Fabricantes de veículos elétricos pedem aos Bombeiros de SP mais prazo em consulta para regulamentação de pontos de recarga em imóveis, incluindo garagens de ônibus
Publicado em: 19 de abril de 2024
Sugestões devem ser enviadas até 05 de maio; ABVE ainda propôs realizar em maio simulado para combater incêndio em veículos elétricos, para o que ainda não há protocolo definido
ADAMO BAZANI
A ABVE, associação que representa os fabricantes de veículos elétricos, propôs aos Bombeiros de São Paulo mais prazo para a realização da consulta pública que visa estabelecer uma regulamentação para os pontos de recarga de baterias em imóveis no Estado, o que inclui garagens de ônibus.
A entidade sugere que o prazo de um mês, que termina no próximo dia 05 de maio, seja ampliado para 90 dias, para dar mais prazo para a participação de especialistas.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 05 de abril de 2024, o Corpo de Bombeiros informou que em todo o Estado de São Paulo não existem normas definidas para a instalação das estruturas de carregamento, publicou um parecer técnico e abriu uma consulta pública para receber até 05 de maio sugestões de especialistas.
Relembre:
A reunião da ABVE com os Bombeiros ocorreu na quarta-feira, 17 de abril de 2024, mas a associação divulgou o encontro nesta sexta-feira (19).
A entidade diz que “já está trabalhando desde o início do ano para apresentar as suas propostas, o que ocorrerá nos próximos dias”.
O Diário do Transporte noticiou também nesta sexta-feira (19), que a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, avalia a inclusão de mais seis modelos de ônibus elétricos na capital paulista e ainda analisa regulamentação de pontos de recarga.
Relembre:
Por causa da falta da infraestrutura de recarga nas garagens e nas redes de distribuição, a frota de ônibus elétrico em São Paulo avança de maneira lenta. São apenas 117 ônibus elétricos operando até este dia 19 de abril de 2024. Em setembro, o prefeito Ricardo Nunes disse que seriam 600 unidades em operação em 2023 e a meta da prefeitura este ano é de 2,6 mil veículos.
Segundo a ABVE, o tenente-coronel dos Bombeiros, Max Schroeder, chefe do Departamento de Segurança e Prevenção contra Incêndio, respondeu que o pedido de prorrogação é cabível, dada a complexidade do tema, mas que a decisão final caberá ao comandante geral da Corporação.
SIMULADO E INCÊNDIO EM VEÍCULOS ELÉTRICOS:
A ABVE também propôs organizar em maio uma simulação de combate a incêndio de veículo elétrico. A sugestão foi imediatamente aceita pelo CB-SP.
Segundo o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, em nota, o objetivo do simulado é testar os protocolos de segurança dos próprios veículos e baterias, em condições reais, e apresentar os equipamentos já disponíveis no Brasil para prevenir acidentes e combater incêndios.
“Queremos a máxima transparência. A ABVE busca tranquilizar os usuários e os responsáveis por condomínios residenciais sobre a segurança dos veículos elétricos e das estações de recarga. Ao mesmo tempo temos a responsabilidade de colaborar com os Bombeiros na elaboração de normas eficazes e realistas de prevenção de acidentes, pois isso é importante para o desenvolvimento do próprio mercado da eletromobilidade”, disse, de acordo com a nota.
A associação diz que o tenente-coronel Max Schroeder aprovou a proposta, acrescentando que convidará oficiais de departamentos de segurança de outros estados para acompanhar o teste.
Entre eles, oficiais da Ligabom (Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros do Brasil) e do Conascip (Comitê de Segurança contra Incêndio e Prevenção).
O tenente-coronel disse que os Bombeiros têm o dever de adotar normas de segurança adequados às novas tecnologias de veículos, mas deixou claro que sua equipe busca “uma regulamentação factível e condizente com a realidade, sem prejudicar o desenvolvimento desse mercado”., segundo a associação.
No dia 27 de novembro de 2023, o Diário do Transporte publicou uma entrevista que fez com o então porta-voz do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado São Paulo, Capitão André Elias, que disse que ainda não existe protocolo definido para combater incêndio em ônibus e demais veículos elétricos no Brasil.
Relembre:
A reportagem gerou repercussão entre os fabricantes.
No dia 29 de janeiro de 2024, a Mercedes-Benz, que fabrica o modelo de ônibus elétrico eO500 U e fornece chassis para receberem eletrificação da Eletra, realizou um workshop sobre incêndio e segurança em geral destes veículos.
Participaram corpo de Bombeiros, Polícia Militar, SPTrans, CET, SAMU e Defesa Civil, além de gestores de manutenção de empresas de ônibus e profissionais do Ambulatório Médico da própria empresa.
“O objetivo do workshop é compartilhar experiências, informações e boas práticas que envolvem segurança do sistema elétrico do veículo, operação sob alta tensão, baterias e riscos inerentes às operações com veículos elétricos em geral, afinal, esta é uma novidade para todos nós”, disse, em nota, o vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Paredes , mascaras, roupas epi.s..mantas *iniciar ja’* Exaustao / insuflacao , pontos Novos=mais favoraveis e… 0 mais rapido possivel (por partes e/ ou….. ….. )
NB temos emSP, mais de 1000 pontos de recarga desfavoraveis “”Melhorar/agir e’ preciso. “”””Henrique Dias de Faria dv tec meio ambiente lnstituto de Engenharia
Ex lPT ex SCTDE
É o correto.
A foto da matéria mostra ônibus pegando fogo. São elétricos? Onde é quando foi esse incêndio, pois não lembro de nenhuma notícia sobre isso.