Tecnologia permite que passageiro pague tarifa de transporte em qualquer cidade com o celular mesmo sem ter o bilhete

Parceria entre Transdata e SIGO criou uma espécie de “carteira virtual, que dispensa a necessidade de o usuário ter diversos cartões de transportes para se deslocar; Santo André está instalando sistema

ALEXANDRE PELEGI/ADAMO BAZANI

Uma tecnologia promete eliminar a necessidade de o passageiro ter um monte de cartões de transportes para se deslocar.

Criado em parceria pelas empresas SIGO e Transdata, o sistema permite o pagamento da tarifa por meio de celular, independentemente de o usuário ter o aplicativo ou bilhete de determinada cidade.

O celular se torna uma espécie de “carteira virtual”.

Se o sistema de transporte já tiver aderido a esta tecnologia, basta o passageiro abrir um único aplicativo, encostar no validador da catraca do ônibus, estação ou terminal e pagar a tarifa.

Além de ser mais prática para o passageiro que numa mesma viagem precisaria usar dois ou três cartões, esta tecnologia pode ajudar quem, por exemplo, está de passagem em uma determinada cidade, vai ficar um dia só e terá de se deslocar de transporte público, que é o chamado usuário eventual. Esse usuário hoje em dia é obrigado a “adivinhar” onde vende o cartão de transporte porque nem todos os ônibus estão aceitando dinheiro.

A tecnologia está sendo instalada nos ônibus da cidade de Santo André, no ABC Paulista, onde será possível pagar a passagem com PIX, cartões de crédito e débito, e com esta “carteira virtual”, como noticiou o Diário do Transporte.

Relembre

https://diariodotransporte.com.br/2022/05/28/onibus-de-santo-andre-comecam-a-receber-equipamentos-para-nova-bilhetagem-digital-que-tera-mais-opcoes-para-passageiros/

O diretor de negócios da SIGO, parceira da Transdata, Janser Prioli, disse ao Diário do Transporte, que além de trazer vantagens para o passageiro, esta tecnologia também é vantajosa para o empresário de ônibus, já que o dinheiro cai direto na conta do operador.

“Isso tudo a custo zero, como se fosse um PIX que você recebe em sua conta”, explica o executivo.

“Isso reduz custos. Hoje muitos sistemas dependem de uma rede de recarga, de locais de validação, de terminais, etc, e tudo isso tem um custo, obviamente. Só que além do custo que tudo isso traz embutido, há o tempo de repasse do crédito pago pelo cliente para o caixa da empresa de transporte, hoje estimado de cinco a sete dias”, ressalta Janser Prioli.

Dessa forma, o empresário passa a ter várias entradas de créditos ao longo do dia, correspondentes aos créditos feitos a cada girada da catraca. E isso, claro, bate com o relatório da bilhetagem do dia.

O diretor de produtos da Transdata, Rafael Teles, explicou a motivação principal da parceria:

“A gente percebeu que a maioria dos bancos e fintechs só se interessa em captar o cliente do transporte, mas o ecossistema de transporte coletivo é muito maior e tem outras necessidades que também precisam ser atendidas. A parceria com a Sigo nasceu desse entendimento, de que é preciso oferecer soluções completas em meios de pagamento, não apenas no ambiente embarcado, mas também nas operações de recarga, rede de vendas e até na prestação de contas nas garagens“, ressalta Teles.

O profissional explica que a nova plataforma de ITS da Transdata, Atlas, foi pensada para facilitar a integração de novos parceiros financeiros para os sistemas de transporte. “Hoje, além da Sigo, estamos integrados com a Cielo e o BRB, Banco Regional de Brasília. Ou seja, estamos abertos a parceiros que entendam a necessidade do passageiro e do operador de transporte coletivo, a Sigo é um exemplo disso, mas há espaço para mais”.

O diretor da Transdata encerra dizendo que “é preciso pensar além da bilhetagem que já temos, para além do próprio conceito e modelo de negócios dos sistemas de transporte coletivo que temos. É um chavão, mas nunca fez tanto sentido falar em reinvenção”.

Alexandre Pelegi e Adamo Bazani, jornalistas especializados em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika disse:

    Isso sim seria inovador nós estados.

  2. Humilhação mesmo é IDOSO ter de mostrar RG na Câmera prá liberar…Se tem coletivo velho(micros) da linha B11 e I07 que nem câmera tem…Mas por outro lado tem velhos que tem preguiça de tirar seu cartão, pra evitar essa humilhação.

  3. vagligeiro disse:

    Celulares NFC e cartões de aproximação não tem uma grande abrangência ainda, diferente do que se pensa. Pode ser que em 10 anos tenhamos um futuro com mais cartões de aproximação e pagamentos totalmente digitais.

    Só que entendo que no caso do transporte público, o que as pessoas querem é praticidade e segurança.

    A solução ao visto é vista para uma população mais “letrada” em tecnologia. No entanto, não podemos esquecer que muitas pessoas tem problemas em lidar com tecnologias deste tipo, com medo de sofrerem golpes ou prejuízos por inabilidade com a tecnologia ou “padrões ocultos” – o cartão TOP que o diga.

    Não entendo o porque de não se pensa na verdade na “universalização” dos pagamentos do transporte público. Tipo, não é só pensar na tecnologia – e isso é legal. Mas sim nas formas de que a remuneração seja justa, e pense em formas de descontos em integrações por exemplo.

    A tecnologia deve ser justa ao usuário quando for simples, transparente e eficiente ao mesmo. Não só ao empresário.

  4. Júlio - Guarulhos disse:

    Eu trabalho em Jandira e tenho que utilizar 5 cartões de ônibus. Aja espaço para tantos cartões, e ainda cartões bancários.

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