ÁUDIO: Tarifa de ônibus em São Paulo deve ser congelada e publicidade pode atrair R$ 500 milhões para o sistema de transportes, diz Nunes

Prefeitura estuda formas de ampliar propagandas em ônibus e terminas sem ferir a Lei da Cidade Limpa; pode haver alterações na Câmara

ADAMO BAZANI

OUÇA A ÍNTEGRA DA DECLARAÇÃO DO PREFEITO AQUI

Com o avanço do projeto de lei que prevê que a União subsidie as gratuidades para pessoas com 65 anos ou mais nos transportes públicos, aprovado ontem no Senado, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022, que a tarifa de ônibus na capital paulista deve ser congelada neste ano.

Tudo depende da tramitação do PL 4.392/2021, de autoria dos senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Giordano (MDB-SP). A proposta ainda vai passar pela Câmara e depois precisa também da sanção do presidente Jair Bolosonaro.

Nunes disse que mesmo com o recurso federal, a prefeitura vai ter de tirar a mão do bolso e que há estudos para aumentar a receita dos transportes, como a ampliação da publicidade em ônibus e terminais que pode render por ano entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões ao sistema.

Segundo o prefeito, a complementação de recursos municipais será necessária para compensar os efeitos da inflação nos custos operacionais, com itens como diesel, pneus, peças e lubrificantes registrando alta nos preços.

“Na cidade de São Paulo este desembolso [com a gratuidade aos idosos] são R$ 450 milhões. A gente agora tendo do Governo Federal este recurso, a gente consegue segurar o aumento da tarifa. Não será suficiente para fazer frente à inflação, mas a prefeitura vai disponibilizar a diferença para manter o valor da tarifa aqui porque é um ano de retomada econômica, tem muitos desempregados, a gente entende como importante não fazer aumento da tarifa de ônibus agora” – disse o prefeito.

Sobre a publicidade no sistema de ônibus e terminais que pode render entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por ano, o prefeito disse que estão sendo estudadas formas de não infringir a lei da cidade limpa ou mesmo, a possibilidade de pequenas alterações nesta lei.

“Eu tive na semana passada uma reunião com a Regina Monteiro, que é a pessoa na prefeitura de São Paulo que cuida desta questão da Lei Cidade Limpa, do SPUrbanismo, o parecer é de que não tem nenhum problema em relação a manter a política do Cidade Limpa. Necessário talvez a gente fazer algum ajuste na Câmara com relação à legislação. Mas a gente tem um potencial de, através da publicidade nos ônibus, ter de R$ 400 milhões e a R$ 500 milhões por ano. Isso ajuda bastante para a gente manter a tarifa e diminuir o subsídio. No ano passado foramR$ 3,3 bilhões. Lembrando que subsídio é da ‘Fonte 00 – Prefeitura’, que quando você põe no transporte, tá tirando de algum lugar. Existe esta discussão, não está definido ainda, mas é uma das possibilidades que a gente está discutindo quanto ao custo do transporte coletivo em São Paulo” – disse.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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