da análise dos técnicos.

“Gradativamente, a gente vai ampliando os horários, ampliando a quantidade de barcos,  ampliando o atendimento até chegar de acordo com o levantamento dos técnicos que estão acompanhando chegar na plenitude do atendimento máximo do transporte hidroviário na represa Billings ligando lá o Grajaú até Nossa Senhora do Sabará aonde nós teremos um expresso que sairá ali do ponto do terminal hidroviário próximo da Nossa Senhora do Sabará para levar direto até o termina Santo Amaro, que ali a gente já tem interligação com os ônibus, também da CPTM e do Metrô”

Segundo o prefeito, inicialmente, a lotação máxima por viagem é de 60 passageiros.

“O barco que a gente está iniciando a operação é para 60 pessoas. Então, a gente vai depois fazendo gradativamente o aumento da quantidade de passageiros que utilizarão o transporte hidroviário. Tem um barco para 60 pessoas, intercalando tem um barco menor para 30 pessoas, mas a ideia é isso, a gente começa segunda-feira, às 10 horas da manhã vai até as 16, de segunda a segunda-feira, todos os dias, sem cobrança, e vai aumentando gradativamente esse transporte tão importante na cidade que eu não tenho dúvida que as pessoas vão gostar bastante, mas é necessário que a gente tenha essa operação assistida pra ir monitorando e adequando o melhor atendimento à população.”

COMO SERÁ A OPERAÇÃO ASSISTIDA:

A estimativa é de que o percurso das embarcações pela Represa Billings terá aproximadamente 5,6 km e o tempo de viagem será de 30 minutos, contando o embarque e o trajeto. Atualmente, por ruas e avenidas da região, a ligação entre o Cantinho do Céu ao bairro de Pedreira, é feita em um trajeto de 17,5 quilômetros que leva, em média, 1h20 para ser percorrido. Por ônibus, são necessárias duas linhas.

A tarifa será a mesma de R$ 4,40 e os barcos serão integradas às linhas de ônibus, sendo possível o pagamento com Bilhete Único.

A integração com os ônibus dos bairros será possível por meio de dois terminas que estão sendo construídos: Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista e Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu.

A operação será com duas embarcações, cada uma com capacidade para 60 passageiros mais dois espaços para cadeiras de rodas. Os barcos possuem sanitários, ar-condicionado, TV, wi-fi e entradas USB para carregamento de baterias de celular. Todos os assentos têm coletes salva-vidas.

Inauguração:13 de maio de 2024, das 10h às 16h

Intervalos entre as partidas: 30 minutos, em média

Total de Viagens Diárias: Até 58 viagens por dia

O horário de operação e a quantidade de percursos diários podem sofrer alterações em razão das condições meteorológicas, segundo a prefeitura.

Extensão do percurso nos barcos: 5,6 km entre o Cantinho do Céu e Pedreira

Tempo de deslocamento nos barcos: 17 minutos na embarcação e 30 minutos, incluindo o tempo de embarque

Tempo de percurso por ruas e avenidas: 1h20

Extensão do percurso por ruas e avenidas: 17,5 quilômetros. Por ônibus, são necessárias duas linhas.

Operadora: empresa de ônibus Transwolff, que já atende a região vai operar os serviços.

Tarifa: R$ 4,40 e os barcos serão integradas às linhas de ônibus, sendo possível o pagamento com Bilhete Único A integração com os ônibus dos bairros será possível por meio de dois terminas que estão sendo construídos.

Terminais: Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista e Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu

Embarcações: Duas embarcações, cada uma com capacidade para 60 passageiros mais dois espaços para cadeiras de rodas. As embarcações possuem sanitários, ar-condicionado, TV, wi-fi e entradas USB para carregamento de baterias de celular. Todos os assentos têm coletes salva-vidas.

Na nota, a SPTrans detalha como serão os terminais hidroviários integrados aos ônibus.

Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista

Localizado na rua de mesmo nome, em Pedreira, o Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista está em obras e contará com área de espera, ar-condicionado, acessibilidade, bicicletários, plataforma flutuante de embarque e integração com o sistema municipal de transporte por ônibus. A Rua Mar Paulista passa por recapeamento, além de receber novas calçadas, guias e sarjetas para facilitar a circulação de pedestres pelo local.

A SPTrans está construindo uma parada de ônibus específica para receber os coletivos da nova linha Terminal Pedreira – Terminal Santo Amaro, durante a operação assistida. A nova linha terá intervalo de partida a cada 15 minutos e seu principal objetivo é a ligação entre o atracadouro e o Terminal Santo Amaro, polo de interesse da região. A parada está localizada ao lado do acesso ao Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista e já foi pavimentada. Atualmente está sendo feita a instalação dos pontos com abrigo para os passageiros, além da implantação do piso tátil.

Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu

Com o nome idêntico do parque no qual está instalado, no bairro do Cocaia, região do Grajaú, o Terminal Hidroviário Parque Linear Cantinho do Céu tem a mesma infraestrutura para receber os passageiros do Aquático-SP com ar-condicionado, acessibilidade, área de espera, integração com o sistema municipal de transporte, além de bicicletário. A partir do início da operação assistida, será implantada uma linha circular no Cantinho do Céu, com ligação direta ao atracadouro, com intervalo de 12 minutos entre as partidas.

O Diário do Transporte mostrou em primeira mão em 19 de janeiro de 2024, o primeiro deslocamento em água de uma das duas embarcações compradas pela empresa de ônibus Transwolff, que vai operar o sistema de transporte Aquático da capital paulista na zona Sul.

A SPTrans trouxe mais informações ao site sobre a movimentação.

De acordo com a gerenciadora dos transportes da cidade, trata-se do primeiro deslocamento para posterior realização de testes de equipamentos internos, como ar-condicionado, sistemas elétricos, hidráulicos e motor.

Ainda segundo a SPTrans, a data será definida para o início da operação assistida.

A promessa é reduzir o tempo de viagem entre os dois pontos, do Parque  Cantinho do Céu ao Parque Mar Paulista e vice-e-versa, de 1h20 (hoje por ônibus) para cerca de meia hora pela represa Billings nas embarcações.

 

“A SPTrans esclarece que não foi realizada viagem do Aquático-SP nesta sexta-feira (19).

Uma das embarcações que irá operar no Aquático-SP foi colocada na água na Represa Billings para que fosse levada ao ponto onde serão realizados os testes e ajustes internos do veículo como nos sistemas elétricos, hidráulicos, motor e no ar-condicionado, por exemplo.

 A SPTrans está preparando a operação assistida que será o primeiro trecho do Aquático SP. A viagem neste trajeto será realizada entre Cantinho do Céu, no Grajaú, e Mar Paulista. A embarcação terá capacidade para 60 passageiros e mais dois espaços para cadeiras de rodas.

O Aquático SP será o primeiro modo de transporte coletivo por embarcações na cidade. O projeto consta no Programa de Metas 2021-2024 e o transporte hidroviário está previsto no Plano Diretor Estratégico e no Plano de Mobilidade. O Sistema de Transporte Público Hidroviário será implantado na Represa Billings. A chegada das embarcações ocorrerá de maneira gradativa, paralelamente à realização das obras de adequação na região.

Mais detalhes e informações sobre o Aquático-SP serão divulgados posteriormente.”

Como havia mostrado o Diário do Transporte, foi assinado um termo de aditamento ao contrato que a Transwolff tem para operar os ônibus Lote D10, do subsistema local de distribuição.

As duas embarcações têm capacidade para transportar 60 pessoas sentadas, duas portas laterais exclusivas, para embarque e desembarque, espaço para cadeirantes, além de espaço para bicicletas, além de ar-condicionado, tomada USB e televisão.

Além disso, a Transwolff comprará outra embarcação de apoio, para utilização em ocorrências de resgate, manutenção, transporte de materiais, etc.

