Alstom divulga detalhes do “Metropolis”, o modelo dos 36 trens novos para as linhas 8 e 9 (ViaMobilidade)

Composições já estão sendo montadas em Taubaté (SP) e, pelo contrato, último trem deve estar em operação até junho de 2024

ADAMO BAZANI (redação)/WILLIAN MOREIRA (local)

A fabricante Alstom, instalada em Taubaté, no interior de São Paulo, divulgou nesta terça-feira, 26 de julho de 2022, detalhes do “Metropolis”, modelo dos 36 trens novos para as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, comprados pela ViaMobilidade, como previsto em contrato de concessão de 30 anos pelas duas ligações.

Também foi divulgada a identidade visual das composições.

Segundo a apresentação da Alstom, da qual o Diário do Transporte participou, o processo de produção dos trens já está em andamento.

A Alstom informou que a sétima caixa, como se fosse a carroceria de cada carro (vagão), já foi concluída.

A meta é entregar o primeiro trem em janeiro de 2023 e o 36º até fevereiro de 2024.

Os 36 trens somam 288 carros.

As composições terão o sistema ATC (Controle Automático de Trem), que permite uma condução controlada com parâmetros como velocidade, mas sempre com a intervenção do maquinista.

Esse sistema controla de forma automática o movimento dos trens, abrangendo a partida automática das estações, a manutenção automática de velocidade durante o percurso, a parada automática nas plataformas de passageiros, a abertura e fechamento automáticos das portas e a modificação automática da performance da viagem de acordo com parâmetros recebidos do centro de controle.

Conforme o contrato de concessão, as composições vão sendo colocadas para operar na medida que forem concluídas e testadas, sendo que até junho de 2024, todos os trens devem estar em operação.

Atualmente, a ViaMobildade usa trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), estatal que operava as duas linhas. As atuais composições em uso terão de ser devolvidas à empresa pública.

Segundo a Alstom e a ViaMobilidade, na apresentação, os trens terão capacidade para 2,5 mil passageiros cada, com oito carros (nome correto para vagão).

De acordo com a apresentação, a máscara (parte dianteira que envolve os faróis e lanternas) do modelo Metropolis será diferente dos trens usados pela CPTM.

A estrutura é de aço inoxidável, por isso, pode ter durabilidade de 40 anos e ser mais leve que os modelos em circulação na rede de São Paulo feitos de aço carbono.

As composições ainda terão contagem de passageiros, mapas dinâmicos de linhas, monitores e vigilância por vídeo, além de detectores e extintores de incêndio e extintores.

Cada banco de passageiros tem a largura 440mm.

Os carros terão oito portas cada, quatro de cada lado.

Os balaústres são mais arredondados, portas mais largas e os assentos em fileira de seis lugares com quatro lugares, dois de frente e dois de costa.

Os bancos terão as cores Esmeralda e cinza, para fazer alusão à identificação das duas linhas.

Para atender à demanda por estes trens das linhas 8 e 9 e os demais projetos internacionais, que envolvem, o Metropolis, a Alstom deve completar 700 postos de trabalho em Taubaté (SP) até o primeiro trimestre de 2023. Os investimentos em modernização da fábrica foram de R$ 76 milhões para o projeto.

A empresa ainda diz que 600 profissionais estão sendo capacitados pelo SENAI Taubaté, dos quais 500 serão contratados de forma gradual pela Alstom Taubaté ou por empresas parceiras para atuarem nos projetos que serão produzidos na unidade industrial.

Os outros 100 trabalhadores poderão ser contratados posteriormente pela própria Alstom ou por qualquer outra empresa da região.

Até agora, 230 pessoas já passaram pelo curso de capacitação do SENAI.

As encomendas do Metropolis são:

Linhas 8 e 9 da ViaMobilidade: fornecimento de 36 trens Metropolis, com 8 carros cada.

Linha Universidades 6-Laranja de São Paulo: fornecimento de 22 trens Metropolis, com 6 carros cada (contrato com Acciona).

Linha 7 Metrô de Santiago, Chile: fornecimento de 37 trens Metropolis, com 5 carros cada

Linha 5, Metrô de Bucareste, na Romênia: fornecimento de 13 trens Metropolis, sendo 78 carros ao todo.

Wanda ZS Line, metrô de Taipei, em Taiwan: fornecimento de 35 trens Metropolis, com 4 carros cada.

Segunda Fase da Linha 2 Circular de Taipei, em Taiwan: fornecimento de 29 trens Metropolis, com 4 carros cada.

A fábrica de Taubaté foi inaugurada em 2015 para a produção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da cidade do Rio de Janeiro, projeto de mobilidade para as Olimpíadas de 2016.

A unidade também produziu os carros NS16 para o Metrô de Santiago, no Chile.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes (redação)

Willian Moreira para o Diário do Transporte (local)

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Comentários

Comentários

  1. Felipe A. disse:

    Que trem lindo!

    Muito parecido com trens europeus, particularmente os trens da Stadler Rail de origem Suíça!

  2. Paulo Edoardo disse:

    Um apache vip sobre trilhos rs

  3. Ismael Junior disse:

    Se for mesmo igual ao que a ilustração mostra vai ser bom. Tava achando que seria aquele trem mixuruca igual ao 9000 da CPTM. E tomara que até lá essas falhas rotineiras tenham cessado

  4. ALESSANDRO DASILVA disse:

    Gostei muito do trem Novo podemos usar esse trem do futuro

  5. marivaldo peixoto disse:

    Empresa competente, devo muito favor a essa empresa ,me arrependo em ter saído dela

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