Caio realiza demissão em massa da planta de Botucatu, diz Sindicato. Fabricante alega que mercado de ônibus não evoluiu como esperado

Ônibus Caio

Ainda de acordo com a Caio, outras medidas como lay-off e férias coletivas são estudadas

ADAMO BAZANI

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Botucatu e Região, no interior de São Paulo, anunciou nesta terça-feira, 21 de setembro de 2021, que a fabricante de carrocerias de ônibus urbanos Caio realizou uma demissão em massa de funcionários.

De acordo com entidade trabalhista, foram ao menos 270 trabalhadores demitidos, sendo que quase 150 se desligaram de forma voluntária.

Em nota ao Diário do Transporte, a Caio confirmou as demissões, mas não falou na quantidade de trabalhadores desligados.

A fabricante alegou que mercado de ônibus não evoluiu como esperado.

Ainda de acordo com a Caio, outras medidas como lay-off e férias coletivas são estudadas

Veja a nota na íntegra:

O Grupo Caio vem divulgando durante este ano, em suas comunicações internas e para a comunidade, que a situação do mercado de ônibus não evoluiu como esperado, devido às incertezas políticas e econômicas, também agravadas pela pandemia. Essa instabilidade impacta toda a cadeia produtiva.

Fatores externos que influenciaram: a maior parte das frotas de ônibus do país não está trabalhando com sua capacidade máxima; o número de passageiros diminuiu devido à pandemia (necessidade de distanciamento), muitas empresas adotaram o home office (trabalhar em casa), entre outros.

O Grupo Caio analisou as melhores soluções a serem adotadas para reduzir o impacto dessa crise, mantendo a saúde das empresas e o máximo de empregos possível.

Informamos que infelizmente foi necessário o desligamento de colaboradores do Grupo para reduzir a defasagem entre a quantidade de pedidos e produtos programados para a produção.

 É necessário frisar que foram priorizados, o máximo possível, os aposentados e aqueles que gostariam de ser desligados por motivos pessoais.

O Grupo Caio está em fase de definição de outras medidas para amenizar ainda mais este período de baixa produção, como Acordo Coletivo, lay-off (Lei 476A da CLT- Bolsa Qualificação) e férias.

Os colaboradores, a imprensa e a comunidade serão informadas sobre novas decisões por meio dos canais oficiais de comunicação das empresas.

O Grupo Caio mais uma vez ressalta que todas as decisões, presentes e futuras, têm como prioridade fazer o melhor para todos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. MARCOS DOS SANTOS disse:

    Sou morador de Botucatu e felizmente nunca precisei da Caio. Meu sustento, acredite quem quiser, vem de fora. Contudo, conheço pessoas que trabalham ou trabalharam na caio e a visão que me passaram desta empresa é que ela é muito mau administrada e é de costume contratarem e demitirem a qqer tempo, demonstrando uma enorme falta de planejamento. Os moradores de botucatu, vêem a caio como uma empresa referência na cidade e buscam oportunidades nela quando lhes são oferecidas, porém, não se atentam para o fato de que estão sendo usados para atender a um determinado ciclo da operação, motivo que faz a caio contratar e demitir a qualquer tempo. Alem disso a empresa oferece baixos salários, poucos benefícios e nenhum plano de carreira.

    1. Alfredo disse:

      E não é por causa de ser um grupo pequeno, pertence à família Ruas, um dos maiores empresários de ônibus do mundo, mas baixos salários também recebemos como motorista deste grupo, nem os feriados eles pagam como a lei manda, uma vergonha empresários milionários tratarem seus funcionários desta forma

  2. Raimundo Manoel de Carvalho disse:

    #EuaviseiEleNão.

  3. Raimundo Manoel de Carvalho disse:

    #ForaBolsonaro.

  4. fernando rocha de miranda pereira disse:

    A Caio sempre teve problemas de má administraçao, ha mais de 20 anos quase faliu. Em Curitiba os motoristas de onibus odeiam a Caio pois acham a carroceria pesada e as portas sao lerdas para abrir

  5. Silas disse:

    Há muitos anos atrás a Caio eram aqui em Guarulhos Itapegica

  6. janete disse:

    Não acredito em mau administração, acredito em má fé no trato com os trabalhadores e um sindicato que não defende sua categoria, prefeito que fica neutro em qto vários pais de familía são demitidos. Vejo como um projeto do uso desrespeitoso da força de trabalho, qdo atinge a meta os donos vão curtir com a família as custas destas demissões.

  7. fernando rocha de miranda pereira disse:

    Pois é, ainda bem que nao entrei lá

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