CCR terá novo diretor da área de mobilidade a partir de 03 de janeiro de 2022

Márcio Magalhães Hannas substituirá Luís Augusto Valença de Oliveira e estará à frente de apetite do grupo em conseguir mais concessões de transportes de passageiros

ADAMO BAZANI

A divisão de mobilidade da CCR terá um novo responsável a partir de 03 de janeiro de 2022.

De acordo com comunicado do grupo, Márcio Magalhães Hannas substituirá Luís Augusto Valença de Oliveira.

Hannas foi eleito nesta sexta-feira, 17 de dezembro de 2021, para ocupar o cargo de Diretor de Negócios.

O executivo atualmente é presidente da Concessionária do VLT Carioca e, segundo o comunicado da CCR, tem mais de 30 anos de carreira nas áreas de suprimentos, TI, finanças, logística e operação.

Hannas já foi o CEO na Hyundai CAOA e mais de nove anos na Vale, onde exerceu as funções de Diretor de Projetos Corporativos, Diretor Global de Serviços Compartilhados e Diretor global de Gestão de Projetos de Capital. É formado em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com MBA em Administração e Gerenciamento de Empresas pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

Valença estava há 23 anos na CCR.

Márcio Magalhães Hannas estará à frente do apetite da CCR em ampliar sua participação na área de transportes coletivos de passageiros.

A CCR confirmou em 31 de agosto de 2021, que o crescimento de participação no mercado de mobilidade urbana está no foco do grupo para os próximos cinco anos.

No evento chamado CCR Day, que teve cobertura do Diário do Transporte, o CEO da CCR, Marco Cauduro, disse que 98% dos investimentos previstos para até 2025 serão para Mobilidade Urbana, Aeroportos e concessões rodoviárias

E o caminho para isso serão as licitações que devem ser lançadas pelos governos estaduais e federal já a partir dos próximos meses.

Na apresentação, o grupo revelou que estuda as seguintes oportunidades na área de mobilidade urbana:

– TIC (Trem Intercidades) São Paulo/Campinas + Linha 7-Rubi da CPTM (São Paulo)

– TIC (Trem Intercidades) São Paulo/Santos + Linha 10-Turquesa da CPTM (São Paulo)

– CBTU Nordeste

– CBTU BH – Belo Horizonte (Minas Gerais)

– Trensurb POA – Porto Alegre (Rio Grande do Sul)

– Metrofor – Metrô de Fortaleza (Ceará)

– Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (São Paulo)

– Metrô Brasília (Distrito Federal)

– VLT – Veículo Leve sobre Trilhos de Brasília (Distrito Federal)

Para as linhas 11, 12 e 13 da CPTM, o Grupo tem um  PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) pelo qual sugere como deve ser o modelo de concessão.

Se faturar algumas destas licitações, a CCR deve ver uma explosão no número de passageiros que devem ser transportados em suas concessões.

Na verdade, este processo de ampliação e demanda já ocorrendo.

Com a concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, da CPTM, que serão assumidas pelo Grupo CCR em 2022, o total de passageiros diários nos empreendimentos na área de mobilidade urbana do grupo passará dos atuais 1,9 milhão por dia para cerca de três milhões, disse Cauduro.

O Grupo também estuda a participação em novas concessões ou renovações nas áreas de rodovias e aeroportos.

MOBILIDADE HOJE:

Na área de mobilidade, a CCR controla (de forma única ou associada) a ViaQuatro – Linha 4 do metrô de São Paulo, ViaMobilidade – Linha 5 Lilás de Metrô de São Paulo.

O monotrilho da linha 15-Prata de São Paulo ainda não foi assumido pelo grupo por determinação judicial e o monotrilho da linha 17 ainda não está pronto, apesar das obras desde 2010/11.  Nestes empreendimentos em São Paulo, é sócio minoritário da CCR o Grupo RuasInvest, liderado pela família Ruas que controla parte da frota dos ônibus municipais da capital paulista e possui empreendimentos como a Otima (mobiliário urbano), Banco Luso Brasileiro, as empresas de ônibus rodoviários Ultra e Rápido Brasil, que ligam a capital ao litoral paulista, e as fabricantes de carrocerias de ônibus Caio (urbanos) e Busscar (rodoviários).

A CCR ainda lidera o Consórcio Via Mobilidade 8 e 9, que em 20 de abril de 2021, arrematou a concessão por 30 anos, com um lance de R$ 980 milhões, das linhas 8 e 9 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O sócio neste empreendimento é também a RuasInvest.

A CCR ainda participa na área de mobilidade nas Barcas do Estado do Rio de Janeiro (CCR Barcas), no VLT Veículo Leve sobre Trilhos na cidade do Rio de Janeiro (VLT Carioca), no Metrô da Bahia e na empresa de tecnologia Quicko, já presente, por exemplo, na região metropolitana de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro. Na capital paulista, a Quicko, entre outros serviços, oferece a possibilidade de recarga do Bilhete Único dos ônibus de São Paulo, que também é aceito no sistema de trilhos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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Comentários

Comentários

  1. vagligeiro disse:

    O cara trabalhou pra Vale? E para a Caoa? Ow droga, tou vendo o que vem pela frente… ¬_¬ Acho as linhas 7 e 8 vão superar a Supervia… :\

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