Termina a greve dos rodoviários do Grupo Progresso na Grande Aracaju

Foto: Cristopher Prieto/Ônibus Brasil

Liminar da 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Aracaju considerou a manifestação ilegal

ALEXANDRE PELEGI

Os motoristas das empresas de transporte coletivo do Grupo Progresso encerraram a greve que já durava cinco dias e afetava 38 linhas de ônibus na Grande Aracaju.

Os ônibus voltaram a circular na manhã desta terça-feira, 07 de junho de 2022, após uma liminar da 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Aracaju considerar a greve ilegal.

Os trabalhadores foram proibidos de realizar outros protestos e impedir a circulação dos veículos.

Em caso de descumprimento a multa diária é de R$ 1 mil.

Em nota divulgada à imprensa regional o Grupo Progresso informou que “as empresas tentaram operar com colaboradores que aceitaram as negociações propostas, mas 15 manifestantes bloquearam a saída dos veículos da garagem“.

A greve dos funcionários das três empresas que compõem o Grupo Progresso foi motivada pelo atraso do pagamento total do salário de abril. A empresa teria oferecido o pagamento da metade do valor na nesta sexta-feira (03), mais 20% na segunda-feira (06). A proposta não foi aceita.

As empresas Tropical, Progresso e Paraíso, enfrentam dificuldades financeiras para cumprir as despesas com os salários dos trabalhadores, compra de combustíveis e manutenção da frota, segundo afirmou Miguel Belarmino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sintrra), para a mídia local.

INTERVENÇÃO NO GRUPO PROGRESSO

Como mostrou o Diário do Transporte, o MPT – Ministério Público do Trabalho de Sergipe entrou com Ação Civil Pública com Pedido Liminar solicitando a intervenção nas empresas do Grupo Progresso, que atuam no transporte coletivo na Grande Aracaju.

A ação pede a intervenção judicial por causa dos prejuízos causados pelo grupo econômico aos trabalhadores e à coletividade. O ato teria duração de pelo menos 12 meses.

A ação foi ajuizada nesta segunda-feira, 06 de junho de 2022, e atinge as três empresas do mesmo grupo, a Viação Progresso, Transporte Tropical e Auto Viação Paraíso.

A intervenção judicial envolve a indisponibilidade de bens dos sócios, com o consequente afastamento dos sócios administradores de seus cargos de gestão; e a busca e apreensão de documentos.

De acordo com a Ação do MPT-SE, a intervenção judicial decretada liminarmente em ação civil pública, justifica-se para resguardar o patrimônio e a manutenção do normal funcionamento da empresa, diante de graves denúncias de má administração, baseadas em prova documental.

Como mostrou o Diário do Transporte, os rodoviários das empresas Tropical, Progresso e Paraíso que formam o Grupo Progresso, iniciaram uma paralisação na madrugada de quinta-feira, 02 de junho de 2022. Eles completaram cinco dias de paralisação nesta segunda-feira (06).

Os profissionais pedem pagamento dos salários atrasados, além de vale-refeição e pensão alimentícia.

Um total de 38 linhas que ligam as cidades que formam a Grande Aracajú ficaram sem circular, inclusive a São Cristóvão, Santa Lúcia e Eduardo Gomes.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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