Agetransp multa MetrôRio por não alcançar nota mínima de qualidade do serviço prestado

Parâmetro tomado pela agência reguladora foi uma pesquisa de opinião realizada com os passageiros. Foto: Divulgação / Agetransp.

Valor a ser pago é de R$ 801.953,71

JESSICA MARQUES

A Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) decidiu aplicar uma multa no valor de R$ 801.953,71 ao MetrôRio, por não atingir uma nota mínima em pesquisa de satisfação da qualidade do serviço.

Os itens que tiveram os piores desempenhos, tanto para a Linha 1 quanto para a Linha 2, foram: Conforto (6,2 e 6,0 respectivamente), Facilidade e tempo na compra de bilhetes (7,3 e 7,7), Funcionamento das escadas rolantes (7,5 e 7,8), Conservação de estações (7,7 e 8,0) e Conservação dos trens (7,7 e 8,0).

De acordo com o contrato de concessão, a nota mínima exigida para a pesquisa IQS é 8,2, e refere-se à média de 16 parâmetros analisados. A nota obtida pela concessionária foi 8,1, de acordo com a opinião dos passageiros.

Os outros itens avaliados foram Atendimento dos empregados, Avisos sonoros nas estações, Avisos sonoros nos trens, Comunicação visual – sinalização no interior das estações, Iluminação no interior das estações, Informações aos usuários, Limpeza dos trens, Limpeza no interior das estações, Segurança do sistema, Tempo de espera nas plataformas e Tempo de viagem.

RECURSOS NEGADOS

Diante do apresentado, os conselheiros da Agetransp decidiram além da multa, negar dois recursos solicitados, sendo um pela SuperVia que teve uma multa de R$ 63.348,86 devido a uma ocorrência de falta de energia elétrica, que prejudicou o atendimento entre as estações Santa Cruz e Inhoaíba, no ramal Santa Cruz, em 27 de setembro de 2017. Na ocasião, os passageiros precisaram caminhar na via.

No caso do Metrô, foi justificado que, em setembro de 2016 ,uma pesquisa semelhante já havia colocado a avaliação também com média de 8,1, O QUE representa que não houve melhoria notada pelos usuários.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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