Sindicatos de rodoviários fazem manifestação contra a Buser na zona Norte de São Paulo

Grupo se reúne nas imediações de estacionamento usado por aplicativo como terminal de embarque e desembarque

ADAMO BAZANI

Colaborou Henrique Estrada, Rádio Ônibus

Um grupo de representantes de motoristas de ônibus rodoviários realiza nesta quarta-feira, 27 de outubro de 2021, uma manifestação contra o aplicativo Buser.

O grupo se reúne nas proximidades de um estacionamento usado pelo aplicativo como terminal de embarque e desembarque dos ônibus, na Avenida Voluntários da Pátria, no Tietê, zona Norte da capital paulista.

Em faixas, as entidades de representação citam veículos sem manutenção, motoristas sem registro e sem jornada controlada.

Entre os sindicatos que participam estão a FTTRESP (Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo) e o STERIIISP (Sindicato dos Rodoviários e Setor Diferenciado de São Paulo)

Por meio de nota ao Diário do Transporte, a Buser acusou os manifestantes de cometerem diversos crimes, diz que sua atividade é legal e que os organizadores disseram uma série de mentiras. A empresa de aplicativo ainda afirmou que vai pedir abertura de inquérito policial.

Um grupo de pessoas comandado pelo Sindicato dos Rodoviários de São Paulo cometeu hoje diversos crimes durante manifestação no local de embarque e desembarque de ônibus fretados pela Buser na rua Voluntários da Pátria. Ao impedir a saída dos ônibus do local, todos munidos das devidas licenças, os manifestantes impediram o direito de ir e vir das pessoas que contrataram suas viagens em uma plataforma legal, conforme já reconhecido pelo STF. Em faixas e panfletos, os supostos sindicalistas desferiram uma série de mentiras contra a Buser e suas empresas parceiras. A Buser vai pedir instauração de inquérito criminal para identificar e punir os criminosos e entrará na Justiça para que o Sindicato dos Rodoviários faça o ressarcimento de todo o prejuízo causado à Buser, suas parceiras e clientes, durante o período da manifestação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. JOAO LUIS GARCIA disse:

    Profissionais das empresas legalizadas já começam a sentir o desserviço prestado pelas empresas de tecnologias, uma vez que as mesmas estão inviabilizando a operação das empresas legalizadas e consequentemente os empregos dos profissionais que trabalham nessas empresas.
    Aos poucos a verdade começa a vir a tona e mostrar as consequências para a sociedade.
    São pais de famílias que poderão perder seus empregos devido a concorrência desleal que esse desserviço insiste em querer operar de forma irregular.

    1. Jessica disse:

      Ué, se reinventem. Não é o que falaram para os taxistas? A concorrência tá aí pra ficar…

    2. Luiz disse:

      Enquanto alguns reclamam de barriga cheia (leia-se monopólio) outros veem oportunidades. A Águia Branca e a 1001, por exemplo, já se mexeram (Aguia Flex e Wemobi) e prestam serviços até melhores que a Buser (eu usei o Aguia Flex e posso falar isso). A depender desse povo, se a lâmpada elétrica tivesse sido inventada agora, fariam manifestação para defender os vendedores de vela. E digo mais, empresa nenhuma garante emprego de motorista, quero ver se estes que se manifestaram aí vierem a perder seus empregos, se não vão bater na porta dos fretadores.

  2. Ricardo disse:

    Parabéns Jessica, é o que eu, taxista estou sentindo na pele.

  3. Marcelo disse:

    O serviço só melhora com concorrência, é impressionante a capacidade dos sindicatos de cercear os direitos dos usuários do serviço que precisam trabalhar.

  4. Alfredo disse:

    Se o governo brasileiro tivesse coragem e a justiça não ficasse se metendo na questão, app de transporte nem existiria no Brasil, como em diversas cidades do mundo que acabaram com o reinado do UBER

  5. Florivaldo disse:

    Infelizmente não dá para confiar na Buser, pois a ANTT apreende os ônibus na estrada. Além disso existe reclamações diárias contra a Buser no Reclame Aqui e na sua própria página no Facebook.

  6. João disse:

    Quando o assunto é transporte PÚBLICO e COLETIVO (uber e taxi são transportes públicos, mas não coletivos, então não é a mesma coisa), não se pode ser completamente sem regulamentação. A Buser teve uma idéia sensacional, mas peca – e muito – em tentar ter abusar das vantagens de de operar como linha regular usando legislação de fretamento enquanto todas as outras empresas tem que passar pelos rígidos (e até demais) controles da legislação de linhas regulares.
    A Buser quer um mercado completamente desregulado, enquanto as companhias tradicionais (Guanabara, etc) querem o mercado extremamente regulamentado, que só permitem que elas operem. Tem que haver UM MEIO TERMO.
    Eu tenho receio que se o mercado operar somente na lógica da Buser, não haverá controle de qualidade nenhum sobre algo COLETIVO. A Buser não faz nenhum tipo de planejamento de frota, de motoristas e nada. Deixa tudo para as empresas fretadas que, por legislação, não precisam fazer esse tipo de prestação de contas.
    E, ao mesmo tempo, também não oferecem gratuidades, cancelam viagens em cima da hora se não for dar lucro e vendem passagens intermunicipais e interestaduais dentro de uma mesma viagem. Nenhuma outra cia faz isso, porque a legislação não permite. Então, ao meu ver, é simples. A Buser ABUSA da legislação, pois eles tem o melhor dos mundos pra eles: nenhum controle pra eles e o controle total para os outros.
    Como disse, e repito, TEM QUE HAVER UM MEIO TERMO.

    NEM BUSER E NEM MONOPOLIO.

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