Diário no Sul

Curitiba rescinde contrato com consórcio responsável por parte das obras da Linha Verde Norte

Crédito: prefeitura de Curitiba

Lote 4.1 compreende o trecho entre a Estação Solar e Estação Atuba; prefeitura vai lançar novo edital para dar continuidade ao processo construtivo

ALEXANDRE PELEGI

A Prefeitura de Curitiba informou no fim da tarde desta segunda-feira, 20 de dezembro de 2021, que rescindiu o contrato com o consórcio responsável pelas obras do Lote 4.1 da Linha Verde Norte.

O Lote 4.1 é o trecho geográfico final da Linha Verde, sexto eixo de transporte e de integração viária de Curitiba, situado entre a Estação Solar e Estação Atuba. A extensão é de aproximadamente 2,84 km, nos limites entre Curitiba e Colombo.

A prefeitura justifica a rescisão, afirmando que o Consórcio Estação Solar não cumpriu o contrato. O consórcio é composto pelas empreiteiras Vale das Pedras e Construtora Triunfo S/A.

Para concluir as obras, já que os recursos estão assegurados, a administração municipal vai abrir novo edital de licitação.

As obras em toda a extensão do trecho deveriam ter sido finalizadas em novembro, mas a prefeitura informa que menos de 20% dos serviços foram executados.

O início das obras data do dia 02 de dezembro de 2019, com prazo para término dos serviços de 720 dias. Nesse período, o comunicado da prefeitura informa que a Secretaria Municipal de Obras Públicas fez mais de 95 notificações e ou intimações ao consórcio, entre elas em decorrência de atrasos.

A Prefeitura afirma ter pago rigorosamente em dia pelos serviços executados, inclusive aplicando reajustes solicitados pela empresa, já formalizados.

O valor pago de serviços medidos e executados, incluindo reajustes, foi de R$ 14.902.037,64. O saldo do contrato reajustado, que ainda deveria ser desembolsado para conclusão da obra, é de R$ 68.019.484,64.

APÓS A RESCISÃO

A prefeitura realizará agora um estudo do remanescente da obra para prestação de informações junto à Caixa Econômica Federal, que é o agente financeiro responsável por repassar os recursos da OGU (Orçamento Geral da União) /PAC Mobilidade. Além disso, caberá à municipalidade estruturar novo processo de licitação das obras no trecho.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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