Esperança é aprovação de projeto de lei que destina recursos da União para subsidiar parte dos custos; Rodrigo Garcia falou no mesmo evento que Estado tentará segurar preço da passagem do Metrô e da CPTM
ADAMO BAZANI
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse na manhã desta segunda-feira, 27 de dezembro de 2021, que a tarifa de ônibus só deve aumentar em 2022 se o sistema de transportes apresentar sinais de colapso, o que não é descartado caso não haja um auxílio federal para subsidiar parte dos serviços de ônibus municipais em todo o País.
Como mostrou o Diário do Transporte, em 24 de dezembro de 2021, Nunes decidiu não reajustar a tarifa pelo menos até fevereiro de 2022, quando o Congresso deve votar um projeto pelo qual o Governo Federal injete de alguma forma recursos para parte do custeio dos serviços municipais.
Relembre:
Segundo Nunes, em caso de um auxílio federal ser negado, a prefeitura fará as contas e se o sistema estiver próximo de colapsar, mesmo com subsídios, haverá aumento de tarifa.
“Se for negativo, a gente vai estar com um levantamento com relação ao impacto do custo na cidade de São Paulo, a questão dos passageiros que retornaram para o sistema, se o diesel vai reduzir o valor ou não, ou seja, vamos fazer todos os esforços para não aumentar. Só vamos aumentar a tarifa se for colapsar o sistema de transportes” – disse Nunes.
Ouça:
Há três opções de financiamento dos transportes pelo Governo Federal que estão em debate:
– A União custear as gratuidades para idosos com 65 anos de idade ou mais
– O Governo Federal pagar um VTS (Vale-Transporte Social) para pessoas beneficiárias de programas sociais registradas no CadÚnico e também para desempregados registrados no Caged
– O Governo Federal custear ou desonerar o óleo diesel dos ônibus.
No mesmo evento, o governador em exercício, Rodrigo Garcia, disse que o Estado vai aguardar a definição federal e uma decisão sobre aumento das tarifas dos trens do Metrô e da CPTM só vai ocorrer em conjunto com a prefeitura da capital com os ônibus municipais.
As declarações foram feitas durante evento de início de obras de um piscinão entre as cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul que também deve beneficiar a implantação de um sistema de corredores de ônibus rápidos, BRT, entre cidades do ABC Paulista e a capital.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
