Metrô admite falha e diz que puniu funcionário em caso de passageira cega que caiu nos trilhos

Composição chegou a passar sobre mulher, mas rodas e equipamentos não atingiram

ADAMO BAZANI

Em nova nota sobre a queda de uma passageira com deficiência visual na estação Trianon-MASP da linha 2-Verde, o Metrô de São Paulo admitiu nesta sexta-feira, 02 de setembro de 2022, que houve falha de atendimento e diz que puniu o funcionário responsável pelo local.

Como mostrou o Diário do Transporte, por volta de 8h30 desta quinta-feira, 1º de setembro de 2022, na Estação Trianon-MASP, a passageira Magda Paiva, que é cega, caiu nos trilhos e um trem chegou a passar sobre ela, mas as rodas e equipamentos não a atingiram. Magda teve ferimentos sem gravidade.

Nenhum funcionário a recebeu na estação, como é o procedimento em caso de desembarque, uma vez que ela teve ajuda para embarcar na estação da Sé. Também não houve ajuda de outros passageiros no desembarque.

Conforme o marido de Magda, Marcos de Sousa Paiva, contou ao Diário do Transporte, como ela tinha horário para trabalhar e o trem partiria, decidiu desembarcar sozinha.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/09/02/entrevista-passageira-com-deficiencia-visual-cai-nos-trilhos-do-metro-de-sao-paulo-e-familia-acusa-empresa-de-falha-em-procedimento/

Ainda nova nota, o Metrô diz que o número de funcionários é compatível com a demanda, mas passageiros dizem que deveria haver mais profissionais.

O Metrô puniu o funcionário que falhou no atendimento à passageira que caiu na via na última quinta-feira (1) na estação Trianon. O Metrô atende 2 mil Pessoas com Deficiência (PCD) todos os dias, conta com estações acessíveis, já foi premiado por seu relacionamento com esse público e não admite qualquer desvio do protocolo de auxílio aos PCDs.

A operação do Metrô conta com 3,4 mil funcionários. Esse quadro é projetado para atender a demanda diária de passageiros que era de 3,7 milhões de passageiros antes da pandemia.

CÃO-GUIA JÁ SALVOU OUTRA PASSAGEIRA NO METRÔ:

Em março deste, o Diário do Transporte conversou com a passageira Mellina Reis, que também tem deficiência visual. No dia 15 daquele mês, Mellina foi salva pela cão-guia que a acompanhada e impediu que ela entrasse num elevador da estação Saúde-Ultrafarma da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, que estava parado no andar debaixo, mas a porta de acesso do andar superior estava aberta.

A porta do elevador deveria estar travada porque o elevador não estava no andar. Mas não havia nenhum travamento.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/03/17/entrevista-com-a-passageira-elevador-em-estacao-do-metro-de-sao-paulo-apresenta-defeito-e-coloca-em-risco-os-passageiros/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Silvio Juraski disse:

    Quem deveria ser punida é a empresa responsável pelo metrô pir não contratar número adequado de funcionários para realizar o serviço.

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