Metrô SP licita naming rights da estação Consolação após duas tentativas de insucesso
Publicado em: 25 de junho de 2022
Processo de concessão do direito de nomeação começou em maio de 2021 por seis estações da companhia; dia 07 de julho será a vez da estação Clínicas
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metrô de São Paulo abriu nova licitação para concessão onerosa do direito de nomeação parcial “naming rights” conforme aviso publicado neste sábado, 25 de junho de 2022. A estação Consolação, da Linha 2-Verde, será a próxima, após duas tentativas fracassadas em 2021.
Apesar de nomeada como Consolação, a estação se localiza na icônica avenida Paulista, símbolo da cidade de São Paulo e, além da vocação para negócios e da famosa ciclovia, apresenta-se como um de seus principais expoentes culturais.
O Edital e todos os anexos estão disponíveis no site da Companhia (www.metro.sp.gov.br) a partir da próxima segunda-feira (28).
A seção para apresentação de documentos e propostas está marcada para o dia 02 de agosto de 2022, às 10h.
A última estação que teve o uso comercial de seu nome colocado em licitação foi a Clínicas, da Linha 2-Verde, conforme noticiou o Diário do Transporte. O certame está marcado para 07 de julho de 2022. Relembre: Metrô licita naming right da estação Clínicas
Mais cedo neste ano, o Metrô tornou a licitar o naming rights da estação Penha, Linha 3-Vermelha. Diferentemente da licitação anterior, em que não houve sucesso, a empresa DSM – Digital Sports Multimidia foi declarada vencedora do certame, após acordo de pagamento de R$ 105 mil pela remuneração mensal. O resultado foi publicado pela Companhia do Metrô no dia 26 de maio de 2022.
O processo de concessão de naming rights começou em maio de 2021, por seis estações da companhia, dentre elas a estação Consolação. Estavam ainda Saúde, da Linha-1 Azul; Brigadeiro, da Linha 2-Verde; e Penha, Carrão e Anhangabaú, da Linha 3-Vermelha. Relembre: Metrô abre licitação para concessão de naming rights para estações Saúde, Penha, Carrão, Anhangabaú, Brigadeiro e Consolação
Até o momento, no entanto, apenas três estações tiveram seus nomes concedidos à exploração de marcas da iniciativa privada: Carrão, que assumiu o nome da rede atacadista Assaí, Saúde, pela rede de farmácias Ultrafarma; e agora, estação Penha.
Os contratos assinados têm os valores mensais de R$ 168 mil (Carrão), R$ 71,9 mil (Saúde) e R$ 105 mil (Penha) como pagamento pelo uso da marca.
Na época do lançamento, o Metrô divulgou que para adotar essa iniciativa encomendara um estudo de viabilidade que mostrava o potencial da marca da Companhia e de suas estações, por onde chegam a passar 4 milhões de pessoas diariamente (fora da pandemia).
A premissa do projeto era a manutenção do nome da estação, agregando o nome da marca ou produto como um sobrenome, sem comprometer a identificação do serviço.
O Metrô se espelha em mais de 10 sistemas de metrô na América do Norte, Europa e Ásia onde já é feita a utilização dos chamados “naming rights”.
“No Metrô essa modalidade de negócio vai diversificar ainda mais as receitas não-tarifárias, que compreendem a exploração comercial e publicitária das estações, além da locação de imóveis e áreas, como em shoppings anexos às estações. No último ano essas receitas atingiram a 20% de toda arrecadação da Companhia”, informava comunicado da Companhia do Metrô em maio de 2021.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

