Motoristas do transporte coletivo de Curitiba aprovam indicativo de greve

Foto: Reprodução redes sociais

Motivo é atraso nos salários, que deveriam ter sido depositados na sexta-feira (06); Urbs informa que aguarda aprovação do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões

ALEXANDRE PELEGI

Após atrasarem a saída dos ônibus para assembleias da categoria na manhã desta segunda-feira, 09 de maio de 2022, motoristas do transporte coletivo de Curitiba (PR) aprovaram um indicativo de greve.

O Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana comunicou que o indicativo foi aprovado nas empresas CCD, Gloria e Tamandaré, em cujas garagens foram realizadas as reuniões dos trabalhadores.

O motivo da eventual paralisação é o não repasse da Urbs (Urbanização de Curitiba) do pagamento às empresas, o que era para ter ocorrido na sexta-feira (6).

Com as realizações das assembleias o serviço de transporte enfrenta problemas nesta manhã. Agentes de fiscalização da Urbs atuam para normalizar a operação, o que estimam ocorrer até o fim da manhã.

Em nota à imprensa, a Urbs informou que aguarda a aprovação de um suplemento orçamentário de R$ 174 milhões na Câmara Municipal de Curitiba.

CONFIRA ÍNTEGRA DA NOTA DA URBS:

A Urbanização de Curitiba (Urbs) aguarda a aprovação, pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), do projeto de suplementação orçamentária de R$ 174 milhões, que será usado, em sua maior parte, para fazer frente ao déficit do sistema em 2022.

O município também aguarda o repasse de subsídio ao transporte coletivo por meio do convênio com o Governo do Estado, o que deve ocorrer até meados da semana.

A Urbs reitera que tem feito esforços para acelerar os dois projetos e assim evitar atrasos nos repasses às empresas por conta do déficit financeiro no sistema.

O transporte coletivo prevê um déficit de R$ 154 milhões em 2022, gerado pela diferença entre a tarifa técnica – que é a efetivamente paga às empresas – e a social, paga pelo usuário, de R$ 5,50. A diferença é coberta por subsídio do poder público. A tarifa técnica, em abril, foi de R$ 7.

A empresa também ressalta que o transporte coletivo é um serviço essencial, vital para o deslocamento de milhares de pessoas todos os dias na capital e a redistribuição de linhas entre empresas em caso de greve é uma prerrogativa de contrato e também uma forma de preservar o usuário deles ônibus da capital.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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