Veículos a diesel dever ser entregues no primeiro semestre; Ônibus à bateria terão tecnologia Eletra
ADAMO BAZANI
O governador do Pará, Helder Barbalho, e a vice-governadora Hana Ghassan, estiveram nesta sexta-feira, 02 de fevereiro de 2024, na fábrica de carrocerias Caio, na cidade de Botucatu, interior de São Paulo, e anunciaram 340 ônibus zero quilômetro para os serviços da região metropolitana de Belém.
Todos os veículos serão encarroçados pela fabricante paulista.
São 300 unidades com motores a diesel, que seguem o atual padrão de restrição de poluentes Euro 6, e 40 elétricos.
Os ônibus com motor à combustão devem ser entregues ao longo do primeiro semestre de 2024 e foram comprados pelas empresas operadoras da região reunidas no Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel). Segundo o Governo do Estado, a aquisição faz parte do acordo com as empresas em troca da desoneração do setor de transporte.
Os veículos a diesel serão divididos em dois modelos:
Apache Vip 5 – Veículo de motor dianteiro com capacidade para 81 pessoas.
Millennium 5 – Modelo com motor traseiro, para operar em centros urbanos e corredores de ônibus. A capacidade é para 94 pessoas.
Como mostrou o Diário do Transporte nesta semana, os 40 ônibus elétricos, que devem ser entregues no segundo semestre de 2024, foram comprados pelo próprio Estado. Os veículos recebem carroceria Caio e-Millennium e a tecnologia é da Eletra, com chassis Mercedes-Benz, ambas empresas localizadas em São Bernardo do Campo (SP).
Este ônibus são para circular no BRT-Metropolitano e custaram em torno de R$ 120 milhões (R$ 3 milhões cada).
Relembre:
Segundo nota do Governo do Estado, os veículos adquiridos possuem acessibilidade, sendo equipados com elevadores e poltronas destinadas a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e cão-guia. Além disso, ainda oferecem sistema de ar condicionado, wifi, iluminação de LED, poltronas estofadas, microcâmeras, catraca eletromecânica, validador eletrônico e janelas com vidros de borracha que permitem um maior conforto térmico.
Todos os ônibus possuem tecnologia de telemetria, que pode gerenciar a frota e limitar a velocidade, além do botão do pânico, visando a segurança dos usuários e trabalhadores.
DECLARAÇÕES:
Em nota, as autoridades destalharam as entregas.
“No primeiro semestre, 300 novos ônibus estão chegando para o sistema metropolitano e, em seguida, no segundo semestre, os ônibus elétricos para o sistema BRT, que se juntarão com as obras que também estarão ficando prontas”, disse na nota, o governador Helder Barbalho
“Ficamos muito felizes em ver os ônibus sendo montados, produzidos, para que cheguem o mais cedo possível para nossa capital e Região Metropolitana. A gente sabe da importância do transporte na vida da população. Agora, com ar-condicionado e Wi-Fi, com certeza a qualidade de vida das pessoas melhora. Aliado a isso, tem a questão ambiental, que é importante porque são ônibus menos poluidores e ajudam também o meio ambiente”, disse a vice-governadora, Hana Ghassan.
“Esses lotes de veículos são de última tecnologia. No caso da Telemetria, ela ajuda na preservação do veículo em utilização para o passageiro, além dos custos de manutenção porque você tem a possibilidade de rever antes de dar problema a condição de necessidade de manutenção. Assim como, no caso do elétrico, possibilita também toda a telemetria das cargas de bateria, que em média dura 250 quilômetros, dependendo do piso a ser utilizado e a carga de passageiros. O Botão do Pânico também é mais um equipamento de segurança que pode ser acionado em casos de assaltos, assédios ou qualquer outra situação de perigo”, explicou diretor da Caio, Wilson Cavalari.
BRT METROPOLITANO:
O BRT Metropolitano está em construção e a previsão é de que ao menos um trecho esteja em operação ainda em 2024.
A estrutura está sendo implantada na BR-316 e deve ligar municípios da Região Metropolitana de Belém.
O BRT Metropolitano de Belém deve atender cerca de 170 mil pessoas por dia.
Haverá linhas expressas e paradoras, saindo dos futuros terminais de Ananindeua e de Marituba.
Serão cerca de dez quilômetros que contarão também com ciclovias.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes