Itaúsa e Votorantim fazem oferta de R$ 4 bilhões pela parte da Andrade Gutierrez na CCR
Publicado em: 23 de março de 2022
Fatia corresponde a 14,86% das ações da gigante de concessões
ADAMO BAZANI
Colaborou Carolina Morais
A Itaúsa S.A. e o Grupo Votorantim querem comprar a parte da Andrade Gutierrez na gigante de concessões CCR.
A informação está em fato relevante do Grupo CCR distribuído ao mercado na noite desta quarta-feira, 23 de março de 2022, ao qual o Diário do Transporte teve acesso.
O documento diz que a Andrade Gutierrez fez o comunicado oficial aos acionistas da CCR sobre a intenção de compra e venda.
Os valores são de R$ 4,12 bilhões (R$ 4.127.060.245,00).
A Andrade Gutierrez, cujas dívidas gerais somam cerca de R$ 5 bilhões, detém uma fatia corresponde a 14,86%
A Votorantim já detém 5,8% da CCR.
Serão necessários alguns passos antes da formalização do negócio, como a manifestação de acionistas, uma auditoria na CCR em até 60 dias e um entendimento entre a Mover Participações (da CCR, que era o braço da Camargo Corrêa S.A.) e o grupo Soares Penido, dos setores de construção pesada e de serviços públicos, incluindo ônibus.
Ambos têm 60 dias para exercer direito de compra.
Como mostrou o Diário do Transporte, a IG4 Capital mostrou intenção de compra da parte da Andrade Gutierrez na CCR por R$ 4,6 bilhões, mas o negócio não se concretizou.
Relembre:
MOBILIDADE URBANA:
Na área de mobilidade, a CCR controla (de forma única ou associada) diversos empreendimentos.
Em São Paulo controla a ViaQuatro – Linha 4 do metrô, ViaMobilidade – Linha 5 Lilás de Metrô de São Paulo e ViaMobilidade 8 e 9, de trens metropolitanos, estam uma concessão de 30 anos arrematada em 20 de abril de 2021, com um lance de R$ 980 milhões, das linhas 8 e 9 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Nestes empreendimentos, a CCR tem como sócio minoritário, o Grupo RuasInvest, liderado pela família Ruas que controla parte da frota dos ônibus municipais da capital paulista e possui empreendimentos como a Otima (mobiliário urbano), Banco Luso Brasileiro, as empresas de ônibus rodoviários Ultra e Rápido Brasil, que ligam a capital ao litoral paulista, e as fabricantes de carrocerias de ônibus Caio (urbanos) e Busscar (rodoviários).
O monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo ainda não foi assumido pelo grupo por determinação judicial e o monotrilho da linha 17 ainda não está pronto, apesar das obras desde 2010/11. Nestes empreendimentos em São Paulo, é sócio minoritário também é o RuasInvest.
A CCR ainda participa na área de mobilidade nas Barcas do Estado do Rio de Janeiro (CCR Barcas), no VLT Veículo Leve sobre Trilhos na cidade do Rio de Janeiro (VLT Carioca), no Metrô da Bahia e na empresa de tecnologia Quicko, já presente, por exemplo, na região metropolitana de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro. Na capital paulista, a Quicko, entre outros serviços, oferece a possibilidade de recarga do Bilhete Único dos ônibus de São Paulo, que também é aceito no sistema de trilhos.
Veja o comunicado
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes






Votorantim faz oferta pela CCR
Isso significa que Alumínio terá finalmente uma estação de trem da ViaMobilidade? :p ;)
Sim, é uma brincadeira. Uma provocação, mas uma brincadeira :3