HISTÓRIA EM RETRATOS: Ônibus que deixaram saudade e ajudaram no progresso do Paraná e Santa Catarina

O pesquisador e consultor em transportes, Mario Custódio, mostra nesta edição da coluna do Diário do Transporte modelos de diferentes portes e configurações numa época em que o transporte tinha uma identidade visual mais variada

ADAMO BAZANI/MARIO CUSTÓDIO

Ir a uma rodoviária até os anos de 1980 e 1990 era a garantia de ver um festival de designs diferentes, sejam das carrocerias dos ônibus ou das pinturas. A variedade de empresas também era bem maior.

Hoje em dia, há rodoviárias que praticamente só têm uma ou duas empresas e um ou dois modelos de ônibus (e olhe lá).

Foram os rumos tomados pelos transportes, não muito diferentes de outros ramos da economia que mexem com grandes recursos: a concentração em grupos cada vez maiores, padronizações e buscas constantes por redução de custos.

Não se trata de uma crítica, é o ciclo.

A paixão pelo transporte ainda existe, mas ela não pode ser maior que o profissionalismo e o objetivo de ampliar a eficiência, é questão de sobrevivência.

Mas o romantismo que havia no transporte de passageiros deu bases para esta evolução. Afinal, nada evolui sem paixão e sem entrega…. isso até hoje na época dos “algoritmos” tomando decisões.

Esta edição da coluna “História em Retratos”, do pesquisador e consultor em transportes, Mario Custódio, mostra esta época romântica e de luta no Paraná e Santa Catarina e retrata como os transportes, em especial pelos ônibus, contribuíram para o desenvolvimento destes Estados e do seu povo, promovendo integração não só entre cidades e regiões, mas entre humanos e seus sonhos.

O festival de empresas, pinturas e modelos é uma das características apresentadas em imagens como de um monobloco Mercedes-Benz O-364 do serviço Executivo da empresa São José dos Pinhais, ainda com sua pintura própria, passando pela simplicidade e robustez do Incasel Cisne, da Francovig, até a imponência e luxo (para a época) do Trinox da Viação Garcia.

Acompanhe o relato:

Olá amigos deste conceituado Diário do Transporte. Chegamos em novembro de 2021 com a Coluna 19 de o “História em Retratos”, numa viagem Brasil afora, na qual começamos em Roraima. Desta vez vamos aos Estados do Paraná e Santa Catarina, com cinco fotos históricas de empresas representando seus diversos locais de atuação.

Começaremos com o Norte do Paraná, com duas fotos de dois ônibus que certamente marcaram época: o veículo 8716 da Francovi;, um Incasel Cisne na linha Londrina – Tamarana e o ônibus prefixo 5362 da GARCIA, um Cobrasma Trinox na linha Londrina – Curitiba.

De Londrina descemos à Ponta Grossa, onde tirei a foto do VINSA prefixo 460, um Nielson Diplomata escalado na linha Ivaiporã – Ponta Grossa.

De lá a Curitiba, onde encontramos um ícone, tanto rodoviário quanto urbano, um Monobloco Mercedes-Benz O-364, desta vez da São José dos Pinhais, na linha Curitiba – Pedro Moro, em sua pintura própria da empresa, em benefício dos passageiros, que certamente enxergavam ao longe o ônibus quando estava vindo.

Finalmente, passando por Santa Catarina, segue um Incasel da empresa ZTL, número 305, na época na linha Florianópolis – Manoel França.

E com essas fotos históricas das empresas de mais dois Estados do Brasil, aguardemos a última das Colunas desta série, onde abordaremos o Rio Grande do Sul, desta vez com fotos não tão antigas, mas igualmente marcantes para a história dos transportes.

Texto inicial: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Mario dos Santos Custódio, pesquisador e consultor em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Samuel Joselito disse:

    A Garcia sempre com carros imponentes, nao importa a epoca !

  2. Caraca meu ! tem carroceria que nunca vi……parabéns

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