O valor mensal de remuneração por embarcação está fixado em R$ 122.064,00.

Já para a embarcação de apoio, o valor mensal foi estabelecido em R$ 38 mil (R$ 37.938,91).

Mas a companhia estuda repassar a operação para outra empresa.

De início serão duas embarcações entre os parques Cantinho do Céu e Mar Paulista na Represa Billings, na zona Sul da capita paulista.

Segundo a SPTrans, em nota, quem mora no Cantinho do Céu e precisa ir até a região da Pedreira tem de viajar por 1h20 utilizando duas linhas de ônibus. A previsão é de que a ligação por barco reduza significativamente esse tempo de viagem. O trajeto desta operação será feito em aproximadamente 30 minutos. O intervalo entre viagens também será de 30 minutos. O transporte hidroviário na represa Billings beneficiará diretamente 385 mil moradores da Zona Sul de São Paulo.

TERRENO CEDIDO PELA EMAE

Como mostrou o Diário do Transporte, a SPTrans assinou contrato particular de concessão de uso de área de oito mil metros quadrados (8.142,00 m²) com a EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia, vinculada ao governo do estado de São Paulo. (Relembre)

A área, situada próxima à rua do Mar Paulista e ao reservatório Billings, será utilizada com a finalidade exclusiva de implantação do Aquático, projeto piloto do sistema de transporte público hidroviário. O prazo do contrato, firmado em março deste ano, era de 11 meses.

Na edição desta terça-feira (29) do Diário Oficial do Estado foi publicada a prorrogação de prazo da cessão desse terreno, com vigência de 16 de janeiro de 2024 a 15 de janeiro de 2027.

 

AVANÇOS

A Prefeitura de São Paulo segue avançando no caminho da implantação do primeiro modo de transporte coletivo por embarcações na cidade, o “Aquático”, situado na represa Billings.

Após uma série de ações integradas, que envolvem desde a desapropriação de áreas, até a composição de corredores de ônibus, e mais recentemente a homologação da licitação da empresa que vai desenvolver estudos, laudos, projetos funcional e básico, além de estudos e licenciamento ambiental do sistema de Transporte Hidroviário, a SPTrans publicou nesta sexta-feira, 06 de janeiro de 2023, procedimentos para a contratação da execução de levantamentos batimétricos multifeixe em áreas da represa Billings.

A licitação será realizada na forma eletrônica, pelo modo de disputa fechado, do tipo menor preço.

O limite para recebimento das propostas, data em que serão abertos os envelopes, está marcado para 31 de janeiro de 2023 às 10h.

Os levantamentos batimétricos são realizados para medir profundidades associadas a uma posição da embarcação na superfície da água.

As profundidades são de extrema importância para que seja possível visualizar a topografia submersa.

De acordo com a Marinha brasileira, o ecobatímetro multifeixe obtém as profundidades sobre uma faixa e não somente ao longo da linha de sondagem como no método tradicional.

Isso permite obter uma grande quantidade de profundidades, cobrindo o leito e garantindo que todos os perigos sejam encontrados e delimitados.

O “Aquático”, com cerca de 3km de extensão, será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais.

Ou seja, ele se integrará aos corredores de transporte de ônibus, garantindo a multimodalidade e o uso do Bilhete Único em todo o sistema.

A prefeitura, desde o início do ano de 2022, vem promovendo uma série de medidas que, integradas, possibilitam a implantação do sistema Aquático.

Numa das mais recentes, publicada no Diário Oficial de 17 de novembro de 2022, o prefeito Ricardo Nunes publicou dois novos decretos declarando de utilidade pública, para fins de desapropriação, imóveis particulares destinados à continuidade dos preparativos para implantar o projeto de transporte na Billings.

No primeiro decreto, os imóveis particulares estão situados no Distrito do Grajaú, Subprefeitura da Capela do Socorro, e são necessários para a implantação do acesso ao Terminal Atracadouro Cocaia. A área total abrange 348,57 metros quadrados.

