FIM DA LINHA: Ligações de políticos com empresas de ônibus investigadas por elo com o PCC passam a estar no foco do Ministério Público de São Paulo

Prefeito Ricardo Nunes descarta, neste momento, romper contratos com Transwolff e UpBus que estão sob intervenção; Em São Paulo, são cenas comuns visitas de políticos a garagens e a ligação e influência são tão fortes que estes vereadores e deputados chegam a intermediar negociações trabalhistas que, em tese, nem a prefeitura deveria intervir, já que são assuntos para serem debatidos entre os sindicatos dos trabalhadores e empresas

ADAMO BAZANI

O Diário do Transporte apurou neste sábado, 13 de abril de 2024, que o Ministério Público avança nas investigações sobre elos entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e empresas de ônibus da cidade de São Paulo.

Um dos focos agora é a possível ligação de políticos com os transportes, desde a época dos perueiros clandestinos, passando pelas cooperativas legalizadas até as atuais empresas que tiveram esta origem.

Como mostrou o Diário do Transporte, o promotor Lincoln Gakya confirmou que foram arrolados como testemunhas para serem ouvidos, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, do União Brasil (UNIAO), com forte base eleitoral na zona Sul, área de atuação da Transwolff; e o deputado federal Jilmar Tatto, do Partido dos Trabalhadores (PT), que tem forte base de eleitores na zona Leste, região onde a UpBus opera.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2024/04/11/milton-leite-e-jilmar-tatto-serao-ouvidos-como-testemunhas-no-ambito-da-operacao-fim-da-linha/

Mas a lista de políticos que o MP deve se debruçar não vai parar nestes dois nomes, disse uma das fontes ligadas à investigação ao Diário do Transporte, sem, no entanto, revelar identidades para não atrapalhar as apurações.

A presença de representantes destes transportadores no mundo da política paulistana não é segredo há muito tempo e, para os condutores das investigações, é um dos fatores que podem explicar não só porque cresceram tanto, mas porque conseguiram com certa facilidade se legalizar e assinar contratos bilionários em licitações que, em cenários diferentes, ao menos apurariam melhor estruturas societárias tão complexas.

Algumas destas empresas chegaram a ter quase 400 sócios cada no momento das licitações dos sistemas; uma que ocorreu em 2002/2003, com Marta Suplicy como prefeita e Jilmar Tatto como secretário de Transportes, ainda na época das cooperativas e; outra em 2019, assinada por Bruno Covas como prefeito e pelo então Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, já com estas cooperativas transformadas em empresas.

O processo de as cooperativas virarem empresas ocorreu a partir de 2013, quando o atual Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, era prefeito, e novamente Jilmar Tatto estava como secretário de Transportes.

As cooperativas de ônibus se transformaram em empresas para participarem de uma licitação que se arrastou por seis anos e só foi finalizada em 2019.

A transformação, entretanto, ficou só no papel para muitas destas empresas, que ainda têm muito de cooperativas em suas estruturas e formas de administração.

Em São Paulo, são cenas comuns visitas de políticos a garagens e a ligação e influência são tão fortes que estes vereadores e deputados chegam a intermediar negociações trabalhistas que, em tese, nem a prefeitura deveria intervir, já que são assuntos para serem debatidos entre os sindicatos dos trabalhadores e empresas.

Nomes de políticos também são presença nas negociações para as compras de ônibus novos junto aos fabricantes e a influência é tão grande que basta uma insatisfação deles sobre determinado modelo, que pode até haver dificuldades destes veículos no sistema da cidade. Já houve casos de alterações em características de ônibus.

As companhias de ônibus Transwollf, da zona Sul de São Paullo, e UpBus, da zona Leste, tiveram no dia 09 de abril de 2024, diretores presos, considerados pelo MP integrantes do esquema da facção criminosa: Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Um dos sócios da UpBus, Silvio Luís Ferreira, o Cebola, teve prisão decretada, mas está foragido.

Todo este histórico é bem conhecido e o atual prefeito Ricardo Nunes, em uma entrevista admitiu que as suspeitas são de décadas.

Sobre a Transwolff e UpBus, Nunes disse que não há, por enquanto, motivo para romper contratos com base em suspeitas.

