Buser diz que guichê no Terminal Santo André foi descontinuado e que vendia passagens de empresas do “setor tradicional”

Espaço continua com a marca do aplicativo

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

O aplicativo de ônibus Buser informou nesta terça-feira, 05 de julho de 2022, que o guichê de vendas de passagens no TERSA (Terminal Rodoviário de Santo André), no ABC Paulista, foi descontinuado por “questões comerciais”, sem dar mais detalhes do que seriam estas questões.

Nesta segunda-feira (04), a reportagem do Diário do Transporte esteve na rodoviária e verificou que a agência estava fechada, mas que ainda ostentava a marca do aplicativo e, com um luminoso, anunciava destinos de viagens.

Segundo a Buser, o espaço já estava inativo, mas que operou por um tempo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/07/04/aplicativo-de-onibus-buser-instala-guiche-em-terminal-rodoviario-de-santo-andre/

Ainda na nota em resposta ao pedido da reportagem do Diário do Transporte, a Buser informou que no local eram vendidas passagens de empresas que classificou como “que atuam no setor tradicional de linhas” e que não eram comercializas as viagens pelo modelo de fretamento.

A empresa de aplicativo não informou o período de funcionamento do guichê.

Veja na íntegra:

A Buser informa que não há nenhuma ilegalidade ou irregularidade no guichê instalado no Terminal Rodoviário de Santo André (Tersa), no ABC Paulista.

Por meio do espaço, a empresa vendia exclusivamente passagens de empresas rodoviárias que atuam no setor tradicional de linhas, inclusive, com linhas disponibilizadas no terminal em questão, dentro de seu sistema de marketplace, não usando o espaço para comercializar viagens no modelo de fretamento colaborativo, como faz no site e aplicativo da Buser.

Vale destacar, no entanto, que o guichê já tinha sido descontinuado, em acordo com a Tersa, por questões comerciais.

A plataforma reafirma que, com o objetivo de democratizar o acesso ao transporte rodoviário no Brasil, virou uma alternativa mais confortável, segura e barata para mais de 7,5 milhões de clientes em todo o país, contribuindo com os avanços da mobilidade.

O Diário do Transporte pediu também um posicionamento da Artesp, que regula os transportes no Estado de São Paulo, da ANTT, dos transportes interestaduais e internacionais, e da Abrati, associação que reúne as empresas de linhas regulares, mas não obteve resposta até a publicação desta segunda reportagem sobre o tema, por volta de 12h40 desta terça-feira (05)

Por volta de 17h30, a Artesp informou que não fiscaliza a implantação de guichês e citou diferenças entre fretamento e linha regular.

A ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) informa que não cabe a esta Agência Reguladora a autorização para a implantação de guichê para venda de passagens nos terminais rodoviários. Cabe ao poder público responsável pela operação do terminal ou à empresa a qual foi atribuída esta competência, a autorização ou não da instalação do guichê. A ARTESP tem o dever de coibir o transporte intermunicipal não autorizado. 

O serviço de fretamento é caracterizado pelo transporte sem cobrança individual para um determinado grupo de pessoas, mediante contrato do transporte. Logo o fretamento não possui caráter de serviço aberto ao público.

Já o serviço regular é caracterizado pela operação de um conjunto de linhas que oferecem transporte de passageiros entre municípios de forma continuada, sendo remunerado pela cobrança de tarifa pública por meio de venda individual de passagem aos usuários do transporte coletivo. 

O foco do trabalho da equipe de fiscalização da ARTESP é garantir as melhores condições de segurança e conforto a quem utiliza o transporte público intermunicipal do Estado de São Paulo, exceto o transporte sob gestão metropolitana.

Qualquer irregularidade no transporte intermunicipal encontrada pelo usuário pode ser denunciada na Ouvidoria da ARTESP, na página da Agência (http://www.artesp.sp.gov.br/) ou pelo telefone: 0800 727 83 77.

Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Virou moda por todo lugar: Aqui na cidade de Santo André abriu-se diversas farmácias. Algumas, diria, duvidosas. E não é que fecharam??? Colocaram na porta FECHADO PARA REFORMA (Reforma???) até agora nada de abrir, ali na Perimetral, na Carijós, na Queirós dos Santos, perto da Bernardino….Tem também aquelas lojas que abrem em local incerto, com monte de produtos linha branca, de marcas que mal conhecemos, nada tradicional como uma Brastemp, Electrolux, por exemplo…ficam por 3 meses e fecham as portas…Dificil entender…Cai quem quer…BUSER…SABE DE NADA INOCENTE !

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