ViaMobilidade recebe 12º trem das 36 composições previstas em contrato pelas linhas 8 e 9
Publicado em: 25 de janeiro de 2024
Processo de montagem começou nesta quinta-feira (25); Pela previsão inicial, todas as unidades deveriam ser entregues até fevereiro de 2024, mas ainda faltam 24
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
A ViaMobilidade, operadora das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, em São Paulo, informou que recebeu e iniciou o processo de montagem de mais um trem dos 36 previstos no contrato de concessão dos serviços.
Os trabalhos estão sendo realizados no pátio Presidente Altino, em Osasco, e começaram nesta quinta-feira, 25 de janeiro de 2024.
Segundo a concessionária, com essa unidade, são 12 trens novos recebidos.
Sete já estão em circulação, quatro em fase de testes e este em montagem.
A produção dos trens é de responsabilidade da Alstom e houve atrasos em relação ao cronograma inicial do contrato.
As composições são inseridas gradativamente na frota regular e estão com a identidade visual das linhas.
Os trens da série 8900 fazem parte de um pacote de investimentos de R$ 4 bilhões para os três primeiros anos de concessão, em um contrato válido por 30 anos. As composições adquiridas pela ViaMobilidade contam com oito carros. – informou a empresa em nota.




HISTÓRICO:
Como mostrou o Diário do Transporte, a fabricante Alstom, instalada em Taubaté, no interior de São Paulo, divulgou no dia 26 de julho de 2022, detalhes do “Metropolis”, o nome do modelo deste trem.
Na ocasião, a fabricante disse que a previsão era de entregar o primeiro trem em janeiro de 2023 e o 36º até fevereiro de 2024. Pelo contrato, último trem deveria já estar em operação plena até junho de 2024.
Relembre:
No decorrer do tempo, e já com atrasos, a Alstom e a ViaMobilidade atribuíram o atraso aos efeitos da pandemia de covid-19 na cadeia de peças e semicondutores.
Os 36 trens somam 288 carros.
As composições terão o sistema ATC (Controle Automático de Trem), que permite uma condução controlada com parâmetros como velocidade, mas sempre com a intervenção do maquinista.
Esse sistema controla de forma automática o movimento dos trens, abrangendo a partida automática das estações, a manutenção automática de velocidade durante o percurso, a parada automática nas plataformas de passageiros, a abertura e fechamento automáticos das portas e a modificação automática da performance da viagem de acordo com parâmetros recebidos do centro de controle.
Conforme o contrato de concessão, as composições vão sendo colocadas para operar na medida que forem concluídas e testadas, sendo que até junho de 2024, todos os trens devem estar em operação.
Atualmente, a ViaMobildade usa trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), estatal que operava as duas linhas. As atuais composições em uso terão de ser devolvidas à empresa pública.
Segundo a Alstom e a ViaMobilidade, na apresentação, os trens terão capacidade para 2,5 mil passageiros cada, com oito carros (nome correto para vagão).
De acordo com a apresentação, a máscara (parte dianteira que envolve os faróis e lanternas) do modelo Metropolis será diferente dos trens usados pela CPTM.
A estrutura é de aço inoxidável, por isso, pode ter durabilidade de 40 anos e ser mais leve que os modelos em circulação na rede de São Paulo feitos de aço carbono.
As composições ainda terão contagem de passageiros, mapas dinâmicos de linhas, monitores e vigilância por vídeo, além de detectores e extintores de incêndio e extintores.
Cada banco de passageiros tem a largura 440mm.
Os carros terão oito portas cada, quatro de cada lado.
Os balaústres são mais arredondados, portas mais largas e os assentos em fileira de seis lugares com quatro lugares, dois de frente e dois de costa.
Os bancos terão as cores Esmeralda e cinza, para fazer alusão à identificação das duas linhas.
Este modelo de trens também faz parte de encomendas por outras linhas e operadoras.
As encomendas do Metropolis são:
Linhas 8 e 9 da ViaMobilidade: fornecimento de 36 trens Metropolis, com 8 carros cada.
Linha Universidades 6-Laranja de São Paulo: fornecimento de 22 trens Metropolis, com 6 carros cada (contrato com Acciona).
Linha 7 Metrô de Santiago, Chile: fornecimento de 37 trens Metropolis, com 5 carros cada
Linha 5, Metrô de Bucareste, na Romênia: fornecimento de 13 trens Metropolis, sendo 78 carros ao todo.
Wanda ZS Line, metrô de Taipei, em Taiwan: fornecimento de 35 trens Metropolis, com 4 carros cada.
Segunda Fase da Linha 2 Circular de Taipei, em Taiwan: fornecimento de 29 trens Metropolis, com 4 carros cada.
A fábrica de Taubaté foi inaugurada em 2015 para a produção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da cidade do Rio de Janeiro, projeto de mobilidade para as Olimpíadas de 2016.
A unidade também produziu os carros NS16 para o Metrô de Santiago, no Chile.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

