Prefeitura de São Paulo analisa propostas para implantar novo centro de fiscalização e controle de ônibus da cidade
Publicado em: 30 de agosto de 2023
SMGO (Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional) foi promessa na licitação dos transportes, já deveria estar funcionando, mas ainda não foi implantado após quase quatro anos do previsto em contratos
ADAMO BAZANI
Enquanto crescem as reclamações e as multas sobre o sistema de ônibus na cidade de São Paulo, o novo centro de operações da SPTrans (São Paulo Transporte) e um novo sistema de monitoramento, previstos nos contratos assinados com as viações em setembro de 2019 e que já deveriam estar funcionando, não foram ainda implantados.
O prefeito Ricardo Nunes declarou que somente entre janeiro e julho deste ano de 2023, foram aplicadas quase 180 mil multas às empresas de ônibus que somaram R$ 37,9 milhões.
Relembre:
O SMGO, que é o Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional, deveria ter sido homologado seis meses depois da assinatura dos contratos com as empresas de ônibus em setembro de 2019. Mas até agora, nada de prático.
Este sistema SMGO deveria estar funcionando no novo COP (Centro de Operações) da SPTrans, que também não foi implantado ainda.
Tudo isso permitiria um controle maior do sistema de ônibus e deixaria a fiscalização mais eficiente, tendo como resultado esperado uma melhoria nos serviços, com menos atrasos e falhas.
A escolha da tecnologia que vai operar neste novo centro de operações se arrasta há quase quatro anos.
Questionada pelo Diário do Transporte, a Setram – Secretaria Executiva de Mobilidade e Transportes disse que as propostas de empresas interessadas em implantar fisicamente esta nova central de monitoramento foram apresentadas nos dias 21 e 31 de julho. A secretaria não informou quando vai ser definida a concorrência.
Apesar de dar andamento à construção do local onde vai operar o novo sistema de monitoramento, o processo de escolha das empresas que fornecerão essa tecnologia ainda não foi finalizado.
Mesmo assim, a prefeitura promete que o novo sistema “vai monitorar a frota por meio de tecnologias mais modernas embarcadas nos ônibus como câmeras, contador de passageiros, wi-fi, controle de tráfego e medição de serviços”, exatamente o que estava previsto no edital de licitação.
Para contratas as obras do novo centro operacional, a prefeitura conta com recursos internacionais do Banco Mundial.
Enquanto nada ainda é definido, o sistema de ônibus coleciona reclamações e nem sempre o usuário pode confiar plenamente nas informações geradas pelo sistema Olho Vivo, da SPTrans, que frequentemente registra falhas
Veja a nota na íntegra:
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e da Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (SETRAM), informa que as propostas de licitação para implantação do novo Centro de Operações da SPTrans (COP), apresentadas nos dias 21 e 31 de julho, estão em análise.
O processo de licitação do novo Centro de Operações da SPTrans (COP) é financiado pelo Banco Mundial e abrange duas modalidades que ocorrem em simultâneo: a primeira é a contratação de serviços especializados de gerência de projeto para acompanhamento técnico e supervisão socioambiental das instalações. A segunda é a remodelação do COP que envolve o serviço especializado de engenharia para desenvolvimento de projeto executivo e execução da obra e aquisição de equipamento.
O novo COP vai funcionar em uma área de 3.183 m², e contará com o Sistema de Monitoramento e Gestão Operacional do Transporte Coletivo Público da cidade de São Paulo (SMGO), que vai monitorar a frota por meio de tecnologias mais modernas embarcadas nos ônibus como câmeras, contador de passageiros, wi-fi, controle de tráfego e medição de serviços.
O projeto também inclui itens de sustentabilidade como distribuição de água de reuso, máximo aproveitamento de ventilação natural e sistema fotovoltaico para suprir parte do consumo elétrico.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