“Indícios existem há décadas. Comentários de que organização criminosa participa de empresas de ônibus existem há décadas. De concreto, uma condenação que faça com que a administração mude o seu contrato, que dê respaldo jurídico para alguma mudança, efetivamente a gente não tem”, disse Nunes em entrevista ao canal SBT News –  nesta sexta-feira, 12 de abril de 2024.

REUNIÃO DE INTERVENÇÃO:

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, publicou neste sábado, 13 de abril de 2024, imagens da primeira reunião de balanço sobre a intervenção determinada pela Justiça nas empresas de ônibus Transwolff, da zona Sul, e da UpBus, da zona Leste.

Por enquanto, de acordo com o prefeito, o processo de intervenção está satisfatório.

As viações foram alvos no último dia 09 de abril de 2024 da Operação Fim da Linha, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, controlado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) pelos diretores destas companhias de ônibus que tiveram origem em cooperativas de transportes. Estas cooperativas, por sua vez, foram formadas por perueiros clandestinos.

Participaram da reunião o secretário de Mobilidade e Transporte, Gilmar Miranda; o presidente da SPTrans (São Paulo Transporte); que gerencia o sistema de linhas da capital, Levi de Oliveira e os interventores Valdemar Gomes de Melo, que atua na Transwolff; e Wagner Chagas Alves, que está a frente do processo na UpBus. A chefe de gabinete da SPTrans, Luciana Durand Garda e outros servidores estiveram presentes também.

Por enquanto, as operações das linhas não mudam em nada, mas a prefeitura pode fazer ajustes.

As companhias de ônibus tiveram no dia 09 de abril de 2024, diretores presos, considerados pelo MP integrantes do esquema da facção criminosa: Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas. Um dos sócios da UpBus, Silvio Luís Ferreira, o Cebola, teve prisão decretada, mas está foragido.

O que você precisa saber sobre a intervenção da prefeitura na Transwolff e na UpBus após operação contra o crime organizado (Perguntas e respostas)

Segundo SPTrans, não haverá alterações nas linhas e fornecedores serão pagos

ADAMO BAZANI

O Diário do Transporte desde as primeiras horas desta terça-feira, 09 de abril de 2024, acompanha a Operação Fim da Linha, liderada pelo Ministério Público de São Paulo, contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado que culminou na prisão e afastamento de diretores das empresas Transwolff, que atua na zona Sul de São Paulo, e UpBus, da zona Leste.

Além das prisões e buscas e apreensões, a Justiça determinou a intervenção da prefeitura de São Paulo nas duas empresas.

O prefeito Ricardo Nunes publicou o decreto e a intervenção oficialmente começou.

Há muitas dúvidas de passageiros sobre este procedimento.

Veja o que é importante saber.

– A Transwolff e a UpBus vão parar de operar?

Não, de acordo com a prefeitura, sob a administração dos interventores, as empresas continuam funcionando.

– Vai ter mudança de linha e de frota?

Não, neste momento. Mas nada impede que os interventores façam mudanças operacionais, mas nenhuma linha deixará de ser operada.

– As linhas da Transwolff e da UpBus vão para outras empresas?

Não, neste momento. Pela intervenção, as linhas por ora continuam com as companhias, mas como a prefeitura é gestora do sistema, pode fazer alterações pontuais.

 – O Aquático-SP e os projetos-pilotos de ônibus elétricos da Transwolff também estão sob a intervenção?

Sim, o Aquático-SP (sistema de embarcações na represa Billings), quando começar a operar, e os projetos-pilotos de ônibus elétricos, com os testes de modelos na Transwolff para homologação, também estão na intervenção

– Os funcionários serão demitidos ou perderão vínculo empregatício?

Não. As empresas não fecharam, continuam existindo, operando e as folhas e pagamento não têm mudança.

– A Transwolff e a UpBus serão retiradas do sistema, descredenciadas, expulsas ou terão caducidade dos contratos?

Ainda não se sabe. Depende do que concluírem as investigações. Se o MP apontar e a Justiça determinar que as empresas não podem mais ficar atuando em São Paulo, a prefeitura inicia o processo de descredenciamento. Se a prefeitura, mesmo sem decisão judicial, administrativamente entender que o melhor é a caducidade dos contratos, retira as empresas.

