Guarapuava (PR) terá greve do transporte coletivo nesta quarta-feira (25)

Foto: Manu Busóloga Betim/Ônibus Brasil

Trabalhadores da Pérola do Oeste reclamam de problemas salariais e farão paralisação parcial entre 8h e 11h até sexta (27)

ALEXANDRE PELEGI

Os rodoviários da Pérola do Oeste, empresa que opera o transporte coletivo de Guarapuava, interior do Paraná, decidiram na manhã desta terça-feira, 24 de maio de 2022, paralisar parcialmente suas atividades a partir de amanhã, quarta-feira (25).

Os rodoviários protestam pela falta de reposição salarial, que de acordo com eles deveria ter ocorrido em novembro do ano passado.

A Pérola do Oeste informou que os funcionários farão a paralisação de forma parcial, de amanhã até sexta-feira (27). Entre as 8 e 11 horas os ônibus não circularão, período quem os colaboradores trabalhadores estarão reunidos em protesto no terminal da cidade.

De acordo com o Sindicato Profissional dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Guarapuava, a greve é a última forma de chamar a atenção para os problemas da categoria.

Eles reivindicam a reposição de 11,08%, que corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro de 2021.

O sindicato dos trabalhadores afirma ainda que a Pérola do Oeste atrasa constantemente o salário dos trabalhadores.

A Pérola do Oeste divulgou nota oficial sobre a ameaça de greve, afirmando que enfrenta situação difícil devido à pandemia, quando a receita proveniente :

“Como já é de conhecimento público, a Pérola do Oeste vem enfrentando uma situação muito difícil nos dois últimos anos, impactada pelo desequilíbrio econômico-financeiro e pela queda de passageiros – ambas circunstâncias agravadas pela pandemia e pela recente alta do diesel (de dezembro de 2021 a maio deste ano, houve um aumento de mais de 40%).

Atualmente a empresa opera com prejuízo mensal elevado, já tendo solicitado à Prefeitura inúmeras vezes subsídio ou outra forma de auxilio financeiro. No entanto, não obteve retorno.

A empresa sempre priorizou (e continua priorizando) a folha de pagamento dos colaboradores, mas recentemente o sindicato não aprovou a proposta de reajuste de 5% oferecida pela empresa.

A Pérola reconhece como legítima as reivindicações do sindicato e gostaria de ter condições de fazer todo o repasse necessário, como sempre fez ao longo de sua história, mas no momento isso se torna inviável diante da grave situação financeira da empresa e da omissão do Município.

A empresa segue empregando todos os seus esforços nas negociações em curso e espera encontrar uma solução que permita a continuidade da prestação do serviço”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

Deixe uma resposta