Duque de Caxias (RJ) retira obrigatoriedade do uso de máscara

Decisão foi publicada por meio de decreto municipal. Foto: Divulgação.

Na cidade, segunda dose da vacina contra covid-19 alcançou 46,8% da população

JESSICA MARQUES

O prefeito de Duque de Caxias (RJ), Washington Reis, publicou um decreto nesta terça-feira, 05 de outubro de 2021, desobrigando o uso de máscara facial. O município foi o primeiro do Brasil a tomar esta decisão.

Segundo o decreto, “fica desobrigado o uso de máscara facial no período da pandemia de covid-19, em local aberto ou fechado, em todo o território do município de Duque de Caxias”.

A Prefeitura ressalta que este caso não se aplica a pessoas que estejam infectadas ou com suspeita de estarem contaminadas com o coronavírus durante o período de transmissão. Entretanto, não foram detalhadas formas de fiscalização para estes casos.

De acordo com a Prefeitura, a decisão “leva em conta o alto número de pessoas vacinadas contra o novo coronavírus na cidade da Baixada Fluminense e os índices de casos em constante queda”.

Atualmente, Duque de Caxias já aplicou mais de 900 mil doses da vacina contra o coronavírus. Apesar de 70% da população já ter recebido a primeira dose da vacina contra covid-19, apenas 46,8% já estão imunizadas com as duas doses.

Para saber os locais e dias de vacinação contra a covid-19 no município veja mais informações AQUI.

Na cidade, mais de mil pessoas morreram em decorrência do coronavírus. Além disso, em julho deste ano, a Prefeitura confirmou a morte de um paciente com a variante delta. Foi o primeiro óbito confirmado pela cepa no estado do Rio de Janeiro.

DUAS DOSES

Especialistas reforçam que estudos comprovam a importância de o esquema vacinal ser completo para garantir a efetividade na imunização. Assim, a segunda dose é essencial nos casos de vacinas que requerem duas aplicações.

Para o médico infectologista, mestre em medicina tropical e saúde internacional, Victor Bertollo, a segunda dose da vacina aumenta a resposta imune na produção de anticorpos contra o vírus.

“O risco de apresentar formas graves pela covid-19, após a segunda dose, se reduz significativamente. Então, completar o esquema vacinal é extremamente importante. Lembrando que as vacinas não protegem apenas o vacinado, mas também as pessoas ao seu redor. Então, se vacinar é ato individual de proteção, mas também coletivo. É um ato que todos saem ganhando”, disse Bertollo.

VACINA NÃO ZERA RISCOS

Contudo, especialistas alertam que o uso de máscara ainda segue sendo essencial para evitar a propagação do vírus. Mesmo com as duas doses, há risco de morte por covid-19.

“O risco reduz muito, mas não reduz a zero. Isso é importante também estar claro. Se uma vacina tem 80% de efetividade, quer dizer que as pessoas vacinadas terão um risco 80% menor de desenvolverem complicações pela doença e morrer. Vai ser um risco muito menor do que as pessoas não vacinadas, mas esse risco não zera”, explicou o infectologista Victor Bertollo.

“Por isso, todas as outras medidas de proteção individual e coletiva, como uso de máscara, distanciamento social, frequentar locais mais abertos, deixar os ambientes bem ventilados, evitar aglomerações, precisam continuar sendo adotadas, mesmo após a vacinação, enquanto a gente estiver vivendo uma situação de pandemia”, ressaltou.

FLEXIBILIZAÇÃO

No início da pandemia, em março de 2020, a cidade não determinou o fechamento do comércio ao mesmo tempo em que as cidades da região, mesmo após a confirmação de casos de coronavírus.

Em maio, a Justiça determinou que a Prefeitura fechasse o comércio para evitar a propagação do vírus. Entretanto, o prefeito Washington Reis relutou para aplicar as medidas, alegando prejuízo ao comércio.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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