Se ao fim das investigações, for concluído que Transwolff e UPBus podem ficar, a gestão será devolvida aos controladores.

Ambas as empresas podem também derrubar a intervenção na Justiça.

– Os fornecedores de diesel, pneus, tecnologias, peças, etc vão ficar sem pagamento?

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, não. Todos os compromissos serão honrados.

– Quem são os interventores?

TRANSWOLFF:

Valdemar Gomes de Melo é o interventor nomeado para atuar na Transwolff Transporte e Turismo Ltda., CNPJ nº 58.322.512/0001-54.

O servidor tem 45 anos de atuação nos transportes de São Paulo, desde a época da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos) e, posteriormente SPTrans (São Paulo Transportes). Valdemar é atualmente diretor de Planejamento de Transportes da SPTrans.

Vão assessorar a intervenção na Transwolff, Barbarah da Silva Dantas pela Controladoria Geral do Município e a PGM (Procuradoria Geral do Município) vai indicar um servidor.

UPBUS:

Wagner Chagas Alves é o interventor na empresa UpBus Qualidade em Transportes S.A., CNPJ nº 20.589.268/0001-18.

Também tendo atuado na CMTC, Wagner tem 40 anos de trabalhos no sistema de transportes da cidade de São Paulo e, atualmente, está no cargo de diretor de Operações da SPTrans.

Pela Controladoria Geral do Município vai atuar o servidor Alessandro Lopes Soares e, pela Secretaria Municipal da Fazenda, foi nomeado na intervenção, Marcio Portal Longaray. A PGM (Procuradoria Geral do Município) vai indicar um servidor.

– O que farão os interventores?

Basicamente, vão administrar as empresas e responder por elas em nome da prefeitura, fazendo com que os serviços continuem operando e os pagamentos de salários e de compras prossigam normalmente.

Como prevê o artigo 8º do decreto, os interventores têm livre acesso a todas as dependências, setores e bens das empresas.

Os comitês de intervenção, ora nomeados, deverão pautar-se estritamente de acordo com as determinações judiciais e estipulações contratuais, ficando, inclusive, responsáveis para requisitar os meios necessários para promoção de auditoria nas empresas ora interditadas.

– Quanto vai durar a intervenção?

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, até o fim das investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo, Receita Federal e polícias. Não há um prazo ainda.

– Quais os dados principais da Transwolff?

Tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam.

– Quais os dados principais da UpBus?

Empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

OPERAÇÕES ENVOLVENDO EMPRESAS DE ÔNIBUS

– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)

Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.

O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).

Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas.

Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido.

– OPERAÇÃO ATARAXIA – DENARC (UPBUS)

Condução: Denarc – sobre UPBus (empresa da zona Leste com 13 linhas), que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 02 de junho de 2022

Investigações começaram há mais de um ano a partir da morte Anselmo Santafausta, o Cara Preta, por questões ligadas ao crime organizado.

Segundo as apurações, boa parte dos mais de 60 sócios da empresa têm passagens pela polícia e ainda é envolvida com a criminalidade. A UPBus, de acordo coma Polícia, lava dinheiro de facções criminosas. O esquema também envolvia ganhos na Loteria Federal também para dar uma aparência legal ao dinheiro obtido em atividades criminosas.

Deflagração da Fase II: 15 de junho de 2022

Foram bloqueados entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões em imóveis e veículos da empresa de transportes urbanos UPBUS, que opera na zona Leste de São Paulo, e de investigados da “Operação Ataraxia”, que apura o uso da companhia de ônibus por uma facção criminosa para lavagem de dinheiro.

Todos os veículos da empresa UPBUS, dentre eles quase 250 ônibus, também foram objetos de sequestro, impedindo eventual a alienação dos veículos por parte da empresa.  Estes ônibus poderão continuar operando, só que os ônibus não podem ser vendidos e a arrecadação da operação vai para conta judicial.

UPBus não se manifestou

OPERAÇÃO PRODITOR

Condução: Deic – sobre TransUnião (empresa da zona Leste com 524 ônibus), que surgiu da cooperativa Nova Aliança

Deflagração: 09 de junho de 2022

Investigações começaram após assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor, ocorrido em 04 de maio de 2020.

