Ministério Público de Sergipe quer intervenção judicial no Grupo Progresso

Ônibus da Viação Progresso. Foto: Jonathan Silva/Ônibus Brasil

Rodoviários das empresas estão em greve há cinco dias na Grande Aracaju

ALEXANDRE PELEGI

O MPT – Ministério Público do Trabalho de Sergipe entrou com Ação Civil Pública com Pedido Liminar solicitando a intervenção nas empresas do Grupo Progresso, que atuam no transporte coletivo na Grande Aracaju.

A ação pede a intervenção judicial por causa dos prejuízos causados pelo grupo econômico aos trabalhadores e à coletividade. O ato teria duração de pelo menos 12 meses.

A ação foi ajuizada nesta segunda-feira, 06 de junho de 2022, e atinge as três empresas do mesmo grupo, a Viação Progresso, Transporte Tropical e Auto Viação Paraíso.

A intervenção judicial envolve a indisponibilidade de bens dos sócios, com o consequente afastamento dos sócios administradores de seus cargos de gestão; e a busca e apreensão de documentos.

De acordo com a Ação do MPT-SE, a intervenção judicial decretada liminarmente em ação civil pública, justifica-se para resguardar o patrimônio e a manutenção do normal funcionamento da empresa, diante de graves denúncias de má administração, baseadas em prova documental.

Como mostrou o Diário do Transporte, os rodoviários das empresas Tropical, Progresso e Paraíso que formam o Grupo Progresso, iniciaram uma paralisação na madrugada de quinta-feira, 02 de junho de 2022. Eles completaram cinco dias de paralisação nesta segunda-feira (06).

Os profissionais pedem pagamento dos salários atrasados, além de vale-refeição e pensão alimentícia.

Um total de 38 linhas que ligam as cidades que formam a Grande Aracajú ficaram sem circular, inclusive a São Cristóvão, Santa Lúcia e Eduardo Gomes.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. carlos souza disse:

    Estatização total e definitiva é o correto.Iniciativa privada e classe política não tem nem nunca nem jamais terão credibilidade e principalmente legalidade nenhumíssima.É tudo cartas marcadas em nome de um sistema criminoso e ilegal.

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