Diário no Sul

Empresas Familiares no transporte: como manter a tradição e garantir sucesso no mercado

Série de Lives promovidas pelo Diário do Transporte reúne especialistas e empresários para debater conceitos e trazer exemplos reais

ALEXANDRE PELEGI

Na série de Lives sobre Empresas Familiares no ramo do transporte (rodoviário e urbano), o Diário do Transporte completou nesta quarta-feira, 1º de dezembro de 2021, o segundo capítulo da série.

Partindo da pergunta chave “Empresas Familiares têm futuro no transporte?”, a rodada de conversas tem se dedicado a responder positivamente ao questionamento.

No entanto, a resposta “sim” vem seguida de uma condicional: as empresas familiares que atuam no transporte do país têm futuro desde que possam atender a uma série de quesitos que lhes permitam ao mesmo unir a tradição da família à obtenção do sucesso do negócio num mercado que se mostra a cada dia mais competitivo e em constante e evolução.

Nas duas Lives realizadas até hoje convidamos um time de colaboradores que, sobre a moderação de um jornalista do Diário do Transporte, não apenas conceituaram a questão, como ainda trouxeram exemplos de uma tradicional empresa do transporte rodoviário brasileiro, a gaúcha Viação Ouro e Prata.

Até o momento participaram dos encontros Luana Fleck, mestre em Estratégia Empresarial e Especialista em Empresas Familiares; diretora e pertencente à terceira geração da empresa Viação Ouro e Prata; Sérgio Fleck, Consultor, especialista em Governança e responsável pela Governança no Grupo Ouro e Prata; e Francisco Christovam, Presidente da SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de São Paulo) e Especialista em Gestão Empresarial e modelos de organização.

No encontro desta quarta, nossos convidados concordaram com o diagnóstico de que o futuro das Empresas Familiares está ligado a alguns pré-requisitos, como a exigência de investir em profissionalização, para manter a competitividade e a perenidade do negócio.

O consultor Sérgio Fleck ressaltou que profissionalizar a empresa não significa substituir as pessoas da família por executivos do mercado. “Trata-se de qualificar as pessoas em sua interação com o processo de percepção, análise, decisão e implementação das ações”, disse Fleck.

Francisco Christovam emendou: “Sim, porque capacidade e desempenho não têm relação com sangue e sobrenome. São condições de um indivíduo entregar resultado e gerar confiança”.

Luana e Sérgio destacaram que competências têm duas dimensões: há as competências técnicas e as comportamentais, e as duas são não só importantes, como complementares.

Retornando ao temo “profissionalização”, Sergio explicou: “Profissionalizar é qualificar as estruturas de gestão, sejam elas na condição direta (as que realizam as atividades e tocam o dia a dia), seja na condição indireta (que cuidam do negócio/empresa)”.

A qualidade profissional, portanto, decorre de como a família vai cuidar do futuro do negócio: “se eu acredito, eu invisto”.

Questionados por uma pergunta da audiência, os participantes fizeram questão de desmitificar alguns conceitos. “Quando se fala em investir em profissionalização, qualidade, etc, fica parecendo que essa atitude só cabe para empresas grandes, porque é um processo que custa caro. Nada disso. Se preocupar em profissionalizar a gestão é algo que tem um custo baixo, principalmente quando se avalia o risco que se corre de fracassar por não estar devidamente preparado para o cotidiano do mercado”, lembrou Luana.

As duas LIves realizadas até o momento estão disponíveis no canal do Youtube do Diário do Transporte. Para assistir, é só clicar nos links abaixo:

1ª Live:

2ª Live:

Nas próximas edições vamos trazer outras empresas familiares para que nos falem um pouco de sua história e dos investimentos que fizeram para acompanhar as mudanças e se manter competitivas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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