Tarifas integradas da EMTU sobem em janeiro e passageiros se perdem em meio a tantos preços; Veja ainda valores das integrações, madrugador, mensal e fidelidade
Publicado em: 29 de dezembro de 2023
Além da quantidade de preços, de acordo com cada linha, valores também mudam se o pagamento é por cartão comum ou por vale-transporte. Toda esta realidade vai na contramão do que as regiões metropolitanas desenvolvidas buscam. O Diário do Transporte esteve na região metropolitana de Lisboa e, graças a uma autoridade de transportes, foi possível simplificar as tarifas e unir a bilhetagem
ADAMO BAZANI
Colaborou Vinícius de Oliveira
Além das tarifas básicas nos ônibus gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), as tarifas das integrações com o sistema de trilhos e entre os próprios ônibus intermunicipais também terão reajustes na próxima segunda-feira, 1º de janeiro de 2024 de, em média, de 13,64%.
Mas saber qual o valor não é uma tarefa simples.
Nesta sexta-feira, 29 de dezembro de 2023, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) publicou a relação dos preços.
Como as tarifas da EMTU variam linha por linha, de acordo com a extensão e do tipo de ônibus (se é comum ou seletivo), são muitos valores.
Isso sem contar que há três formas de cobrança: sem integração, com integração e pelo vale-transporte.
Por exemplo: a linha 376, que liga o Terminal Diadema, no ABC Paulista, ao Brooklin, na zona Sul da capital paulista, pelo Corredor ABD.
A tarifa sem integração é de R$ 5,10 e irá para R$ 5,80 em 1º de janeiro de 2024.
A tarifa integrada com os trilhos pela modalidade comum hoje é de R$ 8,00 e em 1º de janeiro irá para R$ 9,30
Mas se o pagamento for com o Vale-Transporte, os valores são diferentes e mais altos: hoje a integração desta linha com os trilhos pelo VT é de R$ 8,43 e, com o reajuste em 1º de janeiro vai para R$ 9,79.
Para se ter uma ideia, somente com as novas tarifas da Grande São Paulo, a EMTU tem uma lista de 59 páginas e mais de 2,7 mil valores, entre diferentes ou repetidos.
Mas não é só entre ônibus do sistema EMTU e trilhos que há um monte de tarifa.
A sopa de números também ocorre nas integrações entre os sistemas de trilhos e os ônibus municipais da capital paulista, gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte). Isso porque os valores mudam se o pagamento é feito na modalidade comum ou pelo Vale-Transporte, que continua sendo mais cara, mas não só isso.
Há ainda as modalidades Fidelidade, Lazer, Madrugador e Mensal.
Para se ter uma ideia, a tarifa integrada entre trilhos e ônibus do sistema SPTrans vai ficar R$ 8,20 na modalidade comum e R$ 9,84 com o Vale-Transporte.
Mas se essa integração for em algum horário da tarifa do madrugador, o valor irá para R$ 7,30 na modalidade comum e R$ 8,94 no Vale-Transporte.
Toda esta realidade vai na contramão do que as regiões metropolitanas desenvolvidas buscam.
O Diário do Transporte esteve na região metropolitana de Lisboa e, graças a uma autoridade de transportes, foi possível simplificar as tarifas e unir a bilhetagem. Com um cartão, o passageiro anda em ônibus, barco, bonde, trem ou metrô. São 18 municípios que trocaram centenas de tarifas por poucas variações.
Relembre:
Veja os valores das integrações entre Trilhos e Ônibus Municipais da capital paulista (SPTrans).


Já os diferentes valores das tarifas da EMTU, você vê neste link:
Os reajustes são para as Regiões Metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba / Litoral Norte
https://www.emtu.sp.gov.br/emtu/itinerarios-e-tarifas/tarifas-em-formato-pdf.fss
VEJA A DOCUMENTAÇÃO COMPLETA:













Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaborou Vinícius de Oliveira


Aqui em Guarulhos é um dos lugares mais caros as passagem de ônibus intermunicipal é coletivo só tem ônibus velhos