Mesmo com greve decretada abusiva pela Justiça, sindicato avalia movimento como positivo

Entidade deve recorrer de multa de R$ 100 mil

ADAMO BAZANI

O Sindmotoristas, por meio de nota na noite desta quarta-feira, 29 de junho de 2022, avaliou o movimento grevista como positivo, apesar de o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) ter decretada a greve abusiva, determinado o retorno imediato dos ônibus após o julgamento e ainda aplicado multa de R$ 100 mil pelo descumprimento de frota mínima nas paralisações do dia 14 e desta quarta (29).

A entidade trabalhista vai recorrer da multa.

Como mostrou o Diário do Transporte, a decisão judicial ocorreu por volta de 16h30 e o desembargador-relator falou em falta de lealdade das partes envolvidas na negociação.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/06/29/greve-de-onibus-em-sao-paulo-justica-determina-volta-dos-onibus-decreta-greve-abusiva-e-aplica-multa-de-r-100-mil-ao-sindmotoristas/

Os trabalhadores já tiveram atendido o pedido de reajuste salarial e no vale-refeição de 12,47% na paralisação do dia 14 de junho e agora, no dia 29, queriam o fim da hora não remunerada no almoço, participação nos lucros e resultados, plano de carreira e melhores produtos na cesta básica.

Segundo o Sindmotoristas, entre as “conquistas” após o julgamento do TRT está o pagamento de 100% das horas extras, por exemplo.

A Justiça confirmou o reajuste de 12,47% nos salários e no ticket refeição retroativo a 1º de maio.

Em notam o sindicato diz também que “o entendimento da corte foi um xeque-mate nos patrões, ao entender que as horas extras e feriados devam ser pagos com 100% acima do valor da hora normal, conforme a lei 13.103/2015”

O presidente em exercício da entidade, Valmir Santana da Paz (Sorriso), afirmou, ainda de acordo com o mesmo comunicado, que a decisão obriga pausas a cada quatro horas.

“Com a decisão da justiça, os trabalhadores têm o direito de pausa a cada 4 horas trabalhadas. As empresas deverão acatar a decisão e se adequarem à essa realidade, não podendo descontar nas horas extras dos trabalhadores. A não concessão deste intervalo penaliza o empregador com o pagamento de multa, além do pagamento a título de horas extras (horário normal + 50%) de todo o tempo eliminado do intervalo”

O sindicado ainda informou que o pagamento da PLR continuará em negociação e que a adequação de nomenclaturas e plano de carreiras do setor de manutenção receberam o prazo de 60 dias para que definição.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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