Polícia aponta que Adauto era “testa de ferro” do vereador Senival Moura (PT) na direção da empresa, que era utilizada para a lavagem de dinheiro de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). O próprio vereador era proprietário de 13 ônibus que prestavam serviços para a empresa. O parlamentar nega.

A Polícia chegou a apreender 18 ônibus, 14 operacionais e quatro que estavam na reserva em manutenção, mas os veículos foram devolvidos para operação.

A TransUnião não se manifestou.

MINISTÉRIO PÚBLICO:

O Gaeco, do Ministério Público do Estado de São Paulo, passou também investigar a possível ligação de empresas de ônibus da capital paulista com o crime organizado.

De acordo com o delegado-geral Oswaldo Nico Gonçalves, em 15 de junho de 2022, foi montada uma força-tarefa entre os promotores e a Polícia Civil.

CÂMARA MUNICIPAL:

Em 15 de junho de 2022, na Câmara Municipal de São Paulo, foi protocolado por um delegado da Polícia Civil um pedido na corregedoria da casa para investigar o vereador Senival Moura, do PT.

No dia 10 de junho de 2022, um pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foi aberto pelo vereador Mario Palumbo Junior, o delegado Palumbo, do MDB. Houve poucas assinaturas no início: Fernando Holiday (Novo), Érica Hilton (PSOL), Sonaira Fernandes (Republicamos) e Marlon Luz (MDB), porém, Marlon Luz retirou sua assinatura.

Veja em:

https://diariodotransporte.com.br/2022/06/10/apos-operacoes-policiais-pedido-de-cpi-dos-onibus-de-sao-paulo-e-protocolado-na-camara-municipal/

CONTROLADORIA DO MUNICÍPIO:

A CGM (Controladoria Geral do Município) da capital paulista abriu sindicância para apurações internas sobre as empresas de ônibus que têm contrato com a prefeitura e que são investigadas pela Polícia Civil a respeito de um suposto envolvimento com o crime organizado em São Paulo.

De acordo com a prefeitura, haverá um compartilhamento de informações com as frentes policiais.

“A decisão foi tomada pela CGM após liderar reunião de representantes da gestão municipal com a Polícia Civil para compartilhamento das informações apuradas nas investigações sobre a utilização de empresa de transporte público para lavar dinheiro para organização criminosa”.

MATÉRIA ANTERIOR:

Saiba quem são os interventores e suas equipes na Transwolff e UPBus: O que eles farão? Quanto vai durar? Vai ter descredenciamento?

A partir de agora, empresas de ônibus cujos dirigentes são suspeitos de lavar dinheiro do PCC, foram alvos de operação do MP e agora passam a ser comandadas provisoriamente pela prefeitura por meio de interventores da SPTrans

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, publicou logo depois das 13h desta terça-feira, 09 de abril de 2024, o decreto que oficializa a intervenção sobre as empresas de ônibus Transwolff, na zona Sul de São Paulo, e UpBus, que opera na zona Leste.

A intervenção foi determinada pela Justiça que atendedi pedido do MP.

Dirigentes destas empresas foram presos suspeitos de lavar dinheiro do PCC, alvos de operação do MP (Ministério Público). –  Veja os detalhes das prisões e investigações sob as imagens do Diário Oficial.

Com isso, a partir de agora, as companhias passam a ser comandadas provisoriamente pela prefeitura por meio de interventores da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de linhas.

O decreto de intervenção é o 63.328, de 9 de abril de 2024.

De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, as operações continuarão normalmente, assim como os compromissos das companhias. Sendo assim, o prefeito disse que passageiros e fornecedores não devem se preocupar.

A intervenção envolve ônibus, todas as linhas, garagens, bens e, no caso da Transwolff, a futura operação do Aquático-SP na Represa Billings e os projetos pilotos de eletrificação de frota, já que a empesa reúne os testes de homologação de novos modelos de ônibus elétricos.

Veja os interventores e equipes:

TRANSWOLFF:

Valdemar Gomes de Melo é o interventor nomeado para atuar na Transwolff Transporte e Turismo Ltda., CNPJ nº 58.322.512/0001-54.

O servidor tem 45 anos de atuação nos transportes de São Paulo, desde a época da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos) e, posteriormente SPTrans (São Paulo Transportes). Valdemar é atualmente diretor de Planejamento de Transportes da SPTrans.

