Uso de máscara em ônibus, trem e metrô volta a ser obrigatório em São Paulo a partir de sábado (26)

Decisão ocorre por causa do crescimento no número de casos de covid-19

ÁDAMO BAZANI

O uso de máscaras dentro de ônibus, trólebus, trens, metrô, monotrilho, estações e terminais volta a ser obrigatório em São Paulo. Ônibus rodoviários, suburbanos gerenciados pela Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) e vans e ônibus de fretamento também estão na regra.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 24 de novembro de 2022, pelo Estado e Prefeitura de São Paulo, e se deve ao crescimento no número de casos de covid-19. O governo recomendou que outras prefeituras façam o mesmo.

Em nota, o Conselho Gestor da Secretaria Estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde diz que “Nas últimas semanas o Estado de São Paulo tem apresentado aumento expressivo na transmissão do Sars-Cov-2, que se reflete principalmente nos indicadores de internações por COVID-19 em leitos de enfermaria e UTI, que nos últimos 14 dias mostram crescimento de 156% e 97,5%, respectivamente, chegando a uma média diária de mais de 400 novas internações”.

Até então, a utilização da proteção no transporte público era apenas recomendada.

O uso de máscaras nos coletivos deixou de ser obrigatório em 09 de setembro de 2022 porque naquela ocasião, os números referentes à pandemia tinham caído significativamente. A obrigatoriedade entrou em vigor em maio de 2020.

Relembre:

Uso de máscaras no transporte público em São Paulo deixa de ser obrigatório a partir desta sexta (09)

De acordo com o Conselho, a atitude de obrigar o uso do equipamento de proteção facial visa não pressionar os leitos de internação, uma vez que a utilização evita comprovadamente a contração do vírus da Covid- 19.

Confira a nota completa do Governo do Estado sobre o assunto:

Nas últimas semanas o Estado de São Paulo tem apresentado aumento expressivo na transmissão do Sars-Cov-2, que se reflete principalmente nos indicadores de internações por COVID-19 em leitos de enfermaria e UTI, que nos últimos 14 dias mostram crescimento de 156% e 97,5%, respectivamente, chegando a uma média diária de mais de 400 novas internações. A velocidade de aumento de internações (5% ao dia para pacientes em UTI e 7% por dia para pacientes em enfermarias) e taxas de ocupação de leitos de UTI (44% no Estado de São Paulo e 59% na Região Metropolitana de São Paulo) é acentuada e começa a pressionar os sistemas de saúde público e privado.

Embora existam sinais de que a curva de internações esteja chegando a um patamar na RMSP, observa-se a interiorização, com crescimento de novas internações e ocupação de leitos de UTI nas regiões do interior e litoral paulista. Soma-se a isso um número crescente de profissionais de saúde se afastando do trabalho por apresentarem COVID-19.

Circulam atualmente diversas subvariantes da variante Ômicron, ainda com predominância da subvariante BA.5 e crescimento progressivo da casos relacionados à subvariante BQ1. As internações referem-se principalmente a pacientes mais idosos e/ou com comorbidades/imunodeprimidos, mais vulneráveis a descompensações e complicações relacionadas à infecção pelo Sars-Cov-2, o que permite prever aumento de óbitos nas próximas semanas. Frente ao quadro atual, o Conselho Gestor da SCPDS apresenta as seguintes recomendações:

– Reforçar com maior ênfase a necessidade de que todos os adultos com mais de 18 anos recebam as doses de reforço das vacinas. Ainda são 10 milhões de adultos que não tomaram a 1a dose de reforço e 7 milhões sem a 2a dose de reforço, e a necessidade de aumentar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes. Tem sido observado aumento de internações nesse grupo populacional e a vacinação é necessária e segura para proteger nossas crianças e adolescentes.

– Reforçar a necessidade de disponibilidade de tratamento com antivirais a pessoas com covid-19 com sintomas leves ou moderados, especialmente nos grupos vulneráveis para evitar quadros graves que possam levar a internação e eventualmente a perda de vidas.

– Reiterar a recomendação de volta da obrigatoriedade de utilização de máscaras em situações de maior risco de transmissão do vírus, notadamente no transporte público, reforçando a necessidade de uso obrigatório de máscaras em serviços de saúde, incluindo farmácias, onde há maior probabilidade de pessoas sintomáticas procurarem testagem e medicamentos sintomáticos para quadros gripais.

– Recomendar o uso de máscaras para os grupos populacionais mais vulneráveis, incluindo os mais idosos e pessoas com comorbidades.

Esse Conselho permanece monitorando a pandemia e poderá se manifestar na medida em que haja necessidade de saúde pública.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Alex disse:

    O problema desse uso de máscara obrigatório no transporte público ,é quem paga pelo desrespeito do não uso é o motorista e o cobrado. Quem deveria arca com o não cumprimento da lei seria o mesmo q a desrespeita , não o trabalhador q leva e trás pessoas para seus destinos , indignação total!!!

  2. Luiz Eduardo disse:

    “Crescimento de casos” uma ova! Até quando todos vão engolir mentiras desses BANDIDOS que estão no poder???

  3. David de souza disse:

    De novo a palhaçada, perceberam que os idiotas são a maioria

  4. Frank disse:

    Ridículo isso povo braseiro e burro tem que se impor isso e politicagem só isso

  5. Célia Castro disse:

    Tem que ( colocar aviso),nos coletivos de são Paulo e demais locais,para que os passageiros não( agridam os motoristas e os cobradores), devido que eles não tem culpa, desse vírus infequituoso.

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