Corredores de ônibus, BRTs, metrôs e trens devem receber a maior parte dos R$ 48,7 bilhões do PAC para mobilidade
Publicado em: 13 de agosto de 2023
Muitas obras já estão em andamento e governadores vão aproveitar recursos federais para a conclusão
ADAMO BAZANI
Colaboraram Alexandre Pelegi, Arthur Ferrari e Willian Moreira
Corredores de ônibus comuns, os BRTs (Bus Rapid Transit) – que são corredores de maiores capacidade e velocidade, trens metropolitanos e metrôs são as intervenções que devem receber a maior parte dos R$ 48,7 bilhões previstos para mobilidade no novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) anunciado pelo Governo Federal na última sexta-feira, 11 de agosto de 2023.
Destes R$ 48,7 bilhões para a mobilidade urbana, serão R$ 36 bilhões entre 2023 e 2026, e R$ 12,7 bilhões para depois de 2026.
Todo o PAC, incluindo os eixos do programa, terá à disposição, R$ 1,7 trilhão, dos quais R$ 1,4 trilhão até 2026 e R$ 300 milhões após 2026.
O Diário do Transporte relacionou as principais obras, estado por estado, elegíveis para receber os recursos federais.
Muitas obras já estão em andamento e governadores vão aproveitar recursos federais para a conclusão.
No estado de São Paulo, por exemplo, devem ser incluídos seis corredores de ônibus (entre BRTs e comuns), dois terminais de ônibus, a extensão da linha 2-Verde de metrô para a zona Leste e posteriormente, Guarulhos, a extensão da linha 9-Esmeralda de trens para o extremo sul, entre outras intervenções. O TIC (Trem Intercidades) da capital paulista para a capital paulista entre no subeixo de transportes sustentáveis.
No Rio de Janeiro, destaques para a linha 3 de Metrô e o BRT TransBrasil, na capital
Em Minas Gerais, aparecem corredores e terminais em Uberlândia e Contagem.
Em Pernambuco, corredores de ônibus e requalificação de metrô.
No Paraná, destaque das verbas é para o sistema de ônibus de Curitiba.
Os BRTs, que são os corredores de ônibus de maior velocidade e maior capacidade, ainda devem receber os recursos do PAC nos estados da Bahia, Goiás, Pará e no Distrito Federal.
Obras de expansão e modernização de metrô devem contar com as verbas no Ceará, na Bahia e também no Distrito Federal.
Veja as obras por estados

Rio de Janeiro

Minas Gerais

Pernambuco

Paraná

Goiás

Alagoas

Bahia

Ceará

Distrito Federal

Pará

Paraíba

Piauí

Rio Grande do Norte

OS EIXOS E SUBEIXOS:
O PAC foi dividido nos seguintes eixos, que são compostos por subeixos:
– Cidades Sustentáveis e Resilientes: R$ 609,7 bilhões
Subeixos: Minha Casa Minha Vida; Financiamento Habitacional; Periferia Viva – Urbanização de Favelas; Mobilidade Urbana Sustentável; Gestão de Resíduos Sólidos; Prevenção a Desastres – Contenção de Encostas e Drenagem e Esgotamento Sanitário
– Transporte Eficiente e Sustentável: R$ 349,1 bilhões
Subeixos: Rodovias, Ferrovias, Portos, Aeroportos e Hidrovias
– Infraestrutura Social Inclusiva: R$ 2,4 bilhões
Subeixos: Cultura, Esporte, Segurança Pública com Cidadania
– Transição e Segurança Energética: R$ 540,3 bilhões
Subeixos: Geração de Energia; Luz para Todos; Transmissão de Energia; Eficiência Energética; Petróleo e Gás; Pesquisa Mineral; Combustíveis de baixo carbono
– Inovação para a Indústria da Defesa: R$ 52,8 bilhões:
Subeixos: Pesquisa, Desenvolvimento e aquisição de equipamentos de grande porte da Aeronáutica; Pesquisa, Desenvolvimento e aquisição de equipamentos de grande porte da Marinha; Pesquisa, Desenvolvimento e aquisição de equipamentos de grande porte do Exército e Pesquisa, Desenvolvimento e aquisição de equipamentos de grande porte do Estado Maior
– Água para Todos: R$ 30,1 bilhões
Subeixos: Abastecimento de Água; Infraestrutura Hídrica; Água para quem mais Precisa; Revitalizações de Bacias Hidrográficas
– Inclusão Digital e Conectividade: R$ 27,9 bilhões
Subeixos: Conectividades nas escolas e unidades de Saúde; Expansão do 4G e implantação do 5G; Infovias; Serviços Postais; TV Digital
– Educação, Ciência e Tecnologia: R$ 45 bilhões
Subeixos: Educação Básica; Educação Profissional e Tecnológica; Educação Superior; Inovação e Pesquisa
– Saúde: R$ 30,5 bilhões
Subeixos: Atenção Primária; Atenção Especializada; Preparação para Emergências Sanitárias; Complexo Industrial da Saúde; Telesaúde
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Colaboraram Alexandre Pelegi, Arthur Ferrari e Willian Moreira


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