Fracassa pela terceira vez licitação para concessão de naming rights da estação Consolação da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo

Foto: Diário do Transporte

Apenas uma proposta foi realizada e não atingiu o valor desejado pela companhia

WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo pela terceira vez não obteve sucesso no processo de licitar a concessão da estação Consolação da Linha 2-Verde por meio de naming rights.

A companhia recebeu somente uma proposta para acrescentar o nome de uma marca ao da estação, processo idêntico ao efetuado em outras estações do sistema.

Segundo a ata da licitação de 2 de agosto de 2022, a DSM – Digital Sports Multimedia Ltda foi a única a apresentar proposta, com valor ofertado de R$ 50 mil que foi recusado pelo Metrô.

A DSM ainda aumentou o valor, atingindo R$ 130 mil mensais para o uso do espaço, porém a companhia também não aceitou, resultando no fracasso do certame.

Apesar de nomeada como Consolação, a estação se localiza na icônica avenida Paulista,  símbolo da cidade de São Paulo e, além da vocação para negócios e da famosa ciclovia, apresenta-se como um de seus principais expoentes culturais.

Mais cedo neste ano, o Metrô tornou a licitar o naming rights da estação Penha, Linha 3-Vermelha. Diferentemente da licitação anterior, em que não houve sucesso, a empresa DSM – Digital Sports Multimidia foi declarada vencedora do certame, após acordo de pagamento de R$ 105 mil pela remuneração mensal. O resultado foi publicado pela Companhia do Metrô no dia 26 de maio de 2022.

O processo de concessão de naming rights começou em maio de 2021, por seis estações da companhia, dentre elas a estação Consolação. Estavam ainda Saúde, da Linha-1 Azul; Brigadeiro, da Linha 2-Verde; e Penha, Carrão e Anhangabaú, da Linha 3-Vermelha. Relembre: Metrô abre licitação para concessão de naming rights para estações Saúde, Penha, Carrão, Anhangabaú, Brigadeiro e Consolação

Até o momento, no entanto, apenas três estações tiveram seus nomes concedidos à exploração de marcas da iniciativa privada: Carrão, que assumiu o nome da rede atacadista Assaí, Saúde, pela rede de farmácias Ultrafarma; e agora, estação Penha.

Os contratos assinados têm os valores mensais de R$ 168 mil (Carrão), R$ 71,9 mil (Saúde) e R$ 105 mil (Penha) como pagamento pelo uso da marca.

Na época do lançamento, o Metrô divulgou que para adotar essa iniciativa encomendara um estudo de viabilidade que mostrava o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente (fora da pandemia).

A premissa do projeto era a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.

O Metrô se espelha em mais de 10 sistemas de metrô na América do Norte, Europa e Ásia onde já é feita a utilização dos chamados “naming rights”.

“No Metrô essa modalidade de negócio vai diversificar ainda mais as receitas não-tarifárias, que compreendem a exploração comercial e publicitária das estações, além da locação de imóveis e áreas, como em shoppings anexos às estações. No último ano essas receitas atingiram 20% de toda arrecadação da Companhia”, informava comunicado da Companhia do Metrô em maio de 2021.

Willian Moreira para o Diário do Transporte

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