Belo Horizonte amanhece com estações do Metrô fechadas
Publicado em: 23 de dezembro de 2021
Greve de metroviários ignora liminar do TRT que determinou operação mínima em horários de pico
ALEXANDRE PELEGI
Belo Horizonte não tem metrô circulando nesta quinta-feira, 23 de dezembro de 2021.
Como prometeram os metroviários nessa quarta-feira (22) a paralisação é total, e nenhuma das 19 estações do sistema foi aberta para ingresso dos usuários.
A decisão ignora liminar do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) expedida pelo desembargador Fernando Luiz Gonçalves Neto, que determina que o metrô de BH opere de 05h30 às 10h e das 16h30 às 20h, a partir desta quinta-feira. Na sexta-feira (24), e no dia 31 de dezembro, caso a greve persista, a operação deverá ocorrer de 05h30 às 10h e das 16h30 às 23h.
Em sua decisão, o desembargador determinou o pagamento de multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento.
Como mostrou o Diário do Transporte, a greve foi determinada em assembleia da categoria realizada no domingo, dia 19 de dezembro. O Sindimetro-MG informou que a decisão foi tomada em protesto contra os trâmites da privatização do Metrô de BH, empresa pertencente à CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), estatal federal.
Na reunião realizada na Estação Central, na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte, o presidente do sindicato, Romeu José Machado Neto, questionou resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República que impede a possibilidade dos metroviários de BH solicitarem transferência para outras unidades da CBTU.
A decisão do Conselho vai contra acordo coletivo vigente, afirma o Sindometro-MG.
A Resolução do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos, publicada pelo Ministério da Economia no dia 15 de dezembro passado, aprovou a modalidade operacional e as condições para a desestatização da CBTU em Minas Gerais, “por meio da alienação das ações do Veículo de Desestatização MG Investimentos S.A.. – VDMG Investimentos, como parte da desestatização da CBTU, no Programa Nacional de Desestatização – PND”.
A licitação será definida pelo maior valor de oferta para a aquisição das ações.
A concessão terá vigência de 30 anos.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


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