Vão assessorar a intervenção na Transwolff, Barbarah da Silva Dantas pela Controladoria Geral do Município e a PGM (Procuradoria Geral do Município) vai indicar um servidor.

UPBUS:

Wagner Chagas Alves é o interventor na empresa UpBus Qualidade em Transportes S.A., CNPJ nº 20.589.268/0001-18.

Também tendo atuado na CMTC, Wagner tem 40 anos de trabalhos no sistema de transportes da cidade de São Paulo e, atualmente, está no cargo de diretor de Operações da SPTrans.

Pela Controladoria Geral do Município vai atuar o servidor Alessandro Lopes Soares e, pela Secretaria Municipal da Fazenda, foi nomeado na intervenção, Marcio Portal Longaray. A PGM (Procuradoria Geral do Município) vai indicar um servidor.

O QUE FARÃO OS INTERVENTORES?

Basicamente, vão administrar as empresas e responder por elas em nome da prefeitura, fazendo com que os serviços continuem operando e os pagamentos de salários e de compras prossigam normalmente.

Como prevê o artigo 8º do decreto, os interventores têm livre acesso a todas as dependências, setores e bens das empresas.

Os comitês de intervenção, ora nomeados, deverão pautar-se estritamente de acordo com as determinações judiciais e estipulações contratuais, ficando, inclusive, responsáveis para requisitar os meios necessários para promoção de auditoria nas empresas ora interditadas.

QUANTO VAI DURAR A INTERVENÇÃO?

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, até o fim das investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo, Receita Federal e polícias. Não há um prazo ainda.

A TRANSWOLFF E A UPBUS VÃO SER DESCREDENCIADAS:

Ainda não se sabe. Depende do que concluírem as investigações. Se o MP apontar e a Justiça determinar que as empresas não podem mais ficar atuando em São Paulo, a prefeitura inicia o processo de descredenciamento. Se a prefeitura, mesmo sem decisão judicial, administrativamente entender que o melhor é a caducidade dos contratos, retira as empresas.

Se ao fim das investigações, for concluído que Transwolff e UPBus podem ficar, a gestão será devolvida aos controladores.

Ambas as empresas podem também derrubar a intervenção na Justiça.

OPERAÇÕES ENVOLVENDO EMPRESAS DE ÔNIBUS

– OPERAÇÃO FIM DA LINHA – MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP (TRANSWOLFF E UPBUS)

Condução: Ministério Público com Receita Federal e Polícias Civil e Militar sobre a Transwolff, que tem cerca de 100 linhas na zona Sul, 1206 ônibus e é a terceira maior frota da cidade É originária da cooperativa CooperPam. A operação é também foi sobre a UpBus, empresa da zona Leste com 13 linhas e 159 ônibus, que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 09 de abril de 2024.

O Ministério Público, a Receita Federal e as polícias Civil e Militar deflagraram a Operação “Fim da Linha” que identificou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes sob responsabilidade do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de diretores de duas empresas de ônibus (Transwolff e UpBus).

Foram presos no dia Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), ⁠Robson Flares Lopes Pontes (Transwolff), ⁠Joelson Santos da Silva (Transwolff), por causa dos mandados de prisão. Também houve prisões em flagrante por porte de armas.

Já Silvio Luís Ferreira, o Cebola, sócio da Upbus, por não ser encontrado no dia, foi considerado foragido.

– OPERAÇÃO ATARAXIA – DENARC (UPBUS)

Condução: Denarc – sobre UPBus (empresa da zona Leste com 13 linhas), que chegou a se chamar Qualibus, originária da garagem 2 da Associação Paulistana

Deflagração da Fase I: 02 de junho de 2022

Investigações começaram há mais de um ano a partir da morte Anselmo Santafausta, o Cara Preta, por questões ligadas ao crime organizado.

Segundo as apurações, boa parte dos mais de 60 sócios da empresa têm passagens pela polícia e ainda é envolvida com a criminalidade. A UPBus, de acordo coma Polícia, lava dinheiro de facções criminosas. O esquema também envolvia ganhos na Loteria Federal também para dar uma aparência legal ao dinheiro obtido em atividades criminosas.

