Diário no Sul

Senado aprova financiamento para o Ligeirão Leste-Oeste de Curitiba (PR)

Senador Oriovisto Guimarães durante a leitura do relatório na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Foto: Reprodução.

Projeto de Resolução foi aprovado em regime de urgência

JESSICA MARQUES

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 30 de novembro de 2021, em regime de urgência, um projeto que autoriza a Prefeitura de Curitiba (PR) a contratar o financiamento de US$ 75 milhões para o Projeto de Aumento da Capacidade e Velocidade do BRT no eixo Leste-Oeste e Sul.

O financiamento foi autorizado por meio do Projeto de Resolução 67/2021, oriundo da Mensagem n° 72, de 2021, de autoria da presidência da República. O empréstimo será feito junto ao NDB (New Development Bank), com garantia da União.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, incluiu o empréstimo para Curitiba como item extrapauta.

Segundo a Prefeitura, a urgência pela aprovação do financiamento atendeu a requerimento do senador do Paraná Oriovisto Guimarães, relator do projeto na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

Em seu relatório na CAE, Oriovisto destacou que Curitiba atende os requisitos para a tomada do empréstimo e as boas condições do financiamento.

“O pleito encaminhado pelo município encontra-se de acordo com o que preceitua a Lei de Responsabilidade Fiscal e as resoluções do Senado Federal para a matéria, devendo ser concedida a autorização para a contratação da operação de crédito externo nos termos do Projeto de Resolução do Senado”, disse o senador Oriovisto Guimarães.

Com a aprovação, a Prefeitura de Curitiba deverá formalizar o contrato de financiamento com o New Development Bank ainda em dezembro, com data a ser definida.

Assim, estão previstos investimentos de US$ 93,75 milhões, somados o aporte do NDB mais US$ 18,75 milhões de contrapartida municipal. O programa será executado ao longo de cinco anos.

PROJETO DO LIGEIRÃO

Em nota, a Prefeitura ressalta que o Projeto de Aumento da Capacidade e Velocidade do BRT (Ligeirão) Leste-Oeste e Sul representa a evolução do transporte de Curitiba no corredor entre Pinhais e o Terminal CIC-Norte com a operação de ônibus elétricos de alta capacidade.

“Além do ganho ambiental para a cidade, o Ligeirão Leste-Oeste será a alavanca da mudança da matriz energética do transporte nos eixos estruturais. Curitiba tem seis corredores de transporte com pistas exclusivas: Norte, Sul, Leste, Oeste, Boqueirão e Linha Verde.”

Confira os detalhes das obras:

Entre as obras previstas estão a reforma e ampliação pontos de parada existentes, além da reestruturação viária de aproximadamente 22,5 km de canaletas exclusivas e de 7,5 km de vias complementares ao sistema de transporte. Nesse itinerário serão implantados 44,8 Km de ciclofaixas e 66 paraciclos.

Com a implantação da estrutura de ultrapassagem entre as linhas, a operação do eixo será dividida em linhas “paradoras”, que farão paradas em 34 estações e cinco terminais ao longo do eixo. O projeto prevê ainda obras complementares ao sistema de transporte, como a restruturação viária de 7 km no binário das Olga Balster e Nivaldo Braga e do entorno do Terminal Capão da Imbuia.

Também para o Corredor Leste-Oeste, estão previstas a implantação de três estações de transporte, a reforma do Terminal de Integração Centenário e Vila Oficinas e a reconstrução dos terminais Capão da Imbuia e Campina do Siqueira. A reforma dos terminais contempla a geração de energia elétrica por painéis fotovoltaicos, permitindo a eficiência e a autossustentabilidade energética.

O Ligeirão Leste-Oeste deverá reduzir em até 23 minutos o tempo de deslocamento dos usuários naquele eixo. Entre os benefícios para o transporte público e ao meio ambiente estão o aumento da velocidade média operacional em 35%; o aumento do número de passageiros em dias úteis em 5% e a redução das emissões de CO2 em 14%, com a operação de ônibus elétricos na Linha Direta.

As obras já em curso para a finalização do Ligeirão Sul, desde a Praça do Japão ao Pinheirinho, feitas com recursos do tesouro municipal, já incluem a contrapartida da Prefeitura ao financiamento do NDB para o corredor Leste-Oeste.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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