Eletromobilidade

PL da Câmara propõe estações de recarga para táxis elétricos na capital paulista

Foto: BBC News

Locais se destinariam a pontos que comportem no mínimo 30 permissionários, localizados em vias, terminais urbanos, aeroportos, centros de compra e hipermercados

ALEXANDRE PELEGI

Projeto do vereador Adilson Amadeu, apresentado à Câmara Municipal de São Paulo, propõe a instalação de estação de recarga para veículos elétricos pertencentes à frota de táxis do município.

Para alcançar este fim, o PL 01-00537/2022 faz uma alteração na Lei nº 15.997, de 27 de maio de 2014, que estabeleceu a política municipal de incentivo ao uso de carros elétricos ou movidos a hidrogênio.

A proposta inclui novo artigo na Lei, que estabelece que o Poder Público Municipal “incentivará a instalação de estações de recarga para veículos elétricos pertencentes à frota do transporte público individual remunerado de passageiros, em pontos de táxi”.

Pela proposta, estarão aptos a receber o equipamento os pontos de táxi que comportem no mínimo 30 permissionários, localizados em vias, terminais urbanos, aeroportos, centros de compra e hipermercados.

Estação de recarga, esclarece o texto do PL, é o “local que disponibiliza equipamento com fornecimento de energia para carregamento de carros elétricos, instalada na parede, fixada em suporte ou diretamente no solo”.

Para implementar, executar e manter as estações de recarga, a prefeitura poderá realizar parcerias público privadas.

Segundo o vereador Adilson Amadeu, há uma procura cada vez maior por veículos mais eficientes energeticamente, “até por ser uma opção mais econômica contra os combustíveis fósseis”.

Amadeu afirma que seu PL objetiva buscar a sustentabilidade deste modal de transporte, bem como incrementar maiores rendimentos àqueles que operam o serviço de táxi na cidade.

Além do aspecto ambiental, ele cita a possibilidade de aumento de receita para os motoristas, “frente à diminuição que o custo com combustíveis oferecerá”.

Sem citar o alto custo de um veículo desse tipo hoje no país, o vereador acredita que será inevitável a eletrificação dos automóveis em um futuro próximo.

A frota de táxis paulistana, ele aponta, é composta atualmente por mais de 40 mil profissionais devidamente habilitados e regulamentados.

FALTAM ESTÍMULO E INFRAESTRUTURA

Como mostrou o Diário do Transporte, em entrevista com o organizador de uma carreata de veículos elétricos em São Paulo, Ricardo Guggisberg, o cenário dos veículos elétricos no Brasil tem melhorado, mas ainda é embrionário e há necessidade de muita coisa avançar, como na infraestrutura de recarga de baterias e redução de preços deste tipo de tração.

A entrevista foi concedida no dia 28 de maio de 2022.

Guggisberg destaca que quando foi feita a primeira carreata, há dez anos, em 2012, o Brasil consumida cerca de 800 veículos elétricos por ano, de diferentes portes. Atualmente, são aproximadamente 100 mil por ano.

Já a ABVE – Associação Brasileira de Veículos Elétricos informou que as vendas de veículos eletrificados leves cresceram 78% no primeiro quadrimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados reforçaram a expectativa da Associação de mais um ano positivo para a eletromobilidade no Brasil.

Com os 3.123 emplacamentos de abril, o mercado contabilizou 12.976 unidades comercializadas no ano, contra 7.290 no primeiro quadrimestre de 2021”, diz a ABVE.

A Fenabrave mostrou uma constante: o crescimento dos eletrificados segue na contramão do mercado doméstico total de leves, que caiu 23% no mesmo período.

O estoque total de eletrificados em circulação no país chegou a 90 mil veículos (2012 a abril de 2022), e, no ritmo atual, deverá passar de 100 mil entre julho e agosto.


ÍNTEGRA DO PL:

Alexandre Pelegi. jornalista especializado em transportes

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