Já no segundo decreto, os imóveis somam 12.853 metros quadrados, localizados no Distrito de Pedreira, Subprefeitura de Cidade Ademar, e serão utilizados para a implantação do Estaleiro Pedreira.

No caso do Cocaia, em 14 de fevereiro deste ano o prefeito declarou de utilidade pública área destinada ao Terminal de ônibus Cocaia, equipamento planejado para ser implantado próximo à Estrada Canal do Cocaia. Com isso, tanto os modais ônibus como barcas já estão atendidos em uma das pontas da travessia. Faltava, portanto, definir a área do atracadouro, agora contemplada.

O Terminal Pedreira, como mostrou o Diário do Transporte, também já foi atendido. No dia 06 de julho passado, Ricardo Nunes publicou decreto de utilidade pública contemplando cerca de 22 mil metros quadrados de imóveis particulares para a implantação do Terminal Atracadouro Pedreira, em Cidade Ademar. Este Terminal acomodará linhas de ônibus da localidade, permitindo a transferência dos usuários do sistema de ônibus para as embarcações de travessia aquática entre Cocaia e Pedreira.

Todos estes atos vão compondo o quebra-cabeça necessário ao funcionamento do Aquático, com a implantação de corredores de ônibus que darão acesso ao sistema (Sabará e Miguel Yunes), além dos terminais para os coletivos da SPTrans, que funcionarão integrados com os atracadouros.

Na edição do Diário Oficial de 09 de setembro, a empresa gerenciadora do transporte da capital publicou também aviso de licitação para desenvolvimento dos projetos executivos do Corredor de ônibus Sabará. O certame é destinado a contratar serviços especializados de engenharia para a consolidação dos projetos básicos e desenvolvimento dos projetos executivos para a obra do Corredor de ônibus Sabará. A data de entrega das propostas é 21 de novembro.

O decreto dando início à desapropriação de áreas para a implantação do corredor Miguel Yunes foi publicado no Diário Oficial de 12 de janeiro de 2022, como noticiou o Diário do Transporte. O Corredor, também na zona sul da Capital, tem 4,8 km de vias exclusivas para ônibus. Os imóveis particulares estão situados no Distrito de Campo Grande, Subprefeitura de Santo Amaro, necessários à implantação do Miguel Yunes. Relembre: Prefeitura de São Paulo desapropria área para implantação de corredor Miguel Yunes, Zona Sul da capital

TRAVESSIA COMO PARTE DO HIDROANEL METROPOLITANO

Para o consultor Frederico Bussinger, que ocupou diversos cargos na área de transporte do estado e da capital paulista, caso a desapropriação das áreas tanto para os atracadouros, como para os corredores de ônibus sejam concluídas, e os corredores de ônibus implantados, o projeto do Aquático fica exequível.

Ele ressalta que pode-se grosso modo dizer que há dois tipos de transporte hidroviário. “Há os longitudinais (que seguem curso de rios) e os de travessias (como é o caso do Aquático da Billings). As travessias em geral são mais viáveis, pois sua alternativa, normalmente, são caminhos/estradas bem mais longas – ou seja, eles cortam caminho”.

Frederico diz que os longitudinais, por terem alternativas concorrentes (geralmente rodovias/avenidas), nem sempre são viáveis. “Ou não o são em todas as circunstâncias. É o caso da navegação pelos Rios Tietê e Pinheiros (parte do Hidroanel): para mim só são viáveis para Cargas (pessoas não – pois as “linhas de desejo” lhe são ortogonais) e, bem assim, por razões para além da economia direta (emissões, redução de congestionamentos, etc)”, completa Bussinger.

Bussinger faz questão de ressaltar, entretanto, que essas travessias são parte do projeto do Hidroanel Metropolitano. “A conexão entre as represas e rios daria a São Paulo cerca de 170 a 190 km de águas navegáveis, que auxiliariam também no abastecimento dos municípios e controle de cheias”.