Deflagração da Fase II: 15 de junho de 2022

Foram bloqueados entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões em imóveis e veículos da empresa de transportes urbanos UPBUS, que opera na zona Leste de São Paulo, e de investigados da “Operação Ataraxia”, que apura o uso da companhia de ônibus por uma facção criminosa para lavagem de dinheiro.

Todos os veículos da empresa UPBUS, dentre eles quase 250 ônibus, também foram objetos de sequestro, impedindo eventual a alienação dos veículos por parte da empresa.  Estes ônibus poderão continuar operando, só que os ônibus não podem ser vendidos e a arrecadação da operação vai para conta judicial.

UPBus não se manifestou

OPERAÇÃO PRODITOR

Condução: Deic – sobre TransUnião (empresa da zona Leste com 524 ônibus), que surgiu da cooperativa Nova Aliança

Deflagração: 09 de junho de 2022

Investigações começaram após assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-diretor, ocorrido em 04 de maio de 2020.

Polícia aponta que Adauto era “testa de ferro” do vereador Senival Moura (PT) na direção da empresa, que era utilizada para a lavagem de dinheiro de membros do PCC (Primeiro Comando da Capital). O próprio vereador era proprietário de 13 ônibus que prestavam serviços para a empresa. O parlamentar nega.

A Polícia chegou a apreender 18 ônibus, 14 operacionais e quatro que estavam na reserva em manutenção, mas os veículos foram devolvidos para operação.

A TransUnião não se manifestou.

MINISTÉRIO PÚBLICO:

O Gaeco, do Ministério Público do Estado de São Paulo, passou também investigar a possível ligação de empresas de ônibus da capital paulista com o crime organizado.

De acordo com o delegado-geral Oswaldo Nico Gonçalves, em 15 de junho de 2022, foi montada uma força-tarefa entre os promotores e a Polícia Civil.

CÂMARA MUNICIPAL:

Em 15 de junho de 2022, na Câmara Municipal de São Paulo, foi protocolado por um delegado da Polícia Civil um pedido na corregedoria da casa para investigar o vereador Senival Moura, do PT.

No dia 10 de junho de 2022, um pedido de abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foi aberto pelo vereador Mario Palumbo Junior, o delegado Palumbo, do MDB. Houve poucas assinaturas no início: Fernando Holiday (Novo), Érica Hilton (PSOL), Sonaira Fernandes (Republicamos) e Marlon Luz (MDB), porém, Marlon Luz retirou sua assinatura.

Veja em:

https://diariodotransporte.com.br/2022/06/10/apos-operacoes-policiais-pedido-de-cpi-dos-onibus-de-sao-paulo-e-protocolado-na-camara-municipal/

CONTROLADORIA DO MUNICÍPIO:

A CGM (Controladoria Geral do Município) da capital paulista abriu sindicância para apurações internas sobre as empresas de ônibus que têm contrato com a prefeitura e que são investigadas pela Polícia Civil a respeito de um suposto envolvimento com o crime organizado em São Paulo.

De acordo com a prefeitura, haverá um compartilhamento de informações com as frentes policiais.

“A decisão foi tomada pela CGM após liderar reunião de representantes da gestão municipal com a Polícia Civil para compartilhamento das informações apuradas nas investigações sobre a utilização de empresa de transporte público para lavar dinheiro para organização criminosa”.

MATÉRIA ANTERIOR

Nunes decreta intervenção na Transwolff e na UPBus e diz que as operações vão continuar normalmente

Empresas são alvos de operação por suspeita de envolvimento no crime organizado; Prefeito não descarta descredenciamento

ADAMO BAZANI/GUILHERME STRABELLI

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, decretou intervenção na Transwolff, empresa de ônibus que atua na zona Sul de São Paulo, e na UPBus, na zona Leste.

Segundo o prefeito, a intervenção vai valer enquanto ocorrerem as investigações sobre possível envolvimento de dirigentes destas companhias com o crime organizado e suposta lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro de fora dos presídios.

Nunes disse que a população não deve se preocupar porque não haverá falta de ônibus nas linhas, assim como o fornecedores terão os compromissos garantidos.

