Eletromobilidade

Parlamento Europeu quer proibir venda de carros a combustão a partir de 2035

União Europeia terá meta de redução de 55% das emissões de CO2 dos automóveis em 2030 na comparação com 2021; associação de fabricantes critica ‘metas de longo prazo’

ALEXANDRE PELEGI

A União Europeia não poderá vender carros e vans novos a diesel e gasolina a partir de 2035.

A proposta foi aprovada nessa quarta-feira, 08 de junho de 2023, pelo Parlamento Europeu.

Os 27 países-membros da União Europeia precisam aprovar o projeto ainda. Somente após a aprovação, será definido um acordo sobre quais deverão ser os requisitos mais rígidos da emissão de CO2 de carros.

O setor automotivo representa 12% das emissões europeias de gases com efeito estufa.

A decisão aprovada pelo Parlamento, na verdade, determina que as montadoras de veículos que atuam nos 27 países do bloco devem zerar as emissões de dióxido de carbono até meados da próxima década.

O Parlamento também apoiou meta de redução de 55% das emissões de CO2 dos veículos automotivos em 2030 na comparação com 2021.

A indústria automobilística deverá, portanto, reduzir as emissões de CO2 em 37,5% em média até o fim desta década em relação ao ano passado.

A medida foi celebrada por entidades ambientalistas, e pode significar um impulso para a fabricação de veículos elétricos na Europa.

REAÇÃO DOS FABRICANTES

A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) emitiu uma nota sobre a votação em plenário do Parlamento Europeu das metas de redução de CO2 para carros e vans.

Na nota, a ACEA parabeniza o Parlamento por ter mantido a proposta da Comissão Europeia para as metas para 2025 e 2030. “Essas metas já são extremamente desafiadoras e só alcançáveis ​​com um aumento maciço na infraestrutura de recarga e reabastecimento”, adverte a associação.

Como a transformação do setor depende de muitos fatores externos que não estão totalmente em suas mãos, a ACEA manifestou preocupação com o fato de os deputados votarem para definir uma meta de -100% de CO2 para 2035.

A indústria automobilística contribuirá plenamente para a meta de uma Europa neutra em carbono em 2050. Nossa indústria está no meio de um grande impulso para veículos elétricos, com novos modelos chegando de forma constante. Eles estão atendendo às demandas dos clientes e impulsionando a transição para a mobilidade sustentável”, afirmou Oliver Zipse, presidente da ACEA e CEO da BMW.

Mas, dada a volatilidade e a incerteza que estamos experimentando globalmente no dia-a-dia, qualquer regulamentação de longo prazo que vá além desta década é prematura neste estágio inicial. Em vez disso, é necessária uma revisão transparente no meio do caminho para definir as metas pós-2030”, ressalta a nota da ACEA.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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