Detectores de Metal do Metrô foram usados na rede em 2004, estavam encostados há 13 anos e testes anteriores não deram certo

Equipamentos ainda encostados na Sé

Atualmente, projeto-piloto ocorre nas estações D.Pedro II e Saúde com os mesmos equipamentos

ADAMO BAZANI

Vistos como “novidades” por muita gente, os detectores de metal para acesso às estações e trens do Metrô de São Paulo já foram testados pela primeira vez entre 2004 e 2005.

Depois foram encostados e voltaram em 2009 em testes que também não deram certo.

Os equipamentos ficaram encostados em boa parte deste tempo numa sala na Estação Sé, que reúne as linhas 1-Azul e 3-Vermelha.

Agora, depois da série de relatos de roubos e assaltos, os equipamentos voltam

Os testes atuais ocorrem desde sexta-feira, 09 de setembro de 2022, nas estações Saúde-Ultrafarma (linha 1-Azul) e Dom Pedro II (linha 3-Vermelha)

Matérias jornalísticas de época mostram as tentativas de 2004 e 2009

Relembre:

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1005200923.htm

O Diário do Transporte conversou nesta segunda-feira, 12 de setembro de 2022, com o agente de segurança Geraldo Ribeiro, que participou dos testes em 2004/2005 e em 2009.

Ribeiro conta que no Metrô Armênia participou da prisão de um homem armado em 2004, mas que o detector não apitou. O que chamou a atenção dos seguranças foi o nervosismo demonstrado pelo suspeito na ocasião. Chegou haver uma perseguição dentro da estação.

O agente diz que os detectores, ao contrário de trazerem mais segurança, podem significar maior risco.

“Os agentes atuam desarmados. Como vamos agir caso entre uma pessoa armada e seja descoberta? Aquela vez, felizmente o homem não sacou a arma. Os equipamentos nunca funcionaram plenamente bem e uma operação dessa necessita de mais gente, e o quadro de seguranças do Metrô não está sendo suficiente” – disse.

Em nota, o Metrô de São Paulo confirmou que já possuía os equipamentos e que os aparelhos foram usados em testes anteriores.

O uso de detectores é um projeto-piloto do Metrô de São Paulo e é uma das medidas que vêm sendo adotadas por meio da parceria com a Secretaria de Segurança Pública para reforçar a segurança nas estações. Os equipamentos estão em teste nas estações Pedro II e Saúde, onde é analisada a viabilidade da ampliação para uso em mais locais. Esses detectores são de propriedade do Metrô e já foram utilizados em iniciativas anteriores de auxílio à segurança nas estações.

O conjunto de medidas para ampliação da segurança inclui também a elaboração de um convênio com a Polícia Militar para que PMs reforcem a segurança nas estações e no seu entorno. Essa iniciativa, realizada por meio da Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), já está presente no sistema de transporte sobre trilhos, proporciona a presença de PMs nas estações da CPTM.

Toda a estrutura do Metrô conta com mais de mil agentes de segurança para auxiliar os passageiros e coibir delitos. A Companhia também está investindo na ampliação e renovação das câmeras que poderão auxiliar na identificação dos casos.

Equipamentos ainda encostados na Sé

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. R.T. Pozzani disse:

    Ter medo de andar de metrô agora. Fiquem atentos, estão roubando os celulares enquanto a pessoa manuseia ele, para conseguir o celular desbloqueado e acessar aplicativos de compras e cartões virtuais das vítimas.

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