Greve do transporte coletivo de Teresina (PI) completa 13 dias
Publicado em: 2 de abril de 2022
Justiça determinou a circulação dos ônibus com 80% da frota no horário de pico
WILLIAN MOREIRA
A 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública determinou nesta sexta-feira, 1 de abril de 2022, que as empresas de ônibus do transporte público de Teresina (PI) coloquem 80% dos ônibus em circulação no horário de pico e 60% da frota nas demais horas do dia.
A medida atende a um pedido da Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito) em meio a greve do setor que completou 13 dias neste sábado, 2.
Uma multa diária de R$ 50 mil até R$ 1 milhão foi definida caso o Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros) descumpra a decisão, segundo afirmou o Portal G1.
Quando a greve começou no dia 21 de março, a determinação quanto ao mínimo percentual de ônibus circulando já havia sido feita pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Os trabalhadores iniciaram a greve como protesto pelo pagamento de direitos trabalhistas e pedindo reajuste de salários, congelados desde 2019.
Relembre:
Greve de ônibus em Teresina entra no oitavo dia nesta segunda (28)
Procurado pelo Diário do Transporte, o Setut informou que não tem conhecimento desta decisão da justiça.
NOTA DO SETUT
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) informa que as empresas estão disponibilizando toda a frota de ônibus para circulação na cidade. Contudo, o Sindicato dos Trabalhadores (SINTETRO) tem impedido a saída dos veículos e descumprido a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a circulação de 80% da frota nos horários de pico e 60% nos entrepicos.
A entidade reitera que 100% da frota segue inoperante devido ao impedimento do Sintetro e afirma que mantém o compromisso de atender às demandas da população. O SETUT reforça que o sistema de transporte tem sido comprometido pela falta de ações efetivas do município e que aguarda novos direcionamentos para compatibilizar as questões entre empregadores e trabalhadores.
Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte


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