Diário no Sul

Prefeitura de Londrina (PR) estuda reajuste de tarifa no transporte coletivo para 2022

Outra alternativa buscada pela Prefeitura é negociar com o Governo do Paraná em busca de um subsídio. Foto: Almir Alves/Ônibus Brasil.

Valor não foi definido, mas também é vista a possibilidade de um reequilíbrio financeiro como medida de auxílio às empresas

WILLIAN MOREIRA

Em coletiva de imprensa nesta semana, o prefeito de Londrina (PR), Marcelo Belinati, informou que não existe até o momento uma definição a respeito do valor na tarifa do transporte coletivo para o próximo ano, mas estão sendo feitos estudos.

De acordo com Belinati, existem três caminhos para a questão do transporte: aumentar a tarifa, promover um reequilíbrio financeiro dos contratos ou retirar os ônibus de circulação. Uma quarta possibilidade é a junção destas três em uma só.

Assim como outras cidades do país, Londrina espera um posicionamento do Governo Federal a respeito de um socorro financeiro ao setor de transportes públicos.

Outra alternativa buscada pela Prefeitura é negociar com o Governo do Paraná em busca de um subsídio.

CÂMARA PEDE ESCLARECIMENTOS

Também nesta semana, o plenário da Câmara de Londrina aprovou, em regime de urgência, um requerimento que convida o prefeito, Marcelo Belinati, e o diretor-presidente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), para participarem da sessão na próxima terça (14).

O objetivo é prestar esclarecimentos sobre os aditivos contratuais assinados entre a Prefeitura de Londrina e as empresas concessionárias de transportes coletivos, referentes ao ano de 2020. Os repasses foram de quase R$ 22 milhões.

Os parlamentares também aprovaram em urgência dois pedidos de informação destinados à CMTU, propostos pelos vereadores integrantes da comissão especial e relacionados ao serviço de transporte coletivo.

Um deles questiona, entre outros itens, a fonte dos recursos utilizados no pagamento dos aditivos contratuais referentes a 2020 e indaga se houve pedido de reequilíbrio econômico do contrato para 2021 e 2022.

Já o segundo solicita a tabela de custos do sistema de transporte de janeiro de 2021 até a última terça-feira (07), questionando quais cláusulas contratuais deixaram de ser cumpridas e questiona quando será feita a troca dos ônibus com mais de 10 anos de idade.

A presidente da CE, vereadora Mara Boca Aberta, argumentou que, apesar de a comissão ter feito questionamentos ao Executivo Municipal via pedidos de informação, que têm prazo de 15 dias úteis para serem respondidos, os parlamentares querem explicações diretamente dos gestores públicos.

“Nós pedimos para que venham a ser esclarecidas algumas dúvidas dos vereadores e da comissão, haja vista que nós também já fizemos isso por meio de pedido de informação, mas, pela demora, pelo trâmite que é feito, nós gostaríamos que o prefeito se pronunciasse e a CMTU também”, disse.

A Comissão Especial dos Transportes Públicos também é composta pela vereadora Jessicão, como relatora, e Roberto Fú, Giovani Mattos e Beto Cambará, como membros.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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