Dependendo do resultado das investigações, o prefeito não descarta o descredenciamento das duas companhias

Nós vamos fazer a intervenção. As investigações continuam, nós estamos contribuindo com essas investigações. […] Essa intervenção será durante o período de investigação, que, ao final, vai culminar entre cancelamento do contrato ou a pessoas vão ter seu direito a defesa. A intervenção está sendo feita. Os interventores são o Valdemar, que trabalha há 45 anos na SPTrans, que será o interventor da Transwolff. o Seu Vagner, que trabalha há 40 anos na SPTrans, será o interventor na UPBus. Ambos terão cada um, em sua equipe de intervenção, um representante da Controladoria-Geral do Município, um da Procuradoria-Geral do Município e outro da Secretaria da Fazenda.

A Transwolff opera 1206 ônibus e a UPBus, 159. Ambas atendem 650 mil pessoas por dia.

De acordo com o prefeito, as operações das linhas e o relacionamento com os fornecedores continuam normalmente.

Diretores da SPTrans vão assumir a administração das empresas, sendo Valdemar Gomes de Melo na Transwolff e Wagner Chagas Alves na UPBUs, ambos com 45 anos e 40 anos, respectivamente, de experiência no transporte paulistano.

Ambos serão acompanhados por técnicos da CGM (Controlaria Geral do Município), PGM (Procuradoria Geral do Município) e Secretaria Municipal da Fazenda.

No caso da Transwolff, a prefeitura também vai assumir o Aquático, quando for liberado pela Justiça, e a eletrificação de ônibus da cidade, já que a companhia é a empresa teste para homologações de modelos de coletivos e novos equipamentos.

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Operação Fim da Linha: Prefeitura de São Paulo confirma que vai assumir as linhas da Transwolff e da UPBus

Foram expedidos quatro mandados de prisão, 52 de busca e apreensão e ainda bloquei de até R$ 600 milhões dos investigados; SPTrans terá de assumir linhas das empresas

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo confirmou há pouco que vai assumir as linha das empresas Transwolff, na zona Sul, e UPBus, na zona Leste, e que são alvos de operação contra o crime organizado.

Em nota, a gestão Ricardo Nunes ainda diz que vai se esforçar para que os passageiros não sejam prejudicados.

A Prefeitura de São Paulo vinha investigando e reforçou as ações junto ao MP.
Hoje às 9h00 receberá o mandados da Justiça e irá assumir as empresas investigadas.
A Prefeitura atuará para que não haja prejuízo no transporte aos passageiros

Ainda de acordo com a adminisração municipal, o prefeito Ricardo Nunes, neste momento, está gerenciando processo de intervenção de empresas de ônibus envolvidas em graves denúncias.

A Prefeitura está atuando para que não haja prejuízo no transporte aos passageiros e reitera que já havia pedido para que a Controladoria Geral do Município (CGM) apurasse o envolvimento dessas empresas com o crime organizado. – diz ainda a nota.

O MP (Ministério Público de São Paulo) realiza desde as primeiras horas desta terça-feira, 09 de abril de 2024, a Operação Fim da Linha com foco nas empresas Transwolff, da  Zona Sul, e da Upbus, da Zona Leste.

Foram expedidos quatro mandados de prisão, 52 de busca e apreensão e ainda bloquei de até R$ 600 milhões dos investigados.

Entre os presos, segundo os investigadores, estão Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o Pandora (um dos donos da Transwolff), e Robson Flares Lopes Pontes, Joelson Santos da Silva (também da Transwolff), e, por porte de armas, em flagrante, Elio Rodrigues dos Santos.

Entre os objetos apreendidos estão armas, documentos, computadores.

As empresas transportam juntas 15 milhões de pessoas.

O MP apura possível ligação de dirigentes destas empresas com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Justiça também decidiu que a SPTrans assuma as linhas destas empresas, podendo distribuir para outras.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo diz que já vinha investigando e reforçou as ações junto ao MP. Hoje às 9h00 receberá o mandados da Justiça e irá assumir as empresas investigadas. A Prefeitura ainda diz que atuará para que não haja prejuízo no transporte aos passageiros

O MP, a Receita Federal e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) verificaram nos nomes dos sócios destas empresas movimentações atípicas com o rendimento das empresas, que chegaram a ter prejuízos, mas tiveram dividendos acima de R$ 14 milhões.

Veja nota conjunta dos órgãos envolvidos e mais abaixo, fotos da Operação.

