História

Evento reúne trabalhadores que contribuíram para que a CMTC fosse um marco na história dos transportes

Ex-funcionários, familiares, amigos e admiradores da companhia se reencontraram e lembraram de fatos e curiosidades; dois ônibus restaurados deixaram o clima ainda mais nostálgico

ADAMO BAZANI

A CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), da capital paulista, sem dúvida contribuiu muito para a evolução da mobilidade não apenas em São Paulo, mas no Brasil, América Latina e outros continentes.

Diversas delegações internacionais vinham a São Paulo conhecer ônibus, pátios, galpões e procedimentos da empresa pública municipal que não se limitava às operações, mas atuava na gestão, planejamento e até chegou a fabricar os veículos, estando à frente de inovações como das novas gerações de trólebus, dos ônibus de dois andares, ônibus a biometano, ônibus a gás natural, ônibus com elevador para pessoas com deficiência (o que hoje é lei), ônibus articulados (numa época em que não eram comuns) e tantas outras.

Por trás de toda essa grandiosidade da CMTC, atuavam milhares e milhares de trabalhadores, a maioria de forma anônima, que todos os dias ajudavam a construir uma história imprescindível para a construção da São Paulo metrópole.

Afinal, a CMTC fez parte da vida dos paulistanos de 1947 a 1994 (Veja história da constituição da empresa na reportagem especial do Diário do Transporte) no link abaixo:

https://diariodotransporte.com.br/2021/06/06/historia-o-primeiro-balanco-financeiro-da-cmtc/

E para celebrar parte desta história, ex-funcionários, amigos, familiares e admiradores da CMTC fizeram um encontro especial neste sábado, 13 de novembro de 2021.

De acordo com um dos organizadores, Washington Carvalho, cerca de 80 pessoas, que atuaram em diferentes épocas na empresa, participaram do evento, que foi realizado no Recanto dos Amigos, no Jardim Recanto, na zona Norte da capital paulista.

Certamente, muitas histórias, lembranças e “causos” não faltaram, além de muito aprendizado sobre uma parte da memória que explica como a cidade se desenvolveu, já que a CMTC, por exemplo, operava linhas e regiões que muitas vezes as empresas privadas de ônibus não queriam servir.

Nas conversas, um consenso: a importância social da CMTC.

Para deixar o clima ainda mais nostálgico e o evento significativo, dois “personagens” do encontro se destacaram.

Foram dois ônibus restaurados com padrões de pintura usados pela CMTC um monobloco O362 padrão rodoviário, remetendo aos serviços executivos que a companhia pública fazia na cidade de São Paulo, e um monobloco O364 urbano, com o design azul e branco chamada entre admiradores e ex-funcionários de “pintura Mário Covas”, remetendo à época em que Covas foi prefeito da capital paulista.

Ao longo de sua história, a CMTC teve diversas pinturas, a maioria das mudanças não era necessariamente técnica e ocorria quando mudava de prefeito ou prefeita na capital.

O evento foi tão sucesso que Washington Carvalho garante: outros encontros vão acontecer.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Maria do Carmo Antunes disse:

    QUANDO TIVER OUTRO ENCONTRO , ME CHAMA , EU ERA COBRADORA NA GARAGEM CATUMBI, EU AMAVA CMTC. HOJE MORO EM TAUBATÉ…. MARIA DO CARMO , 111844. PRONTUÁRIO DO GRAXA, TEL 988136446. GOSTARIA MUITO DE MATAR SAUDADES . E QUERIA ENCONTRAR MEUS AMIGOS DA ÉPOCA.FELIZ QUE BIVEMOS ,

  2. gival sebastiao souto gca mot 64671 0 indio linha 3760 j,n,s do carmo me avize outros encontros disse:

    na cmtc me casei em 79 criei meus filhos comprei minha casa entrei em 1977 sai em 1994 quando feixou gostaria de ter contato ex colegas entrei na coperativa cctc fiqei ate feixarem 2002 agradesco pela atencao de todos

  3. Regivaldo Claudino de Souza disse:

    Interessante, eu era um muleke travesso que entrou como ajudante de artífice mecânico na GSR com 15 anos de idade depois de um cirso no DFT… 74.840 !!!
    Imagino que a maioria dos adultos da época já foram para o outro lado: Machado; Praça, Bacalhau; DiCicco; Miguelito; DiNardo…
    Tvz algum dos jovens da época ainda estejam por aí… :)

  4. Luiz Alberto Silveira disse:

    Meu nome é Luiz Alberto da Silveira, meu prontuário era 59713, entrei na empresa em Março de 1977, na GCA, até que abrisse a GAR como escriturário, trabalhei em várias garagem como GTA, GLE, GSM, GBF e GSR, neste período passei para Técnico Administrativo e depois para encarregado, onde fui encarregado de estatística e controle, encarregado de Recebedoria, encarregado de disciplina e operação. Interessante que nasci em 1956 e meu pai já trabalhava na CMTC desde 1952, tinha o apelido Kubitschek, onde foi motorista da época do quepe, inspetor muitos anos , chefe de serviço na GSR e se aposentou como Chefe de Seção, era muito conhecido uns gostavam dele e outros odiavam. Eu ajudei infelizmente a terminar a GSR, GCA, GAR e GBR e por problemas emocionais de tantas demissões, pedi para que me mandasse embora . Na Garagem GSR trabalharam no escritório minhas irmãs Rosa e Tânia e minha ex esposa Rosângela que era encarregada da área de Pessoal .

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