Veja os principais cuidados antes de fretar um ônibus ou van

Preço é item importante, mas não deve ser único fator de escolha

ADAMO BAZANI

Toda a vez que ocorre uma tragédia envolvendo ônibus de fretamento, como a que aconteceu com os torcedores corintianos no último domingo, 20 de agosto de 2023, autoridades e imprensa fazem alertas quanto aos cuidados na hora de escolher um prestador deste tipo de serviço.

E os cuidados realmente nunca são demais mesmo.

O preço é item importante, mas não deve ser único fator a ser considerado.

Algumas grandes empresas de ônibus não fazem serviços como de transporte de torcedores pelo alto risco de vandalismo, mas há companhias, mesmo que pequenas, que atuam corretamente e podem ser opões que aliam baixo custo e segurança.

Veja algumas dicas importantes que especialistas e autoridades dão e que são simples de seguir:

– Nos sites das gerenciadoras, como EMTU, Artesp, ANTT, entre outras Brasil afora, há a relação das empresas autorizadas.  A primeira coisa a ser feita é essa pesquisa.

– Veja também em sites de reclamações de consumidor se há muitas queixas contra a empresa.

– Fique atento porque às vezes o nome que está pintado no ônibus (marca fantasia) não é o mesmo da razão social.

– Se possível, vá até a garagem antes e se certifique como é a estrutura da empresa e as condições do ônibus.

– Exija ver exatamente o ônibus que vai fazer seu transporte.

– Exija também garantia de ônibus reserva em caso de quebra ou avaria do veículo contratado

– Coloque tudo no papel, em contrato: preço, itinerário, tempo estimado de viagem, nomes dos motoristas, número e placa do veículo e ano de fabricação.

– Apesar ser um pouco mais caro, evite fretar ônibus com mais de 10 anos de fabricação. Não que ônibus novo seja 100% de garantia de segurança, porque o que importa mesmo é a conservação, mas quanto mais antigo for o ônibus, o risco pode ser maior.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Wilson disse:

    Quem dera fosse tão simples.
    Muitas vezes as pessoas alugam ônibus pela aparência, além do preço abaixo até dos custos de uma viagem, mas não tem ideia do que tem por baixo.
    Quantas vezes vemos críticas contra essa ou aquela empresa que trabalha sério, porém não atende aos interesses de alguns e por isso são crucificados.
    Acidente pode acontecer com qualquer uma, seja culpada ou não, é risco do negócio, ainda mais nas estradas brasileiras mal projetadas, contudo deve ser evitado de todas as formas possíveis.
    Existem veículos com 15 ou 20 anos que são muito bem cuidados e, em contrapartida, ônibus com menos de 10 anos que custou todas as economias do proprietário e agora tem as prestações para pagar e ainda sustentar a família, não sobra nada para uma manutenção mínima adequada.
    Infelizmente Inmetro não é garantia de segurança, a partir do momento que o Siscsv é anual e um ônibus roda fácil 100 mil quilômetros neste intervalo.
    E quantos ônibus nas mesmas condições passaram antes ou depois desse naquela e em outras estradas do país?
    Se conseguem impedir o licenciamento de um veículo por multa ou por não ter feito recall, por exemplo, podem impedir um ônibus ou caminhão por falta de aferição no cronotacógrafo.
    O Inmetro só precisa ter uma base de dados ligada ao Detran para não fazerem a besteira que eu vi nesta semana quando enviaram uma multa recente para uma empresa de um veículo vendido e transferido a cinco anos.
    Eu não sou “especialista”, mas tenho mais de 40 anos no ramo e vejo a omissão de uns que deveriam fiscalizar, a pressão de outros que querem liberar geral e no final, só depois que acontece uma tragédia que tem repercussão nacional, é que aparecem apontando o dedo.
    No entanto, esquecem que um dedo está sendo apontado para um que deu azar e os outros dedos para si que deveria ter feito algo antes e a tempo.

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