Tecnologia de controle das composições e sinalização possibilita que os trens circulem mais próximos uns dos outros com segurança, ampliando a capacidade da linha; Previsão inicial era 2019
ADAMO BAZANI
A implantação de um sistema de controle e sinalização que permite que os trens andem mais próximos uns dos outros vai ser concluída até o final deste ano de 2024 na linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo.
O sistema chama CBTC (Communication Based Train Control), em português: Controle de Trens Baseado em Comunicação.
Com isso, a linha que une as zonas Leste e Oeste da capital paulista passando pelo centro e é uma das mais lotadas do mundo, poderá receber mais trens em circulação, ter menores intervalos e aumentar a capacidade de transportes de passageiros.
A linha 3 hoje transporta em torno de 1,1 milhão de usuários todos os dias, em 22 km, por 18 estações, com 57 trens.
A previsão está no relatório de administração 2023 do Metrô de São Paulo, noticiado em primeira mão pelo Diário do Transporte nesta terça-feira, 30 de abril de 2024.
Segundo o documento oficial, “na Linha 3-Vermelha a implantação do novo sistema está em andamento, com previsão de iniciar a operação em 2024”.
Ocorre que o CBTC na linha 3 já deveria estar em funcionamento.
A previsão inicial era que os trabalhos de instalação deveriam ter sido concluídos em 2019, ou seja, há cinco anos.
Relembre:
Já conforme relatório de administração de 2019, a previsão era de que o sistema entrasse em operação no segundo semestre de 2021.
Relembre:
O relatório deste mês de abril de 2024, diz que sistema está implantado na Linha 2-Verde desde fevereiro de 2016 e na Linha 1-Azul, que passou a operar em CBTC no final de 2022.
O primeiro trecho de expansão da linha 2-Verde do Metrô de São Paulo até a Penha, na zona Leste, previsto para ser entregue em 2026, já deve contar com o sistema CBTC.
No relatório, o Metrô diz que estão sendo feitos testes nos trechos já instalados e a implantação avança em outros.
O sistema CBTC continua em fase de implantação. Estão sendo finalizadas as instalações e em execução, os testes estáticos de equipamentos, que antecipam os testes dinâmicos. Esses novos equipamentos e sistemas permitirão melhorar o desempenho operacional, com maior oferta de trens, reduzindo os custos de operação e manutenção, bem como operacionalizar as portas de plataformas.
O plano consta em documento, também divulgado em primeira mão pelo Diário do Transporte às 12h desta terça-feira (30), que mostra que juntas, as estatais Metrô e CPTM tiveram em 2023 prejuízo de R$ 1,75 bilhão. O balanço também revela que os ônibus voltaram a ter participação em percentuais semelhante à antes da pandemia nos deslocamentos por transporte público na Grande São Paulo: 63,1%
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