Nesta terça-feira, dia 9 de abril, a Receita Federal, o Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Polícia Militar e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deflagraram a Operação Fim de Linha. A operação tem como objetivo desmantelar duas organizações que lavam recursos ilícitos de uma das maiores facções criminosas do País, provenientes de tráfico de drogas, roubos e outros delitos, por meio de duas empresas de ônibus que atuam no transporte urbano de passageiros na cidade de São Paulo.

Foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e 52 mandados de busca e apreensão para 39 alvos pessoa física e 13 alvos pessoa jurídica. Desses, 41 alvos são da cidade de São Paulo e os demais são de Barueri, Cotia, Guarujá, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba, Itu, Mauá, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo e São José dos Campos. Também foi autorizado judicialmente o arresto, sequestro e bloqueio de bens dos alvos de mais de R$ 600 milhões.

A Receita Federal participa do cumprimento dos mandados em 20 dos alvos (19 em São Paulo e um em São Bernardo do Campo), nos quais foi verificado interesse tributário. Diante dos fortes indícios de irregularidades fiscais já identificados, a Receita Federal deu início, durante o cumprimento dos mandados de hoje, a 21 fiscalizações de pessoas físicas e jurídicas. Os contribuintes fiscalizados detêm, juntos, patrimônio total declarado de mais de R$ 148 milhões e movimentaram, apenas entre 2020 e 2022, mais R$ 732 milhões em suas contas correntes. A Receita Federal estima que serão lavrados autos de infração da ordem de R$ 200 milhões.

Em investigações preliminares que subsidiaram a atuação do Ministério Público no caso, a Receita Federal identificou a utilização de diversos esquemas tributários para lavagem de dinheiro do crime organizado. Entre os mecanismos estão integralizações de capital social de empresas com valores sem origem lícita, movimentações financeiras atípicas e distribuições de lucro desordenadas e sem lastro financeiro.

Mesmo em anos em que registravam prejuízos, as empresas alvo da operação distribuíam dividendos milionários a seus sócios. Por exemplo, um dos sócios recebeu mais de R$ 14,8 milhões em dividendos entre 2015 e 2022, período em que a empresa teve um prejuízo acumulado de mais de R$ 5 milhões. A distribuição de dividendos, além de “esquentar” o dinheiro ilícito, possibilitava o não pagamento de tributos pelos beneficiários, uma vez que esse tipo de rendimento é isento de imposto de renda.

A Receita Federal já identificou também que ao menos R$ 25 milhões em débitos de tributos federais foram objeto de compensações tributárias fraudulentas realizadas por uma das empresas. Após as compensações, a empresa conseguia obter Certidões Negativas de Débitos, documento indispensável para participar de licitações, prejudicando assim o caráter competitivo dos certames em que participava.

O fisco federal verificou ainda a realização de dezenas de operações de compra e venda de imóveis e de outros bens de luxo em uma complexa rede de holdings, empresas de participação e revendedoras de veículos de propriedade de terceiros relacionados aos contribuintes investigados. Os indícios demonstram tratar-se de uma rede de empresas interligadas por operadores principais, pessoas de confiança e ocultadores profissionais de bens, nos quais bens e valores adquiridos sem origem são ocultados das autoridades estatais.

Entre os bens que passaram por essas empresas está, por exemplo, o helicóptero utilizado na morte de dois importantes líderes da facção criminosa e o apartamento da esposa de um traficante internacional. Uma revendedora de veículos de luxo, que é alvo das buscas, realizava compra e venda de carros de luxo, porém sem registrar o real proprietário dos veículos. Movimentações financeiras atípicas e inconsistências fiscais indicam que essas empresas também podem estar a serviço do crime organizado.

Os esquemas contavam com a participação de experientes contadores que se encarregaram de viabilizar os complexos métodos utilizados para lavagem de dinheiro, dissimulando a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores oriundos de atividades criminosas. Os referidos contadores também são alvo da Operação Fim de Linha.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. José disse:

    Só agora, ANO ELEITORAL – ELEIÇÕES MUNICIPAIS VINDOURAS … Essa situação ganha VULTO né?!
    Só porquê o Boulos lidera nas pesquisas?
    Curioso … não?!
    Muito conveniente… 😒

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