Apesar do avanço, ele lamenta uma grande dificuldade que se tem para a implementação do transporte hidroviário na Região Metropolitana de São Paulo: as visões pontuais, fragmentadas…  “agora é a travessia”, diz o consultor.

A meu ver é importante que se tenha a visão de conjunto, e que se saiba a casa que cada tijolinho está ou pode estar construindo”. E ilustra melhor sua noção de conjunto:

Antes tratou-se isoladamente do projeto imobiliário na região da Usina da Traição (entroncamento da Av. Marginal Pinheiros com a Av. Bandeirantes) Antes a eclusa da Penha (ora sendo concluída). Antes o aprofundamento das Calhas. Antes a eclusa do Cebolão …. e assim por diante”, conclui Bussinger.

Simulação do Aquático, na proposta de atracadouro em tração. A primeira fase do projeto será entre as regiões de Estrada da Cocaia e o bairro de Pedreira. Imagem: Grupo Metrópole Fluvial/FAU-USP


AQUÁTICO

O “Aquático” será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais.

A São Paulo Transporte S/A (SPTrans) estima que com a implantação do sistema de travessia da represa por barcos, reduzirá o tempo de deslocamento dos moradores entre as regiões da Estrada da Cocaia e o bairro de Pedreira, além de beneficiar também a região do Grajaú. A demanda prevista é de 10 mil passageiros por dia útil.

Vale lembrar que Ricardo Nunes, então vereador da capital em 2014, propôs um projeto que previa a incorporação do Sistema de Transporte Público Hidroviário de São Paulo (STPHSP) à rede de transporte coletivo.

Aprovada e depois promulgada no mês de junho daquele ano, a Lei 16.010/2014 determina integrar o transporte por rios e represas da cidade ao sistema de transporte por ônibus e trilhos, tudo pago com o Bilhete Único. Pela Lei, os portos estarão integrados ao sistema de ônibus, metrôs e trens.

Aprovada e depois promulgada no mês de junho daquele ano, a Lei 16.010/2014 determina integrar o transporte por rios e represas da cidade ao sistema de transporte por ônibus e trilhos, tudo pago com o Bilhete Único. Pela Lei, os portos estarão integrados ao sistema de ônibus, metrôs e trens.

Uma vez eleito, o falecido prefeito Bruno Covas incluiu em seu Plano de Metas, hoje aprovado pela Câmara, a implantação do Sistema de Transporte Público Hidroviário na represa Billings. A proposta inclui a construção de atracadouros integrados a terminais de ônibus para embarque e desembarque na rede de transporte público hidroviário.

CONVÊNIO COM A USP

No Diário Oficial de 19 de julho de 2022, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU/USP) divulgou Termo de Cooperação Técnica firmado com a SPTrans – São Paulo Transportes dedicado ao estabelecimento de cooperação para “buscar subsídios técnicos e científicos envolvendo a futura implantação do Sistema de Transporte Público Hidroviário (STPHSP)”.

O convênio, que não envolverá custos, visa a promoção da melhoria da mobilidade urbana no Município de São Paulo, a partir de dados fornecidos pela SPTrans e estudos conjuntos desenvolvidos entre a Faculdade e a empresa municipal.

O “Aquático”, com cerca de 3km de extensão, será integrado aos demais sistemas de transportes. Para isso, terá atracadouros e terminais de ônibus para permitir a transferência dos usuários entre os modais. Ou seja, ele se integrará aos corredores de transporte de ônibus, garantindo a multimodalidade e o uso do Bilhete Único em todo o sistema. Relembre: SPTrans e USP assinam termo de cooperação para estudos de implantação do Aquático, sistema de transporte público hidroviário

 


Modelo na utilização do transporte hidroviário, Londres possui alguns barcos com acesso à internet sem fio e lanchonetes. Apesar da importância histórica, hidrovias londrinas passaram por um processo de abandono e foram recuperadas apenas nos anos 1960.


Adamo Bazani, jornalistas especializados em transportes

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